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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Resumo da semana, de quarta à quarta.

Esta semana foi uma correria danada, com direito a saídas, muita chuva, visitas, muita chuva, ausência de internet, muita chuva, falta de luz...
 Quarta passada, dia 24 de maio, Leonardo e eu fomos à Porto Alegre para levar o carro no mecânico. Saímos bem cedinho do Recanto, em Maquiné, e chegamos cedo, no horário de abertura da oficina. Deixamos o carro lá e saímos à pé, para fazer o que precisava. 
A primeira pernada foi para tomar café e encontrar a Maria Helena, no bairro Jardim Botânico. Deve dar uns 4 km de caminhada, que me deixou nostálgica, lembrando dos tempos em que eu caminhava direto pela cidade, já que tinha tempo e não tinha carro. rererere 
 Descendo a Salvador França, uma movimentada avenida de Porto Alegre, Leonardo e eu ficamos surpresos com o que vimos: galos e galinhas ciscando no canteiro central de um cruzamento movimentadíssimo! Impressionante! Tinha até, galinha chocando numa destas "floreiras" brancas, na beira da avenida! E ela parecia bem tranquila! 
Como boa caipira que sou, fiquei boquiaberta com a situação mas, mamis e papis contaram que as penosas e penosos vivem ali, há anos. Era uma, que outra, no começo mas, foi aumentando a quantidade. 
Será que são galinhas de rua? :)
 Na mesma quarta, ainda em Porto Alegre, fomos até a Livraria Cultura para comprar o presente do afilhado do Leonardo. 
Acabei ganhando um presente, também! Falarei mais sobre ele, numa outra postagem.
 E de surpresa também, Leonardo comprou este quitute para experimentarmos. É um rolinho com massa de Pretzel, e eles lambuzam ela no meio, com o recheio de sua preferência, que pode ser nutella, doce de leite... nham! nham!
 Estava muito bom mas, ainda prefiro o bom e velho Prestzel, sem recheio, só o açucrinha e canela!
Leonardo chamou a atenção para os dizeres da embalagem. Adorei!
 Chegamos tarde no Recanto, e quinta-feira já tinha visita! O amigo Xirú levou alguns amigos, da cidade de Ivoti, onde era feriado, para conhecer o Recanto e dar uma remadinha. A remadinha só saiu no final de tarde, pois havia chovido pela manhã.
Chuva lá fora, cantoria dentro de casa!
 Pedro e José levaram violão e viola, respectivamente. Eu achei que o instrumento do José era um violino mas ele disse que não, que se tratava de uma viola e que a diferença com um violino, seriam as cordas.
Teve música até na beira do rio! Muito legal!!! 
Também pretendo fazer outra postagem sobre esta visita.
 Na sexta-feira a chuva veio para valer e a lateral da casa virou uma esponja. E quem disse que o carro subiu a lomba do sabão do Recanto??? Nã-nã-ni-nã-não!!!
Passamos a manhã de sábado tentando subir o carro. E conseguimos! Aí, fomos almoçar com a família do Leonardo, na praia de Rondinha. E chovia no Recanto e chovia em Rondinha!
E voltamos para o Recanto e adivinha, o que aconteceu??? 
Faltou luz! E ficamos a noite toda sem luz e tive que tomar banho de canequinha no domingo de manhã! Tudo bem! Até que foi divertido! |Fazia anos que eu não tomava banho de canequinha.
E no domingo, fomos até Novo Cabrais, cidade onde mora o Joaquim, afilhadinho do Leonardo, que estava comemorando um aninho de vida. Também pretendo fazer uma postagem sobre o aniversário do Joaquim,que tava bem legal, mas eu não tinha noção do quanto é longe Novo Cabrais de Maquiné! Quatro horas de viagem!!! 
Resumo da ópera: não nos deixaram pegar a estrada de volta para o Recanto e acabamos dormindo por lá. Saímos na segunda, bem cedinho. Passamos em Porto Alegre para almoçar com mamis e papis e fazer mais algumas coisinhas, para aproveitar a passada pela capital gaúcha.
E lá se foi a segunda-feira!
Olha o cansaço do Tombinho na viagem! Sim, o Trumbico foi com a gente, na festinha de aniversário!
Ontem, terça-feira, o sol não apareceu no Recanto. E quem também não apareceu, foi a internet.
Internet restabelecida, hora de colocar postagens e visitas em dia!
A semana foi corrida e muito boa, mesmo com os problemas que apareceram no caminho, como o carro que não subiu e a falta de internet.
Uma boa quinta-feira a todos!
Com ou sem chuva! Aqui, parece que vai ser com chuva!

