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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Feira do Livro em Porto Alegre e Pizzaria em Osório


Leonardo e eu tivemos que ir à Porto Alegre nesta semana e aproveitamos para ir até a Feira do Livro. Quase todos os anos a gente vai, pois além dos livros, gostamos de visitar os amigos da Tomo Editorial, o João, a Naza, a Marga e a Krishna, que todos os anos estão com sua banquinha na Feira. 
Chovia muito e acabei esquecendo de tirar fotos então, postei a foto acima, onde aparece a banca da Tomo em 2010, e onde dá pra ver a Marga sentadinha lá dentro!
Feira do Livro é muito bom e ficar folheando livros é bom demais! Confesso que não tenho lido quase nada, já o Leonardo é um devorador de livros! Eu lia bastante mas de uns tempos para cá (entenda-se de uns anos para cá) não consegui mais levar as leituras adiante, pois começava a ler e caía no sono. Mesmo assim, nesta Feira, Leonardo comprou um livro para mim e comecei a ler em seguida. No mesmo dia, também comecei a ler outro livro que Leonardo comprou num sebo, que encontramos saindo da Feira do Livro. 
Passamos o dia todo na capital. Chegamos cedinho para tomar café com o pai e a mãe. Para conseguir isso, preciso acordar às 4h30 da manhã para alimentar a bicharada antes de sair e chegar em Porto Alegre entre 7h e 7h30, horário que meus pais fazem o desjejum.
Mesmo assim, às vezes não dá tempo de fazer tudo o que precisamos e gostaríamos de fazer na cidade, pois precisamos pegar a estrada novamente para alimentar a bicharada de novo, no final do dia. 
Desta vez, Leonardo ainda precisava passar em Osório para pegar umas coisas com o amigo Marcio. Osório fica no caminho, mas não podíamos passar muito tarde. 
Estava anoitecendo quando chegamos em Osório e ainda por cima, chovendo. Leonardo falou com o Marcio e quando entrou no carro de volta, quase falamos ao mesmo tempo: "tá a fim de comer uma pizza?". Perfeito! Os dois estavam a fim e lá fomos nós para a pizzaria "À Lenha". Leonardo já conhecia mas eu nunca tinha ido lá e simplesmente AMEI! Entrou para a minha lista de melhores pizzas!
 Foto do Leonardo
Além do ambiente agradável, tem uma ótima variedade de sabores de pizza sem carne e a pizza é boa demais!!!! Nas quartas-feiras eles têm rodízio de massas e todos os dias têm pizzas, risotos e outros pratos. Fiquei encantada com o cardápio, tudo o que eu gosto: pizza, massas e risotos!Já avisei o Leonardo que vou querer voltar para provar tudo.  
 Não consegui registrar a chuva mas chovia bastante lá fora! Tadinha da cachorrada! Vai jantar tarde... 
 Esta não é uma self. O Leonardo programou a máquina em cima de uma garrafa de guaraná, no bico da garrafa! Eu tava rindo de nervoso que a máquina caísse.
Nós chegamos super cedo, acho que só tinha uma mesa ocupada, mas o pessoal foi chegando e se espalhando. Deu para ver que a pizzaria, que tem 3 grandes ambientes, é um ponto de referência na cidade.
Foto do Leonardo
 Enquanto Leonardo tomava um cafézinho, aproveitei para folhear os livros adquiridos no dia. "A Vida Secreta das Plantas" foi o que o Leonardo comprou no sebo. Tô bem no comecinho mas tô achando bem interessante! E "Os Pioneiros da Ecologia, breve história do movimento ambientalista no Rio Grande do Sul" foi o que ganhei na Feira. Também comecei a ler um pouquinho e acho que vou gostar muito, pois contêm depoimentos, entre outros,  de José Lutzenberger e Augusto Carneiro, dois ícones do movimento ambientalista do estado, duas pessoas cuja vida e dedicação ao meio-ambiente eu admiro muito. 
 Agora, não sei continuo lendo estes dois que comecei, ou se termino os outros dois que já estava lendo... bem típico da minha pessoinha mesmo... começa as coisas e não termina! Vou terminar os dois primeiros, depois atacar os dois da Feira.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Um rápido passeio com a "cumadre" em Maquiné, Osório e Santo Antônio da Patrulha

