Não foi só o hotel super agradável com café com medialunas e precinho camarada, na beira de uma estrada feia e sem graça que me surpreendeu. Na saída, a atendente do hotel sugeriu uma pequena volta para conhecermos a cidade e o rio. Me surpreendi!

Entramos em Colón durante a noite e andamos muito pouco, pois logo encontramos o hotel. Nem saímos da estrada que seguimos após cruzar a ponte do rio Uruguay, que faz divisa com Uruguai e Argentina, ou seja, não vimos nada!
Qual não foi a minha surpresa quando pegamos a rua que a atendente indicou e comecei a ver uma casinha mais simpática que a outra. Casinhas simples, sem luxo, como eu gosto. As ruas arborizadas, como eu adoro! De repente, vimos o rio e a rua passou a contorná-lo. E na margem do rio, praia e local adequado para as pessoas ficarem admirando, tomando chimarrão, conversando. Do outro lado da rua, lojas e estabelecimentos simpaticíssimos , sobrados com muitas flores e verde, muito lindo!

Andamos um bom pedaço pela rua que margeia o rio. Tem área para as pessoas entrarem com carros para colocarem embarcações no rio. É um local público, de fácil acesso. Fiquei pensando como seria legal se fosse assim no nosso pobre Guaíba também. O único lugar público, decente que temos para entrar na água com caiaques, é na praia de Ipanema. Com embarcações maiores, nem pensar!
Após este rápido e surpreendente tour por Colón, voltamos à estrada para seguir viagem rumo à Rosario. A nossa alegria e entusiasmo durou pouco, pois em seguida fomos parados por "la policia argentina", que nos multou por estarmos com engate de reboque no carro. Na Argentina os engates são removíveis, pois não se pode circular com eles.
Multa paga, seguimos viagem mais tristes e mais leve$.
Almoçamos em Nogoya, chegamos em Victoria e começamos a cruzar as pontes sobre o Delta do Parana, que ligam as cidades de Victoria e Rosario. São 60 Km de pontes, várias pontes passando pelas diversas ilhas que formam o Delta do rio Parana. Como o nosso delta do Jacuí, mas muuuuito maior! A última ponte é a ponte Rosario-Victoria, com 608 metros de extensão.
Às 16h20 chegamos na casa do Paco, em Rosario.

Paco estava a nossa espera e os novíssimos caiaques
Clandestino e
Lagarantíasoyyo também! O meu Clandestino é lindo! Azul, como imaginei! Já o Lagarantíasoyyo, era para ser cor de laranja...tava meio amarelado... mas muito bonito também. Mas que o meu é mais bonito, isso é!
Tive um pouco de receio em encomendar na cor azul, cor que não se recomenda por não se destacar muito na água, mas como nunca vou remar sozinha e morro de medo de remar longe da costa, resolvi pedir na minha cor favorita. A parte de baixo é branca então, se eu virar, a cor que ficará para fora da água será o branco...espero que nunca aconteça! Outra coisa que pensei durante a escolha, é que as águas onde costumo remar, são, digamos assim, levemente marrons... Resumindo, só penso besteria! :-)
Clandestino e Lagarantíasoyyo

Leonardo não se aguentou e foi logo adesivando e nomeando os caiaques.
De noite, Paco fez um assado em nossa homenagem. Fiquei chateada, pois não como carne e não vejo necessidade em fazer algo especial para mim. Ao contrário do que muita gente pensa, comida nunca foi problema para mim, como qualquer coisa e de tudo, menos carne, e nunca passei fome. Tentei com que ninguém percebesse que não estava comendo carne, mas o Leonardo estava louco para ver "o circo pegar fogo". Ele se diverte com essa situação. Eu também, mas não gosto de causar constrangimento às pessoas. Bom, descobriram que não como carne e Jor, esposa do Paco, foi correndo preparar uma salada para mim. Era tudo o que eu queria evitar.
Mas, já que fizeram, comi! E tava tri boa!
Naquela noite, conheci pessoas bem bacanas! Além do Paco, Jorgelina e os dois filhos deles, que conheci em fevereiro deste ano na Guarda do Embaú, estavam também os amigos deles, Mani e Daniel, e Diego, irmão de Daniel. Paco, Diego e Daniel participaram da famosa caiacada
Rosario - Rio de Janeiro, em 2004.

Na segunda de manhã, Paco, Leonardo e eu saímos para olhar algumas coisas no centro. Leonardo comprou uma trena de 100 metros e 3 temperinhos para culinária de sabores diferentes. Também tomamos café com ... medialunas!!!!!!!!!!!! nham! nham! nham!
Na volta, Paco nos mostrou alguns pontos turísticos e culturais da cidade de Rosario, como o Monumento Nacional à Bandeira, criado em 1957, no mesmo lugar, nas barrancas do rio Parana, onde foi içada pela primeira vez a bandeira nacional (
fonte) .
Depois deste rápido passeio, fomos na loja da
Weir acertar as contas. Muito bacana também, o pessoal da loja, em especial o Fernando, que também é vegetariano. rererere
Começamos a arrumar as tralhas durante a tarde, colocando os caiaques em cima da Parati.
Rapidamente, fomos até a beira do rio conhecer a guarderia onde fica o caiaque do Paco, há algumas quadras da casa dele. Guarderias são locais apropriados para acomodar embarcações, neste caso, caiaques. Em Rosario tem muitas delas, mas muitas mesmo!
Na saída, Paco nos acompanhou para mostrar outras guarderias que existem pela orla. Enquanto estávamos na beira do rio, chegou Juan, amigo de Paco e outro integrante da remada Rosario- Rio. Ele estava no trabalho e ligou para o Paco para saber o que íamos fazer naquela noite. Paco disse que já estávamos de saída e Juan foi ao nosso encontro para nos dar oi e tchau! A receptiva dos amigos hermanos foi surpreendente! Adorei todos eles!
Monumento Nacional à Bandeira.
Não lembro como se chamam esses prédios. São construções antigas, na frente de um shopping. Pesquisando, acho que tem alguma relação com a Antiga Estação Rosario Central.
Não podia deixar de registrar os gatinhos parados em frente a uma casa. Eram mais de três, mas os outros se esconderam quando me viram...
Acomodando os caiaques para a partida.
A última guarderia visitada.
Eu, Juan, o dono da guarderia e Leonardo.

Podia escrever um tratado aqui, sobre as 24 horas que passamos em Rosario. O pouco que vi, adorei! A receptividade dos hermanos foi muito calorosa! Mani e Daniel foram se despedir de nós no posto de combustível. Muito queridos! Mas prefiro voltar lá, um dia, com mais calma e conhecer o que não pude ver e rever em detalhes o que vi rapidamente. Aliás, quero conhecer mais, toda Argentina.
Escrevi várias vezes, que tudo foi rápido. Rápida também, foi a nossa volta. Saímos de Rosario na segunda de tardezinha, umas seis e poucas da tarde, e na terça ao meio-dia já estávamos em Porto Alegre.
Leonardo resolveu tocar a viagem sem parar para dormir. Não quis que eu dirigisse... não sei por quê... deve ser porque durmo até em pé, em plena luz do dia!
E assim foi o nossa rápida ida à Argentina para buscar os caiaques, que chegaram sãos e salvos!