domingo, 26 de março de 2017

Parabéns Porto Alegre!!!

Hoje é aniversário de Porto Alegre, cidade onde nasci e vivi até pouco tempo. Apesar de declarar que, caso tenha que sair do Recanto algum dia, para Porto Alegre eu não volto, eu amo Porto Alegre! Amo a cidade que tem as quatro estações num único dia, a cidade por onde andava tranquilamente na adolescência.
 A cidade do Festival de Pandorgas e do Morro do Osso. 
Na foto, com meu sobrinho, Marco, no Morro do Osso em 2006.
2006 - Marina e Marco, meus pestinhas favoritos, no Morro do Osso com Porto Alegre e o rio Guaíba ao fundo
 A cidade do viaduto da avenida Borges de Medeiros.
 2010 - Massa Crítica passando pelo Viaduto da Borges.
A cidade dos ipês e jacarandás floridos na Primavera.
2010 - vista do apartamento do meu irmão, na Primavera.
A cidade do rio que não é rio, é lago, e sua linda e mal aproveitada orla.
2010 - pedaladinha pela orla do Guaíba e a Usina do Gasômetro ao fundo.
Foto do Leonardo
A cidade da Feira do Livro (2010)
A cidade que tem muito mais do que os tradicionais pontos turísticos.
2011 - Remadinha no Guaíba com o centro da cidade e o cais do porto de cenário.
A cidade do Morro Santana e sua ferida aberta para sempre.
Caminhada no Morro Santana com amigos, em 2012.
 A cidade das lindas e antigas paineiras, que ainda resistem ao crescimento doentio da cidade e da mentalidade de uma sociedade que arranca árvores porque elas fazem sujeira, ou quebram galhos em dias de temporal, ou precisam dar lugar para mais prédios e mais estacionamentos. 
Por essas e outras que, contrariando a belíssima música do Fogaça, cantada por sua esposa Isabela Fogaça e que virou hino da cidade, acho que Porto Alegre FOI demais! Por essas e outras que não penso em voltar a morar na cidade que tanto amei e ainda amo. Prefiro ficar com as boas lembranças e imagens. 
Sim, te abandonei Porto Alegre! Me desculpa! Eu não estou mais em ti, mas tu estarás sempre em mim! 
Parabéns!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Feira do Livro em Porto Alegre e Pizzaria em Osório


