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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Carona em dia de chuva

 
 Ontem, terça-feira, choveu o dia in-tei-ri-nho! Sério! O dia todo! Sem parar! 
Da janela da sala, o quadro vivo da casa, como gosto de chamar nosso janelão, vejo muitas coisas! Mesmo com chuva, o trânsito é intenso! Trânsito de muitas aves, alguns pescadores e ontem, tivemos a companhia dos cavalinhos que ficam no terreno do vizinho, já falei deles aqui. Pois, eles andaram sumidos, voltaram e uma das coisas que achei interessante ontem, foi ver as aves pegando carona no lombo deles.
 É comum ver garças no lombo das vacas e dos cavalos mas, não sei por quê, me pareceu que em dia de chuva, aumenta a quantidade delas.
Será, que não faz cócegas? 
 E esta duplinha também não estava a fim de molhar as patinhas e pegou uma carona.
Não consegui ver ainda, que espécie de ave é. Assim que descobrir, publico aqui.
Haviam mais aves em volta, mas não apareceriam bem na foto por isso, fotografei apenas as caronas. 

domingo, 11 de setembro de 2016

A casinha do Recanto

Hoje,  convido vocês a conhecerem a casinha do Recanto. Há horas que quero fazer uma postagem mostrando ela, mas, estava esperando pintar e arrumar umas coisinhas . 
Em 2013, numa ida à Florianópolis, decidimos pela cor da casa quando vimos este imã de geladeira para vender. Foi ver e se apaixonar! Compramos e o colocamos na geladeira da casinha, que estava em reforma e, uma das poucas coisas que tinha dentro, era a geladeira.
Nos mudamos em setembro de 2014, o galão de tinta foi junto na mudança mas, sempre tinha uma coisa ou outra, e a pintura foi ficando, ficando...
Até que, em junho deste ano, o Leonardo começou. 
As aberturas já estavam azuis, faltava o amarelão.
Este é o lado que dá para o rio. O janelão, ou nosso quadro vivo, como gosto de chamar, feito pelo sogro e a nossa grande paixão, ainda está sem pintura.
A casa é enorme!!! sqn! :) As janelas da sala e da cozinha.
A maioria das fotos foram tiradas em junho e a floreira estava descuidada. 
 A Dalvinha adora ficar olhando o movimento pela janela! Que "baita" movimento!!! 
A casinha é velha, mas sou apaixonada por ela!
Falta pintar ainda, alguns detalhes que precisam de escada mas, resolvi não esperar mais para mostrar a minha casinha velha e bagunçada! Sobre a bagunça, sim, sou muito bagunceira e minha casa nunca seria escolhida para ser fotografada por uma revista ou um blog de decoração, pois, definitivamente, ela não é uma casa de revista! 
Não estou me justificando ou passando a mão na minha cabeça pela bagunça. Sei que tenho que melhorar e deixar de ser tãããão bagunceira, mas nunca vou morar numa casa de revista e o texto abaixo, do Carlos Drummond de Andrade, explica bem, o que eu sinto sobre a minha casa. 

 "Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos… Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Arrume a casa todos os dias… mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela.E reconhecer nela o seu lugar."

Casa Arrumada (Carlos Drummond de Andrade)


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Bem-vindo agosto, mês do cachorro louco!