 A minha "cumadre" Fabíola, teve uma semana de férias e aproveitamos um dos poucos dias desta semana, que não choveu, para levá-la para conhecer o Recanto. 
Leonardo e eu estamos na fase de aproveitar todo tempo e qualquer desculpa, para ir até o Recanto e carregar o carro com partes da "mudança" e a cumadre foi uma das desculpas que precisávamos.
Foi um bate e volta, bem rápido! Enquanto Leonardo e eu descarregávamos o carro e víamos algumas coisas do Recanto, Fabíola não se intimidou e saiu explorando o território sozinha. Da casa até o rio, ela explorou só, e da casa para cima, até a porteira, conseguimos acompanhá-la. Parece que gostou do que viu, pois deixou claro que quer voltar. Que bom!
 Saímos do Recanto em torno de 15h e no retorno para Porto Alegre, subimos até o Morro da Borússia, em Osório, já que era um lugar que a Fá também não conhecia. Já falei sobre o Morro da Borússia no comecinho do blog, lá em 2009, também foi no comecinho do meu namoro com o Leonardo, na nossa primeira aventura juntos, ou indiada. :-)
 Na postagem de 2009, que pode ser vista aqui, tem um trecho que explica onde fica Osório e também fala sobre o Morro e sua rampa. Depois que estivemos lá naquela época, a rampa foi reformada e está muito bonita mesmo!
 A vista é espetacular e imperdível, pois podemos ver toda a cidade de Osório, as lagoas e o mar, o Parque Eólico, a cidade de Tramandaí e até a cidade de Capão da Canoa. Ah, o Tombinho passeou com a gente e não foi a primeira vez dele no Morro da Borússia, pois subimos lá numa outra oportunidade, com os pais do Leonardo.
 Lagoas, a cidade de Tramandaí e navios no mar de Tramandaí.
 O dia estava lindo! Frio mas lindo e o céu estava muito limpo, típico de um dia pós-chuva. Lá na rampa, Leonardo e Fabíola trocam ideias sobre fotografia. Um papo de fotógrafo para jornalista!
 Agora, a jornalista vira modelo do fotógrafo.
 O Parque Eólico de Osório e bem abaixo, a auto-estrada freeway, que liga a capital dos gaúchos com a cidade de Osório.
 Sol e chimarrão. Parceria perfeita para espantar o frio.
 Fá, Leonardo, Trumbico no colo do pai, e A vista.
 Como eu amo este meu pai!
 Agora, a jornalista vira fotógrafa para registrar a presença da família na rampa. Ah, a Brigitte também foi passear! Foto da Fá
 Antes de pegar a freeway para voltar a Porto Alegre, Leonardo resolveu mostrar os cataventos de pertinho para a Fá.
Foto do Leonardo
Obviamente, tinha que aparecer um vira-lata faminto onde estávamos. Ainda bem que sempre tenho alguma ração no carro e desta vez, era um sachê de ração, bem molhadinho e bem gostoso. O clone do Trumbico adorou!
 Aproveitamos que tínhamos uma personal fotógrafa para fazer pose. Foto da Fá
 Foto do Leonardo
 Lá no fundo, onde aparecem as antenas no topo do morro, é onde fica a rampa onde estávamos.
Foto do Leonardo
Foto do Leonardo
E por fim, fizemos o último pit-stop em Santo Antônio da Patrulha para comer o famoso e tradicional sonho de Santo Antônio, que a Fá também nunca tinha comido!!! E gostou!  Não podemos deixar de comentar como tem coisas bonitas e interessantes pertinho da gente e muitas vezes desconhecemos. Tudo o que vimos no dia foi novidade para a  cumadre Fabíola, que trabalha feito uma louca num conhecido jornal de Porto Alegre e tem pouco tempo para aproveitar a vida, mas independente disso, muitas vezes procuramos beleza longe da gente, em outros estados, ou outros países, e acabamos por não valorizar o que temos ao nosso redor. Nada contra conhecer outros estados e países, nada mesmo! Eu mesma sonho com isso, mas não deixe de conhecer o seu chão. Tenho certeza que vale a pena! Né, Fá?!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Curso Técnicas Básicas e Resgate, em Osório-RS - 10/12/2011

