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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Pedalada Domingueira

Era para ter acontecido a Remada da Lua Cheia neste final de semana, mas o tempo não permitiu. 
Era para ter acontecido um pedalzinho com os amigos Maria Helena e Trieste no domingo, mas estava chovendo, ou chuviscando em Porto Alegre, de onde eles viriam para nos encontrarmos no meio do caminho, e eles acharam melhor abortar a missão. Leonardo e eu estávamos com tudo pronto, lanche, bicicletas e disposição. Chegou a cair um chuvisqueirinho no Recanto, bem cedo, mas decidimos sair para pedalar pelas bandas de Maquiné mesmo, para não perder a disposição e a oportunidade.
Saímos de casa e contornamos o morro Maquiné pela Prainha, tendo a bela companhia da Lagoa dos Quadros por um bom pedaço do caminho.
Deixando o morro Maquiné, passamos por baixo da BR 101, entramos na antiga 101 e, em seguida entramos numa estradinha de chão, ao lado do rio Maquiné.
Na foto acima, aparece o que mais tem em Maquiné: eucaliptos e bananeiras.
O tempo estava bem feio, nublado e frio, mas pedalar aquece o corpo, a alma e a visão, para quem pedala em estradas como esta.
Não se via quase ninguém nas ruas ou nos pátios. As pessoas deviam estar trancadas dentro de casa, preparando o almoço e se aquecendo em seus fogões à lenha. Aqui, estes porquinhos já estavam almoçando.
Adorei esta duplinha fantasiada de dálmatas!
Porco com pintas!
As nuvens baixas entre os morros, estavam dando um show à parte.
Num determinado ponto resolvemos entrar numa estradinha que não conhecíamos. O Leonardo comentou que havia visto no google, há algum tempo, que a estrada não teria saída e fomos conferir. Lá pelas tantas, resolvi pedir informação para alguns moradores para saber se ela não tinha saída mesmo e se ia muito longe. Havia um casal descarregando coisa de um caminhão na frente de uma casa, fui falar com eles e qual não foi a minha surpresa, quando vi que se tratava do filho do seu Léo, um vizinho mais distante, morador da estradinha de acesso para o Recanto, falecido no começo do ano.
O Luis estava na frente da casa do sogro e nos convidou para conhecer a casa dele, que era um pouco mais adiante, e um lajeado de pedras, ideal para banhos de verão, dentro das terras do sogro. 
Caminhamos um pouco por uma trilha e atravessamos um riachinho com pedras. Eu não queria molhar os pés e disse para o Leonardo continuar com ele, mas Leonardo molhou os pés para me ajudar, me apoiando para poder me equilibrar nas pedras sem escorregar. Meu herói!
Realmente, o lugar é muito bonito! Ah, fomos comendo bergamotas de uma bergamoteira que tinha na frente da casa do Luis.
A trilha atravessa o pequeno rio e segue morro acima, dá para vê-la na foto, uma pequena trilha, ao lado de uma árvore. Leonardo e eu pretendemos voltar para subir a trilha a pé e, se for um dia quente, quem sabe, se refrescar nas pequenas corredeiras do riozinho.
Depois de rapidamente, colocar a conversa em dia, comer mais umas bergas e recusar o convite para um mate, seguimos nosso caminho pela nova estradinha que, segundo o Luis, devia ter mais uns quatro quilômetros, da casa do sogro dele até o fim. Recusamos o convite para o mate porque já era quase meio-dia, não queríamos atrapalhar o horário de almoço da família, e porque estava começando a cair uns pinguinhos.
Que tal esta casinha, Cris?
Sempre que vejo uma casinha isolada, no meio do mato, lembro da Cris, do blog Sítio da Cris, uma amiga virtual que se tornou real, que sonha em morar longe da civilização.
Aquela estradinha desconhecida, por onde passou o caminhão do Luis, foi estreitando e entrando na mata.
Os pingos aumentaram de intensidade, ficou um chuvisqueiro fino, mas molhado, que fazia escorrer pingos do meu capacete.
O piso estava bastante úmido, um pouco, pela chuvinha e um tanto, pela umidade natural da mata. Alguns trechos tinham muitas pedras, que estavam muito escorregadias para o meu gosto.
Ainda encontramos alguns barracos mata a dentro. Um estava ocupado, com algumas pessoas ouvindo música.
Este, está abandonado.
E este, no cantinho da foto, apesar da aparência de abandono, tinha um carro estacionado ao lado. Ali, a estradinha se dividia em duas pequenas trilhas e declarei para o Leonardo que eu não gostaria de seguir adiante por alguns motivos. Primeiro, porque estava chuviscando e o piso muito umedecido e escorregadio. Segundo, porque teria que ir empurrando a bicicleta, pois, ao que tudo indicava, ali começava uma subida ao morro. E terceiro porque a gente escutava muitos cães latindo, e aquele carro ao lado do galpão, colocaram pulgas atrás da minha orelha, me fazendo desconfiar que haviam caçadores na mata e aquele galpão seria o "point" deles. Para evitar stress e quem sabe até, sermos atingidos por uma bala perdida, melhor picar a mula de lá o quanto antes.