Cresci, ouvindo que agosto é o mês do cachorro louco. Quando eu era criança, ainda haviam alguns casos desta doença em cães. Havia vacinação gratuita e obrigatória. Lembro, que passavam de casa em casa vacinando a cachorrada, mas num ano, e acho que o último em que teve esta vacinação, homens do exército ficavam em alguns pontos do bairro, e a gente levava a cachorrada até eles. Eu já não era criança, devia ser adolescente. Foi muito cômico aquele ano, pois ainda não tínhamos muitos cães, uns 8 talvez, e eu levei um por um para vacinar. Nas primeiras levas, os miliquinhos olhavam pra mim e perguntavam "tu, de novo?!", nas outras, eles só riam. E ainda levei alguns cães de vizinhos, os que eu conhecia e me respeitavam. Tinha um, não lembro qual foi, mas lembro que ele tinha medo de ir para a rua preso numa coleira, e os donos não estavam conseguindo fazê-lo andar. Eu peguei ele no colo e levei até lá. Não era um cachorro pequeno, fui levando aos poucos, caminhava, parava, acalmava ele, descansava e voltava a caminhar com ele no colo. Eram três quadras até o colégio onde estava o posto de vacinação. 
Acho que foram estas minhas ações, que acabaram me dando a fama de "protetora" no bairro. Era bobalhona,e ainda sou, para muitas coisas, mas se tivesse um bicho sofrendo, não media esforços para ajudar.
Outro fato, que sempre lembro nos meses de agosto, é do medo que a minha vó Yole tinha do mês de agosto, mês em que os velhos se vão, ela dizia. E o meu vô Zeca, marido dela, pai do meu pai, morreu em agosto. Acho que isso só aumentou o receio dela. Lembro, que ela sempre fazia um comentário do tipo "não foi desta vez", respirando aliviada por estar viva em setembro. Eu ria muito! E a gente brincava com esta história. No fim de julho, eu já começava a provocá-la, lembrando que agosto estava chegando.  
E de brincadeira em brincadeira, a velhinha passou a perna no mês de agosto, e morreu no comecinho de setembro. A gente brincava bastante com a vó, tínhamos liberdade de chamá-la de velhinha nas brincadeiras, sem nunca perder o respeito. Sabíamos quando era  hora de brincar ou não. E que saudade que sinto da minha velhinha!
E hoje, no mês do cachorro louco, mostro a minha turma de malucos, a minha cachorrada que é louca por uma areia!
Estamos com algumas obrinhas no Recanto, logo que der, conto mais sobre isso, e a cachorrada acha que monte de areia é playground!
Que venha agosto! Que venha e volte com as mãos vazias! :) E de cachorro louco, só os loucos por brincadeiras!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Cortando lenha com monitoramento.

Piq Piq dorme, mas não desgruda de mim.

Desde que instalamos a salamandra na casa, tenho ocupado horas de algumas tardes cortando lenha, tarefa que adoro, pois lembra a adolescência, quando o pai obrigava eu e meus irmãos a perder parte de nossas tardes de sábado cortando lenha para o fogão que tínhamos em casa. Na época, eu detestava a missão! A lenha ficava num cavalete e usávamos um serrote daqueles, em arco, onde ficam duas pessoas, uma de cada lado, ou seja, era eu e o meu irmão, ou a minha irmã do outro lado e as brigas eram certas! Eu gostava mais de rachar a lenha com o machado. Durante a tarde, quase sempre apareciam o meu vô e o irmão dele, tio do meu pai, o tio Jacó. Tardes memoráveis que eu, no auge da minha pré-adolescência não sabia valorizar. Hoje sinto saudades daquela época e até das brigas com meus irmãos!
Além das boas lembranças, gosto de cortar lenha porque, é como se fossem horas de meditação. Sério! Minha mente viaja longe! 
Primeira tentativa!

 Outra coisa que gosto de fazer nesses meus momentos de lenhadora, é observar a cachorrada. Onde eu vou, eles ficam perto, uns mais, outros menos, mas a maioria fica na volta.
Minhas fiéis guardiãs são a Zara Piq Piq e a Brisa, que sempre ficam o mais perto possível de mim e o tempo todo! Elas chegam a dormir, mas sem desgrudar de mim. Na tarde desta segunda-feira, cortei alguns galhos e como estava com a máquina fotográfica junto, que tinha levado para tentar fotografar um pica-pau, resolvi brincar um pouco e registrar este momento do fiel amigo em ação.
Segunda tentativa! Tive que rir da situação!

 O problema é que nunca tentei tirar foto com o temporizador. Quem faz essas fotos aqui em casa e nas remadas, é o Leonardo, mas resolvi arriscar... e me diverti! Acho, que a cachorrada também! A primeira dificuldade foi encontrar um local para apoiar a máquina. Não que não tivesse, pois o terreno está cheio de pedras, mas conseguir equilibrar a máquina e evitar que a cachorrada fosse cheirá-la e derrubá-la, foi uma dificuldade!
A outra dificuldade foi que, cada vez que eu levantava, quem estava perto levantava também, então, não consegui registrar eu cortando lenha com minhas fiéis guardiãs ao meu lado. Eu levantava para ajustar a foto e elas levantavam junto. Marcava 10 segundos para a foto, voltava correndo para pegar o facão e registrar a minha habilidade de lenhadora, mas aí, a cachorrada pensa que tô brincando e começa a pular em mim. Missão impossível e frustrada!
Olha a concentração da Brisa enquanto estou "meditando"!!

Além de me divertir tirando fotos e meditar, nesta empreitada eu virei empreendedora e montei um agro negócio! Fiquei sonhando com uma ideia que martela minha mente há um bom tempo! Me vi no local da minha loja com os meus clientes, que chegavam felizes e saíam satisfeitos, prometendo voltar sempre!
Não, não bati com a cabeça numa lenha! Apesar de uma, ou outra sair voando de vez em quando... sai de perto! Sou um perigo com um facão na mão! :)
Sonhar acordada é outra coisa que faço enquanto corto lenha! Quem sabe, numa dessas, não sai alguma ideia que preste, né?! Enquanto isto não acontece, continuarei cortando lenha!