Leonardo e eu tivemos que ir à Porto Alegre nesta semana e aproveitamos para ir até a Feira do Livro. Quase todos os anos a gente vai, pois além dos livros, gostamos de visitar os amigos da Tomo Editorial, o João, a Naza, a Marga e a Krishna, que todos os anos estão com sua banquinha na Feira. 
Chovia muito e acabei esquecendo de tirar fotos então, postei a foto acima, onde aparece a banca da Tomo em 2010, e onde dá pra ver a Marga sentadinha lá dentro!
Feira do Livro é muito bom e ficar folheando livros é bom demais! Confesso que não tenho lido quase nada, já o Leonardo é um devorador de livros! Eu lia bastante mas de uns tempos para cá (entenda-se de uns anos para cá) não consegui mais levar as leituras adiante, pois começava a ler e caía no sono. Mesmo assim, nesta Feira, Leonardo comprou um livro para mim e comecei a ler em seguida. No mesmo dia, também comecei a ler outro livro que Leonardo comprou num sebo, que encontramos saindo da Feira do Livro. 
Passamos o dia todo na capital. Chegamos cedinho para tomar café com o pai e a mãe. Para conseguir isso, preciso acordar às 4h30 da manhã para alimentar a bicharada antes de sair e chegar em Porto Alegre entre 7h e 7h30, horário que meus pais fazem o desjejum.
Mesmo assim, às vezes não dá tempo de fazer tudo o que precisamos e gostaríamos de fazer na cidade, pois precisamos pegar a estrada novamente para alimentar a bicharada de novo, no final do dia. 
Desta vez, Leonardo ainda precisava passar em Osório para pegar umas coisas com o amigo Marcio. Osório fica no caminho, mas não podíamos passar muito tarde. 
Estava anoitecendo quando chegamos em Osório e ainda por cima, chovendo. Leonardo falou com o Marcio e quando entrou no carro de volta, quase falamos ao mesmo tempo: "tá a fim de comer uma pizza?". Perfeito! Os dois estavam a fim e lá fomos nós para a pizzaria "À Lenha". Leonardo já conhecia mas eu nunca tinha ido lá e simplesmente AMEI! Entrou para a minha lista de melhores pizzas!
 Foto do Leonardo
Além do ambiente agradável, tem uma ótima variedade de sabores de pizza sem carne e a pizza é boa demais!!!! Nas quartas-feiras eles têm rodízio de massas e todos os dias têm pizzas, risotos e outros pratos. Fiquei encantada com o cardápio, tudo o que eu gosto: pizza, massas e risotos!Já avisei o Leonardo que vou querer voltar para provar tudo.  
 Não consegui registrar a chuva mas chovia bastante lá fora! Tadinha da cachorrada! Vai jantar tarde... 
 Esta não é uma self. O Leonardo programou a máquina em cima de uma garrafa de guaraná, no bico da garrafa! Eu tava rindo de nervoso que a máquina caísse.
Nós chegamos super cedo, acho que só tinha uma mesa ocupada, mas o pessoal foi chegando e se espalhando. Deu para ver que a pizzaria, que tem 3 grandes ambientes, é um ponto de referência na cidade.
Foto do Leonardo
 Enquanto Leonardo tomava um cafézinho, aproveitei para folhear os livros adquiridos no dia. "A Vida Secreta das Plantas" foi o que o Leonardo comprou no sebo. Tô bem no comecinho mas tô achando bem interessante! E "Os Pioneiros da Ecologia, breve história do movimento ambientalista no Rio Grande do Sul" foi o que ganhei na Feira. Também comecei a ler um pouquinho e acho que vou gostar muito, pois contêm depoimentos, entre outros,  de José Lutzenberger e Augusto Carneiro, dois ícones do movimento ambientalista do estado, duas pessoas cuja vida e dedicação ao meio-ambiente eu admiro muito. 
 Agora, não sei continuo lendo estes dois que comecei, ou se termino os outros dois que já estava lendo... bem típico da minha pessoinha mesmo... começa as coisas e não termina! Vou terminar os dois primeiros, depois atacar os dois da Feira.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Aniversário de Porto Alegre

Hoje é aniversário de Porto Alegre, minha cidade natal e que estou prestes a abandonar. Infelizmente, Porto Alegre cresceu demais e este crescimento trouxe todos os problemas de uma cidade grande. Continuo amando esta cidade mas farei isto à distância e como visitante.  
Parabéns Porto Alegre! Espero que cuidem melhor de ti! 
Esta foto foi tirada numa pedaladinha que Leonardo e eu fizemos num sábado pela manhã até a Usina do Gasômetro, acho que em 2012. A chaminé da Usina ficou sem a ponta porque se eu desse mais um passo para trás, caía dentro da águas do Rio Guaíba.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Floricultura - café

