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domingo, 16 de julho de 2017

A Timbaúva e o Pica-pau

Uma das coisas que mais nos encantou quando conhecemos este pedacinho de chão onde vivemos hoje, e chamamos de Recanto, foi uma Timbaúva que tem na parte alta do terreno, bem ao lado de onde construímos a casa nova hoje.
 O Recanto tinha pouquíssimas árvores e a Timbaúva chamava a atenção no meio daquele vazio.
Foto de agosto de 2011.
O macaco trepado na Timbaúva é o Leonardo e embaixo e ao lado, o sogro, vendendo saúde, ainda. 
 Estas fotos são de agosto de 2011. Adquirimos o Recanto em março do mesmo ano.
O sogro foi um dos maiores incentivadores da nossa mudança de casa e de vida. Ele adorava o Recanto, costumava vir para nos ajudar, sempre que vínhamos passar uns dias aqui, e também vinha sozinho. Passava o dia trabalhando, cortando grama, arrumando o galpão e muitas outras coisas. Perdemos um companheiro e tanto!
Quando estávamos os quatro, Leonardo, seu Egon, Tombinho e eu, o chimarrão aos pés da Timbaúva depois do almoço, era sagrado!
A Timbaúva do Recanto secou! Esta árvore perde as folhas no inverno mas um dia, ela perdeu as folhas e nunca mais brotou nada. Todo ano fazíamos um exame, na esperança de que voltasse a brotar um verdinho nela, mas nada! E assim ela foi secando. 
As fotos acima vieram, direto do túnel do tempo, 2011.
Abaixo, fotos atuais, 2016 (logo abaixo, a casa em construção) e 2017, semana passada.

Quando a patrola veio aplainar o terreno, em julho do ano passado,  para a construção da casa, pensamos que ela iria cair, mas que nada! Continuou ali, alguns galhos podres caíram mas ela permaneceu ali.  
Ainda bem!
Porque galhos secos e podres chamam insetos e insetos chamam aves, como este lindo Pica-pau, que tenho visto seguidamente nos galhos da velha Timbaúva.
Seis anos depois, mesmo morta, a Timbaúva continua nos dando alegria.
Estas fotos foram feitas num final de tarde, por isso, esta luz meio amarelada.
Tirei várias fotos do bichinho, que não se incomoda muito com a nossa presença na varanda da casa nova, que fica ao lado da velha Timbaúva.
De repente, o Pica-pau caminhou para trás do galho e sumiu. Mas não saiu voando.
Desci para o pátio para tentar descobrir onde ele estaria.
E vejam só, o que eu encontro num buraco de um tronco da Timbaúva!
O ninho do Pica-pau!!!!
Ganhei o dia com esta descoberta! Eu já estava feliz com as fotos mas, constatar que a Timbaúva morta fornece alimento e abrigo para esses bichinhos tão simpáticos, foi bom demais!!
Abaixo, espero que consiga publicar o vídeo onde aparece o Pica-pau no ninho.


domingo, 26 de março de 2017

Parabéns Porto Alegre!!!

Hoje é aniversário de Porto Alegre, cidade onde nasci e vivi até pouco tempo. Apesar de declarar que, caso tenha que sair do Recanto algum dia, para Porto Alegre eu não volto, eu amo Porto Alegre! Amo a cidade que tem as quatro estações num único dia, a cidade por onde andava tranquilamente na adolescência.
 A cidade do Festival de Pandorgas e do Morro do Osso. 
Na foto, com meu sobrinho, Marco, no Morro do Osso em 2006.
2006 - Marina e Marco, meus pestinhas favoritos, no Morro do Osso com Porto Alegre e o rio Guaíba ao fundo
 A cidade do viaduto da avenida Borges de Medeiros.
 2010 - Massa Crítica passando pelo Viaduto da Borges.
A cidade dos ipês e jacarandás floridos na Primavera.
2010 - vista do apartamento do meu irmão, na Primavera.
A cidade do rio que não é rio, é lago, e sua linda e mal aproveitada orla.
2010 - pedaladinha pela orla do Guaíba e a Usina do Gasômetro ao fundo.
Foto do Leonardo
A cidade da Feira do Livro (2010)
A cidade que tem muito mais do que os tradicionais pontos turísticos.
2011 - Remadinha no Guaíba com o centro da cidade e o cais do porto de cenário.
A cidade do Morro Santana e sua ferida aberta para sempre.
Caminhada no Morro Santana com amigos, em 2012.
 A cidade das lindas e antigas paineiras, que ainda resistem ao crescimento doentio da cidade e da mentalidade de uma sociedade que arranca árvores porque elas fazem sujeira, ou quebram galhos em dias de temporal, ou precisam dar lugar para mais prédios e mais estacionamentos. 
Por essas e outras que, contrariando a belíssima música do Fogaça, cantada por sua esposa Isabela Fogaça e que virou hino da cidade, acho que Porto Alegre FOI demais! Por essas e outras que não penso em voltar a morar na cidade que tanto amei e ainda amo. Prefiro ficar com as boas lembranças e imagens. 
Sim, te abandonei Porto Alegre! Me desculpa! Eu não estou mais em ti, mas tu estarás sempre em mim! 
Parabéns!