Claro, que corto apenas os galhos mais fáceis. Os mais robustos deixo para o Leonardo.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Amados vizinhos invasores

 Há algumas semanas, o vizinho colocou três cavalos na sua área, que é bem grandinha, mas a grama já não está mais, tão atraente, e os simpáticos equinos descobriram uma cerca em ruínas, na nossa divisa, e sem cerimônia, invadiram a nossa área.
 Eu já tinha comentado com o Leonardo, que eles haviam descoberto a falha na cerca, e na semana passada, os donos dos bichinhos também perceberam e perguntaram se tinha algum problema deles invadirem o nosso lado. Leonardo foi conversar com eles e disse que não tinha problema, se eles não comessem as mudinhas das árvores que plantamos. Pelo que disseram, eles não comem e ontem, os três passaram  dia todo do nosso lado. 
 São bem mansinhos, não se assustam facilmente, mas ficam só de olho na gente. Não cheguei perto demais, pois tenho um certo medinho e respeito. Como não os conheço, não saio me oferecendo. Se os donos disserem que não tem problema, aí sim, chego mais para oferecer um carinho.
 Amo cavalos! Herdei este gosto do meu pai, eu acho. 
 Já tive dois, em plena área urbana de Porto Alegre, o Maroto e a Prenda. Comprei de carroceiros, os dois, maltratados, machucados e fracos. O pai pagou 100 reais por cada um. 
A Prenda ficou meio agressiva, assim que foi tratando a ferida na boca, já o Maroto... se já tivesse o Recanto na época, teria trazido ele para cá. Os dois foram doados, depois de tratados, para sítios de família, para curtirem a aposentadoria.
Um dos meus sonhos é adotar um cavalo da Chicote Nunca Mais, uma ONG de Porto Alegre, mas ainda não dá. Um dia, quem sabe...
enquato este dia não chega, vou curtindo os três simpáticos  invasores!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Coisas para fazer num dia frio

 Aqui no sul costumamos lagartear comendo bergamotas. Sol e bergamotas têm tudo a ver!
 Temos bergas no Recanto, mas estamos "in love" com as laranjas do céu do Germano!
 Que foi? Já sei, estão olhando meus cabelos descabelados e brancos, né?!
Ha! Ha! Ha! Ha! Este cartoon foi feito pra mim!!
 Voltando às laranjas... estão deliciosas! Super docinhas! Excelentes para serem devoradas num dia com sol, ou sem sol, como foi o caso deste dia em que Leonardo tirou estas fotos. Eu levei a máquina na beira do rio para fotografar os patos, que adoram ficar no trapiche, mas Leonardo quis fotografar mais.
Quanta concentração para descascar uma pobre laranja!!! :)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Uma visita pra lá de especial no Recanto

Finalmente aconteceu! Depois de muito tempo tentando marcar uma visita do casal de grandes e mui queridos amigos, Marisa e Germano. 
Conhecemos Germano por causa dos caiaques e fizemos muitas remadas juntos. O gosto pelas remadas, o amor pelos animais, além de outras afinidades, só fez crescer esta amizade e alguns jantares aconteceram na casa deles, em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre. Enquanto morávamos em Porto Alegre, nunca conseguimos retribuir o carinho.
Assim que adquirimos o Recanto, Germano nos presenteou com três pés de laranja do céu, pois esta árvore trazia boas lembranças para ele, que veio plantar as mudas com as próprias mãos.
Foto do Germano
 Ainda demorou para nos mudarmos para cá e depois que nos mudamos, demorou para fechar uma data, que aconteceu neste sábado, num dia frio e ventoso, mas com bastante e sol e muito calor humano!
 Foi um dia muito agradável! Depois do demorado almoço, aquecido pelo calor da salamandra, enfrentamos o vento e fomos colher as laranjas do Germano.
 Tombinho deu beijo em todo mundo!
Tia Marisa também ganhou beijinhos do Tombo...
... e da Sissi!
Eu e Leonardo fotografados pelo Germano.
Dias assim e amizades como essas, é que dão sabor à vida!
Que venha o próximo encontro!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cenas de um inverno no outono.


 Por um lugar ao sol! 
Por um cobertor ao sol!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Vivendo na roça - parte II

No meio do caminho tinha uma bananeira. Tinha uma bananeira no meio do caminho.