Com as obras no Recanto, o mês de fevereiro foi bem corrido e agitado para nós. E um tal de vai e volta para o Recanto e o Leonardo ainda tem que ir e voltar para Caxias do Sul, onde ele trabalha. Ficamos pouco tempo juntos, pois ele fica mais tempo no Recanto, em Maquiné, e eu, em Porto Alegre com a bicharada. Sábado passado conseguimos sair da rotina um pouco, mesmo que sem querer, pois tínhamos que ir na zona sul de Porto Alegre e acabamos achando um lugar que eu queria conhecer desde que tinha visto num livro de fotos de Porto Alegre. 
Amo figueiras!!!!

A foto do livro é de um café muito simpático que fica dentro de uma floricultura. Desconfiava que eu já conhecia a floricultura, mas tinha ido uma única vez lá e há muito tempo, nem lembrava o nome. Passamos sem querer por ela e para nossa surpresa, estava aberta num final de tarde de um sábado. 
A área da floricultura é muito grande! Pelo que fiquei sabendo, foi uma fazenda há muitos anos atrás e agora, se transformou numa linda floricultura, que mais parece um parque.
Este é o café! Não é lindo?
Eu já sou louca por uma floricultura, com um visual desses então, fica difícil sair de lá. Ficamos pouco tempo, nem tomamos café, pois estava quase fechando e nós tínhamos compromisso logo mais. Compramos umas mudinhas de camarão, que não estavam muito bonitas mas o preço estava bom. Já plantei elas no Recanto e parece que estão se recuperando bem!
Detalhes tão pequenos e tão charmosos!
A floricultura tem site, é Floricultura Winge.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Despedida de Porto Alegre

Há mais de dois anos, desde que adquirimos o Recanto, em Maquiné, estou me despedindo da minha amada Porto Alegre. Nasci, cresci, sempre morei aqui e nunca me imaginei morando em outro lugar, mas a verdade é que a vida na cidade grande já não me agrada mais e a "mui leal e valerosa" Porto Alegre, já não é mais a mesma, aquela cidade grande com jeito de cidade do interior. A qualidade de vida caiu muito, a violência aumentou, como em todas as cidades brasileiras, eu acho. A sensação que tenho é que, mais cedo ou mais tarde, a violência chegará até nas mais calmas grotas do interior.
Amo Porto Alegre mas não dá para esconder os seus problemas e o trânsito é um dos maiores. As obras para a Copa de 2014 transformou a cidade num enorme e caótico canteiro de obras.
A minha mudança está se aproximando (espero!), mas nunca vou deixar de amar Porto Alegre, mesmo com todos os seus problemas. Ficarei com as boas recordações, com as belas imagens! E pensando nisso, resolvi postar fotos da minha cidade, tiradas por mim ou pelo Leonardo, nos nossos passeios. 
A primeira foto foi tirada por mim numa remadinha que fizemos para comemorar o aniversário do amigo Germano, pelas águas do rio Guaíba. Seja ele um lago ou estuário, ele é popularmente conhecido por rio, por isso, vou no popular. A postagem sobre a remada pode ser vista aqui. Na foto aparece o Leonardo remando com o cais do porto e o centro da cidade no fundo. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Um sábado agradável no Mercado Público de Porto Alegre - 15 de junho