E foi o que fizemos, demos meia-volta! Haviam dois córregos para atravessar e Leonardo adora filmar a minha travessia, torcendo por uma vídeo cassetada!
 Ele bateu foto também.
E não teve vídeo cassetada!
Já aconteceu de eu baixar algum vídeo e ele não aparecer na hora da postagem. Vamos ver se este, vai aparecer.
"Pela estrada a fora eu vou pedalando..."
A volta foi bem mais fácil do que a ida, pois estávamos descendo, mesmo sem perceber.
Alguns quilômetros depois, chegamos no Balneário de Maquiné.
A água estava maravilhosamente verde!
E espelhada!
Na ponte do Balneário fizemos um lanche e os lambaris também, já que o Leonardo deu, quase metade do sanduíche dele para a lambarizada!
Festa dos lambaris!
 Chegando na cidade, que mais parecia uma cidade fantasma.
 Foram várias paradas para fazer cafuné na cachorrada. Esta cadela nos cortou o coração! Desconfio, que recém havia sido abandonada. A chamamos para que ficasse conosco mas saiu andando muito rápido e desnorteada pela rua. A pedalada foi triste e pesada a partir dali.
Já na Estrada do Cantagalo, quase chegando em casa.
Gosto de ver a festa da minha turma com a nossa chegada, mas sempre esquecia de filmar. Desta vez, lembrei. 
No final tem uma tremida, não se preocupem, não caí da bici, só estava parando e descendo, segurando a bici com uma mão e a máquina fotográfica na outra. Bom, tô falando, quer dizer, escrevendo isso, contando que o vídeo tenha baixado direitinho. 
Este foi o trajeto registrado pelo Strava, um aplicativo que a minha irmã sugeriu que eu usasse para motivar os meus treininhos. Tenho usado ele nas caminhadas-corridas e pedaladas. Aquela linha reta, na parte de cima, é um atalho que o Strava criou, do ponto em que perdemos o sinal de internet, até voltar o sinal. Ele marcou aquela linha reta, de um ponto a outro. 
Este trajeto marcado pelo Strava com este atalho, deu 30 km de pedalada, mas devemos ter pedalado entre 35 - 40 km, pois, só da casa do sogro do Luis, até o final da estradinha, segundo ele, dá uns 4 km, e o sinal só voltou no Balneário, o que acresce mais alguns kms.
E assim foi a nossa pedalada domingueira! Estou pegando gosto pelas pedaladas de novo! Que venham as próximas!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Treininho matinal e subida ao cocuruto.