sábado, 5 de setembro de 2015

A remada deslizante do Leonardo

Ontem a tardinha, Leonardo foi fazer um treininho como costuma fazer sempre que dá um tempinho. Eu estava arrumando umas coisas dentro de casa quando vi ele na água e resolvi tirar umas fotos, mas estava começando a escurecer e as fotos não estavam saindo com nitidez então, resolvi filmar. Ele estava testando um novo remo que requer uma remada diferente, uma remada deslizante. 
Eu lamentei não conseguir fotografar porque a água estava tão calminha e espelhada que o reflexo do caiaque na água daria uma bela foto. Por outro lado, o ritmo das remadas e o risco deixado pelo caiaque na água estavam proporcionando cenas interessantes. 
Eu estava abaixada apoiando a máquina numa cadeira e a cachorrada toda em volta de mim, a maioria acompanhando o Leonardo na água com o olhar. Volta e meia algum deles chegava perto de mim, o que justifica algumas tremidas nas imagens que o Leonardo transformou no belo vídeo abaixo.
Que todos tenham um feriadão de paz como a remada deslizante do Leonardo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Um novo amigo no Recanto

 Semana passada a cachorrada descobriu o sr. Ouriço na taquareira, que fica junto a área de serviço da casinha. Ele já apareceu em outras ocasiões mas agora, tenho visto ele diariamente. Uma das cachorras, a Paçoca foi quem descobriu ele na taquareira e no jambolão, em frente ao galpão daí, ficam todos latindo embaixo da árvore. No sábado, já estava escurecendo quando a Paçoca descobriu ele passando de uma árvore para outra, mas por um galhinho tão fino, mas tão fino, que me desesperei achando que ele ia cair.
Peguei a vassoura e fiquei embaixo, tentando manter a cachorrada afastada (imagino que deve ter sido uma cena muito cômica e patética). Ainda bem, que ele passou senão, não sei o que seria de todos nós. O coitado do sr. Ouriço porque são muitos cães, os cães porque ficariam tomados de espinhos, com certeza, e eu, porque sofreria pelos dois, cães e ouriço. 
 Eis que, desde segunda, tenho visto o sr. Ouriço nos galhos do jambolão, onde fica o dia todo até escurecer. Acho que passa o dia dormindo e ao escurecer, vai passear, passando por cima do galpão e tomando o rumo da taquareira e outras árvores que têm atrás do galpão.
Tenho colocado mamão todos os dias em cima do galpão, bem pertinho do jambolão, e acho que ele tem aceitado, pois de manhã cedo não tem nenhum sinal de mamão por ali. 
Dias desses coloquei umas cenouras bem pequenas, abobrinha e umas folhinhas de alface. Só faltou ele tocar as cenouras na minha cabeça!  
 Pesquisei para saber mais sobre eles, que "são arborícolas, de mata, andando nos galhos das árvores com lentidão, segurança e habilidade. Pode ser vistos durante o dia e à noite, mas o mais comum é encontrá-los nas horas de crepúsculo e à noite. São pobres de visão, mas ouvem bem e o olfato é muito sensível. Alimentam-se de frutos e folhas." Encontrei estas informações num livrinho da biblioteca do Leonardo, "Mamíferos Silvestres - Rio Grande do Sul", da Fundação Zoobotânica do RS, a mesma que nosso "querido" governador está querendo extinguir.
Não encontrei muita coisa  na internet, por mais incrível que pareça! Na internet, acho que na Wikipédia, falam que por serem muito lentos, são vítimas frequentes de atropelamentos. Que tristeza!
Esta foto está desfocada mas peguei ele de frente. Olhem o focinho, que grandão! E dá pra ver direitinho, a patinha agarradinha no galho. 
Fiquei tão feliz vendo que ele consegue conviver aqui. Infelizmente, trazendo a cachorrada para cá, eu interfiro demais no ambiente natural, ainda mais, que tive que cercar toda a área. Por isto que digo que o ser-humano é uma praga, inclusive eu! A gente interfere demais no ambiente natural! Antes do cercamento e da cachorrada ter vindo, tínhamos preás aqui, mas nunca mais as vi. E os lagartos também sumiram. É uma escolha cruel, mas eu não tinha muita opção, por isso, a minha felicidade em ver um mamífero silvestre morando aqui.
Estas duas últimas fotos e o vídeo foram feitos hoje cedo. O vídeo é bem rápido mas achei legal ver ele se coçando. 
Seja bem-vindo sr. Ouriço! Espero que tenhamos uma convivência longa e tranquila!