 Leonardo e eu estávamos a procura de pimenta da Jamaica para a mãe dele e não estávamos encontrando nos principais mercados de Porto Alegre, Caxias do Sul e Nova Petrópolis, as três cidades que costumamos frequentar. Nem procuramos em Maquiné, pois sabíamos que encontraríamos no Mercado Público de Porto Alegre.Fomos até lá no final da manhã de sábado e dito e feito! Encontramos a ardida!
O Mercado Público de Porto Alegre não é mais aquele lugar sujo e desagradável de anos atrás, agora é até gostoso fazer um passeio por lá. Leonardo e eu almoçamos no Mercado, depois compramos funghi e amendoim japonês, que eu amo, e depois compramos a pimenta, que achamos facinho, facinho e baratinho! Tinha pimenta moida e em grãos, mas dona Sonja queria em grãos para colocar na sopa. 
 Depois das compras tomamos um café numa loja especializada. Leonardo é louco por café com leite! E eu, do café, o que mais gosto e o aroma! Não tem nada como o cheirinho do café em pó, ou do café sendo passado ou do café sendo moído. Para mim, é um dos melhores perfumes que existe! Já de tomar café, não sou muito chegada, não, mas Leonardo tanto insistiu que eu tomasse um, que acabei aceitando. 
 Além do perfume, o mais gostoso de tomar um café é ficar observando as pessoas, a arquitetura do Mercado Público e a diversidade dos estabelecimentos. Quase na frente da cafeteria tem uma agropecuária, e mais para o lado, já tem uma peixaria, uma casa de ervas, uma casa de artigos religiosos, outra de suplementos para atividades físicas e outras bombas, uma fruteira e por aí vai. Adoro ir no Mercado Público de vez em quando, mas sempre tento passar longe dos açougues e peixarias.
 Por último, compramos churros e ficamos comendo na calçada. Enquanto nos deliciávamos com o churros ao lado de uma estação do metrô, uma senhora passou perguntando para a pessoa que estava com ela se aquilo era um viaduto. Leonardo e eu ficamos curiosos, não havíamos percebido aquela construção e fomos ver se dava para subir no tal viaduto, mas não dá. Uma pena, porque se desse, teríamos uma bela vista para o rio Guaíba, o nosso maior tesouro, tão mal aproveitado e nada respeitado.
Vou muito pouco no centro de Porto Alegre, pra dizer a verdade, sempre que possível, fujo do centro e de qualquer aglomeração de carros e pessoas, principalmente em tempos de obras para Copa do Mundo. Porto Alegre está um caos! Mas de vez em quando é bom dar um pulinho por lá, principalmente se for um sábado ou domingo, para um passeio agradável e não para as obrigações penosas do dia-a-dia. 
Mercado Públíco de um lado, do outro lado, Leonardo embaixo de construção que é a estação do metrô e uma rua depois, o Rio Guaíba, escondido atrás dos muros da Mauá. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Caminhada no Morro Santana - 15 de Novembro de 2011

Aproveitamos o feriado de 15 de novembro para fazer uma caminhada que programávamos há tempos com os amigos Érico e Camila, e nunca acontecia. Finalmente, chegou o dia!
A ideia era subir o Morro Santana a partir dos fundos da casa deles, entrando direto na mata, ou mato, do Morro Santana, o morro mais alto de Porto Alegre.
Enquanto Camila e Érico preparavam nossa guarda-costas para a caminhada, Leonardo já se embrenhava mata a dentro.
Estamos em Porto Alegre, em plena área urbana. Ao pé do Morro Santana está o bairro Morro Santana e várias vilas ao redor. Teve uma época em que não era recomendado andar pelo morro, nem sozinho, nem acompanhado, pois os assaltos eram frequentes. Por via das dúvidas, Érico e Camila resolveram levar a Pepita, um de seus 9 cães, como "cã" de guarda... rsrsrsrs...
Camila e Érico colocando a guia na Pepita.
O dia estava nublado, até friozinho, perfeito para uma caminhada! No começo o mato estava bem fechado, mas não demorou para chegarmos numa trilha de areião, daqueles que a gente pisa e escorrega nas pedrinhas soltas. Como era subida, não escorregamos tanto. Já na descida...
A trilha mais parecia resultado de erosão, um caminho por onde deve correr a água em dias de chuva. Se não me engano, segundo o Érico, grande conhecedor da área e nosso guia na caminhada, era por ali que deveria ter uma cascatinha, que estava seca naquele dia, pois depois de um inverno tri chuvoso, estamos passando por uma primavera bem seca.
Infelizmente, vimos lixo acumulado nas valetas desta trilha. O Homem sempre deixando sua pior pegada.
Além de pedras, haviam muitas flores no caminho.