Leonardo subindo o cucuruto
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Sexta-feira foi o meu quarto dia de treino, corrida intercalada com caminhadas, pela estrada de acesso ao Recanto, e tive a companhia do Leonardo, pela primeira vez, desde o meu renascimento.
Eu fiz questão de voltar a me exercitar sozinha, por dois motivos. Um, é que estava parada há muito tempo e meu ritmo está muito lento, bem diferente do ritmo do Leonardo. O outro motivo é que o Leonardo nunca fica satisfeito com um treininho básico, ele sempre quer ir mais adiante.
E foi batata! Meu treino estava sendo da nossa porteira até a balsa, volta, passa pela nossa porteira de novo e vai até, um pouquinho além da porteira do vô Hercílio. 
Eis que, este ponto é bem onde fica a entrada para o cucuruco, um morro que tem antes de chegar no Recanto, cuja metade é de propriedade do vô Hercílio, vizinho nosso e morador bem na frente do cucuruto. Há tempos atrás, perguntamos para ele se poderíamos subir no cucuruco, onde ele deixa alguns cavalos e umas vaquinhas, e ele liberou, sem problemas. 
E esse dia foi sexta-feira, quando saí do meu treininho básico e quase vi meu coração saindo pela boca, escalando o tal cocuruto.
A foz do rio Maquiné, que deságua na Lagoa dos Quadros, vista de cima do cocuruto. 
E o outro lado do cucuruto, com o braço morto do Rio Maquiné ao fundo, além da minha cara esbaforida, claro!
Já Leonardo, é pura disposição!
Leonardo e a lagoa no fundo.
 Estrada para a Prainha.
 O braço morto, de novo.
 Estrada de acesso ao Recanto.

Láááá embaixo, está a estrada. Não dá pra ver, mas está lá!
 Panorâmica com o braço morto ao fundo. Foto do Leonardo
 Panorâmica com a lagoa ao fundo. Foto do Leonardo 
E, finalmente, o cucuruco. Ou cucoruto. Ou cucurutu. Eu gosto de falar cucuruco, mas confesso, que não sei qual o certo. 
E graças a ideia do Leonardo, em aumentar "um pouco" o nosso treininho, finalmente, conhecemos o cucuruco de cima, e não só assim, vendo de baixo, pela estradinha. Foi um belo treino!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Casa do Tiago

 Como havia comentado na postagem sobre a pedalada em busca da cascata do Garapiá, pretendia fazer uma postagem sobre a casa do nosso amigo Tiago, que fica na Barra do Ouro, um distrito de Maquiné. 
O Tiago foi colega de faculdade do Leonardo e depois de anos sem contato, os dois se descobriram, praticamente vizinhos, aqui em Maquiné. Como nós, Tiago está empenhado em ajeitar a sua casinha e a cada dia vibra com pequenas e charmosas conquistas.
Como dá pra ver, a casa é super pequena, mas cheia de detalhes.O que é este lavatório na sala? Amei demais!
Luminária farol. Amo faróis e amo trabalhos rústicos assim!
Aqui estão os dois, lavatório na entrada para a cozinha e em cima, uma prateleira cheia de velharias e outros objetos de decoração. E uma linda cristaleira na cozinha!
Muitos objetos são de família. O fero antigo é igualzinho ao meu!
O fogão à lenha fica no meio da sala e aquece a casa toda nos dias frios.
Se não me engano, esta mesa foi a mãe dele quem recuperou, anos atrás, quando pedreiros a usavam de andaime. Mais velharias em cima da mesa!
Infelizmente, esqueci de tirar fotos de outras coisas como a parede da sala repleta de fotos da família. Na verdade, fiquei sem jeito de ficar fotografando a casa dele. Ah, e da linda e enorme mesa da sala, não tirei porque tinha muita bagunça em cima. rerere Acho que o Tiago não vai ficar brabo de eu contar isso aqui, até porque, minha casa também é uma bagunça só, e o Tiago, apesar de um gosto diferente da maioria dos homens que eu conheço, para decorar a casa, é desligado e desorganizado como a maioria dos homens solteiros. Mas não condeno ninguém, pois como falei, minha casa está quese sempre bagunçada e organização não é o meu ponto forte, né Leonardo?
Tirei esta foto de dentro da casa do Tiago, que tal a vista? Adorei a pose dos dois! E não foi combinado, eles nem sabem que tirei a foto! 
Tiago, adorei tua casinha! Parabéns! Temos gosto muito parecidos para casa!