Não são flores plantadas, nem flores vistas em jardins de residências ou floricuturas. São flores do mato,que crescem sozinhas, resistentes, grandes, pequenas e minúsculas. Algumas são tão minúsculas, que mal percebemos no meio do mato. Aliás, fico meio "pé atrás" quando uso a palavra "mato", pois parece que estou depreciando, mas pelo contrário, mato, para mim é coisa boa, uma riqueza, diversidade.



Em seguida chegamos numa pedra onde o Érico costumava praticar escalada. A vista de lá já é bem bacana, isso que mal começamos a caminhada.


Leonardo e Érico desceram para ver a parede e conversar sobre escalada.


Desceu por um lado e subiu por outro.








Continuamos a subir, vimos pessoas em outra pedra bem mais adiante, "bola 8" parece ser o nome da pedra, e também ouvimos barulho de motos. Muitos motoqueiros costumam subir o morro para andar nas trilhas e praticar o que, na minha época chamávamos de moto-cross. Não que eu seja muito velha...




A quantidade de cactus no meio do caminho e no meio das pedras chamou a minha atenção.






Amei esse buquê!
Chegamos na estrada que vai para a APAMESI - Associação de Pais e Mestres do Colégio Santa Inês, colégio em que estudei durante toda a minha vida estudantil, do pré-primário até o 3° ano do 2°grau. Muitos passeios foram feitos na APAMESI, cuja sede campestre fica bem no topo do morro. Passeios organizados pelo próprio colégio, normalmente no dia das crianças e também alguns churrascos que o meu pai organizou com amigos e familiares. Acho que a última vez que subi lá, foi num dos últimos anos do colégio, com algumas colegas de aula. O pai tinha uma kombi na época e nos levou lá em cima. Deviam ser umas 8 gurias. Fomos de manhã e o pai nos buscou de tarde, levamos lanches, cada uma levava uma coisa, um salgado, um doce, refri e saía um belo banquete com tudo o que gostávamos. Lembro que jogamos futebol. Sim, jogamos futebol, só gurias. Coisa bem boa! Pena que não tenho nenhuma foto daquele dia!


A entrada para a APAMESI fica na Protásio Alves, um pouco mais adiante da casa do Érico e da Camila. Tem que ter autorização para entrar e não sei quem comanda isso. Chegamos numa bifurcação onde haviam duas placas. Uma placa indicava a UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e a outra indica o caminho para a APAMESI. Seguimos pela APAMESI porque o nosso objetivo era chegar perto das pedreiras.
No caminho, passaram por nós dois motoqueiros paramentados e suas motos de trilha.
Andamos por um tempinho na estrada. Leonardo parava bastante para fotografar as flores. Haviam muitos cactos grandes e pequenos e os grandes, quase todos estavam floridos.
De repente, Camila viu uma cobra, bem pequena. Nenhum de nós é conhecedor deste réptil, mas parece que era uma coral, bem pequena e colorida. Eu não cheguei muito perto, pois morro de medo, já o Leonardo se abaixou o quanto pôde para fotografar a bichinha. Eu tirei uma foto por trás do Leonardo, bem de longe, quem se esforçar, conseguirá ver na foto abaixo, na altura das coxas do Leonardo, onde começa o casaco dele. Com boa vontade dá pra ver uma tripinha colorida de vermelho. Ela tentava nos enganar torcendo a cabeça para que pensássemos ser o rabo. Se deixou fotografar e entrou no mato. Que siga em paz, sem ninguém para atrapalhar. Ninguém, nem nada, nem fogo algum porque é impressionante as marcas de queimadas no morro.
Leonardo fotografando a cobrinha.
Em seguida chegamos no marco zero, o ponto mais alto de Porto Alegre. Eu não sabia da existência deste marco, apesar de crescer sabendo que o Morro Santana é o ponto mais alto da cidade.
Leonardo ficou fotografando a vista do ponto mais alto para fazer uma panorâmica.

O marco zero e Érico.
Parte da família Randazzo Silveira.
Mais cactos para o Leonardo fotografar.
Logo depois do marco zero, saímos da estrada e fomos em direção a pedreira, por dentro do mato, que não é um mato alto, nem fechado porque a queimada tratou de limpar tudo. Apesar do capim e cactus estarem verdes e brotando, dá para perceber, sem esforço algum, o capim queimado por fora do verde que está brotando, as pedras ainda pretas e galhos maiores transformados em carvão, que deixavam riscos pretos em nossas pernas ao encostarem neles. Aquele era o segundo ponto de queimada por onde passávamos e este, era bem grande! Encontramos até uma ossada de um bicho que não conseguimos identificar o que era, me pareceu um roedor, e estava queimada. Se morreu durante a queimada ou morreu, e depois teve a queimada, não saberemos, mas com certeza, além das espécies vegetais, muitos animais devem acabar mortos nestes "incidentes".
" Geologicamente a estrutura do terreno portoalegrense é muito antiga. Localmente o relevo da cidade é dominado pelo Maciço de Porto Alegre, parte do Cinturão Dom Feliciano, formado entre 2 e 2,4 bilhões de anos atrás e responsável pela existência da cadeia de morros que circunda a cidade. Os morros mais elevados são o Morro Santana, com 331m, o Morro da Polícia, com 291m, e o Morro Pelado, com 298m. A altitude média da cidade é de 10 m acima do nível do mar. Nos morros encontram-se áreas de rocha exposta, em parte matacões descobertos lentamente pela erosão natural, em parte pela exploração comercial de pedreiras a partir do século XIX, e pela urbanização desordenada."








Butiazeiro com as folhas queimadas, mas se recuperando.
"O Morro Santana é o ponto mais alto do município brasileiro de Porto Alegre, com 311 metros acima do nível do mar. É formado por rochas graníticas e ocupa uma área de aproximadamente mil hectares, dos quais cerca de 600 pertencem à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O morro tem importância histórica por ter abrigado, em 1740, uma sentinela de propriedade de Jerônimo de Ornelas, o fundador da cidade de Porto Alegre.
Localizado em uma área bastante urbanizada, o bairro Morro Santana (Porto Alegre), está rodeado por grandes avenidas como a Av. Bento Gonçalves, a Av. Protásio Alves e a Av. Antônio de Carvalho, ocasionando problemas de ocupação irregular e falta de segurança. Representa um dos últimos remanescentes naturais da cidade, onde vivem em harmonia campos, lagos, cachoeiras e cascatas
.
É a unidade geomorfológica local com maior cobertura vegetal nativa, sendo que aproximadamente 60% de sua área está ocupada por Mata Atlântica e o restante por campos sulinos
. A riqueza e a diversidade de espécies vegetais na área de campos são bastante expressivas, sendo estimadas em torno de 400 espécies.
A fauna nativa do morro apresenta importantes espécies locais e regionais e uma grande diversidade de animais. O total de registros para todo o morro ultrapassa cem espécies, sendo que cerca de 10% destas espécies são migratórias, e chegam ao morro na primavera, ali permanecendo até o verão. Para os mamíferos
, foram registradas 14 espécies nativas."
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Morro_Santana

Que vergonha! Nem eu, uma legítima portoalegrense, apaixonada pela cidade, sabia de tudo isso. Mas tenho percebido que isso é comum, não conhecermos o lugar onde vivemos.
Quando fomos na Guarda do Embaú agora em setembro, conversando com a atendente da padaria onde tomamos café todos os dias em que estivemos lá, perguntei se ela já tinha visto as baleias. Para a minha surpresa ela respondeu que não e pior, que nunca tinha subido até a Pedra do Urubú e mal conhecia as praias da Guarda e Pinheira. Pessoas de vários cantos do país invadindo a terra dela para ver as baleias e ela, que trabalha a menos de 500 m da praia, não tinha visto uma única baleia ainda. A desculpa dela foi justa: os pais não a deixavam sair de casa e agora que estava crescida, morando com a avó, trabalha durante o dia e estuda de noite, se preparando para ser comissária de vôo, se lembro bem. Lembro que estava estudando inglês. Mas não conseguir 15 minutinhos para ver as baleias ou um dia de folga para subir até a Pedra do Urubú, é dose, né? Cada um com suas prioridades...
Gosto é gosto e não se discute. Ninguém é obrigado a caminhar, fazer trilhas, se não gosta deste tipo de atividade. Mas respeitar é obrigação de todos. Eu confesso que, a única coisa que sabia sobre o Morro Santana, até fazer esta postagem é que é o morro mais alto da cidade, está cercado pelas avenidas citadas acima (se não soubesse isso, merecia uma surra, pois moro a 4 km do morro) e que o morro sofreu muito com a exploração comercial de pedreiras. Da minha casa enxergo as feridas abertas do morro, duas enormes pedreiras que funcionaram a todo vapor na década de 70. Da minha casa a gente ouvia as explosões, todos os dias ao meio-dia. Felizmente, acabaram com esta exploração, apesar de terem deixado por tempo demais, pois o estrago foi enorme.






Aqui está ela, a pedreira maior. Estamos bem na beirinha dela e, apesar de se ver de longe indicando que é um buraco significativo, só de pertinho assim, é que dá pra sentir o tamanho do estrago!
Escrevi "sentir" porque foi o que aconteceu mesmo. Eu senti tristeza vendo aquela ferida e senti medo também, não consegui ficar muito tempo na beira do precipício. Tenho problemas com altura, perco o equilíbrio.
Me afastei e fiquei pensando sobre a exploração daquela pedreira e de outras que ainda estão sendo exploradas. Na BR 101 podemos ver algumas em pleno funcionamento, morros inteiros desaparecendo, na cara de todo mundo. As leis ambientais estão aí, mas elas só protegem os interesses dos poderosos. Enquanto isso, "a riqueza e a diversidade de espécies vegetais" e "a fauna nativa do morro que apresenta importantes espécies locais e regionais e uma grande diversidade de animais", (palavras da Wikipédia) vão sendo dizimadas e empurradas para os centros urbanos. Está cada vez mais comum, notícias de animais silvestres, como jacarés, onças, gatos do mato e aves que só se viam no seu habitat natural, encontrados nos pátios das casas. Por que será??
E já que estamos em Porto Alegre, podemos ver isso acontecendo nesta foto abaixo. Não com a pedreira, mas com o crescimento imobiliário. Na minha adolescência, no meu tempo de colégio, brincava com meus colegas que eu morava no fim do mundo, pois depois da minha casa não haviam mais tantas casas e tinha muito mato, mas muito mato mesmo. Hoje, esse mato está indo abaixo para dar lugar a condomínios, condomínios horizontais, condomínios verticais, condomínios e mais condomínios. E o mato da cidade está diminuindo, e os bichos não têm mais para onde fugir.
Tenho notado que não consigo mais fazer postagem sem deixar de comentar algum desrespeito do Homem contra o meio-ambiente, mas é impossível sair sem deixar de ver isso e isso é uma coisa que me preocupa muito. O que estamos fazendo com o nosso mundinho? E não precisamos ir longe e pensar no problema da Amazônia. Vamos ver o problema que tem em nossa cidade, bem pertinho da gente. Espero que fique a mensagem para quem lê o blog. Viajando ou não, precisamos cuidar do meio-ambiente.








Linda a cor deste chumaço de capim!
Voltando para a casa, descendo o morro.
Sinais de civilização: um "gatus domésticus".
Aqui, a "diversidade das espécies vegetais", citadas pelo Wikipédia.






Pepita bebendo água direto da fonte, bem pertinho da casa dela.