Há mais de um mês atrás, estava eu tranquila fazendo alguma coisa, que não lembro o que era, quando Leonardo comunicou-me que teríamos um curso nos dias 10 e 11 de dezembro. "Oba!", pensei inocentemente, achando que se tratava de um curso sobre meio-ambiente, onde passaríamos o dia sentadinhos dentro de uma sala de aula ou auditório, apenas ouvindo alguém falar... e eu perguntei "curso de quê?"... "Águas Abertas." respondeu ele, feliz da vida.

Me ferrei! Águas abertas = mar e ele só podia estar falando de caiaques, ou seja, caiaque + mar = Tiane apavorada. Lá se foi aquela tranquilidade que eu tinha imaginado inicialmente.

Nos encontramos para uma pequena confraternização na sexta à noite, no condomínio Interlagos, onde seria o curso no sábado e onde conhecemos o nosso instrutor, Luiz Felipe Buff.

Passamos a noite em Maquiné e no outro dia, cedinho, estávamos na beira da Lagoa do Peixoto para o primeiro dia de curso onde aprenderíamos técnicas básicas e de resgate.

Assim que chegamos no condomínio minha barriga começou a doer, é a minha reacão pré-remada.





Estávamos em 5 alunos e o professor. A lagoa estava um espelho e um dia lindo de sol! Depois de um blá,blá,blá inicial e umas pequenas e divertidas atividades em terra, fomos para a água para as primeiras lições.


Não entrarei em detalhes das atividades porque me empolgo e acabo escrevendo um tratado mas, resumidamente, tivemos que nos jogar na água para aprender a subir de volta no caiaque e outras técnicas que, por incrível que pareça, nós que remamos já há algum tempo, não conhecíamos e tínhamos medo de que viessem a acontecer.


Eu não consegui subir de volta no caiaque e, ainda por cima, me dei um remaço na boca que machucou um pouquinho, mas nada grave. Marcio, Marcelo e os Leonardos (Esch e Maciel) esbanjaram agilidade nesta atividade.


Após uma parada para o almoço, voltamos para a água mais agasalhados, pois o vento havia chegado e com ele, algumas ondinhas. Quando vi o professor com um casaco, achei que era exagero, mas depois de um tempo dentro d'água, não tive dúvidas de que vale à pena ouvir quem sabe das coisas.


Na parte da tarde tivemos a companhia do Alvares e do Jair, que eu ainda não conhecia pessoalmente, apesar de terem remado uma vez com o Leonardo. Eles fizeram o mesmo curso no final de semana anterior e vieram colaborar e se divertir um pouco mais.

E foi bem divertido mesmo! Na hora de treinar resgate, por pouco não ficam todos os remadores dentro d'água. A lagoa estava bem diferente do que estava na parte da manhã. O vento carregava os caiaques ligeirinho, e por pouco, alguns remadores não ficam sem caiaques e sem remo.

Eu fiquei olhando e registrando por um bom tempo, depois me dediquei a tentar subir no caiaque. Consegui! Uma vez, mas consegui. Não consegui mais porque cansei de tanto tentar. Tenho que treinar muito estas técnicas para sentir mais segurança numa remada para valer.



Jair ajudando o Leonardo Esch no resgate.





Marcelo, o anfitrião, ajudando Alvares.



Ops! Tem mais gente dentro d'água do que dentro dos caiaques...


















Foi muito bom o primeiro dia de curso. Fora d'água, o professor perguntou se queríamos fazer o segundo dia na lagoa de novo, ou se preferíamos ir para o mar. Fizemos uma quase votação e o Leonardo achou que eu ia escolher a lagoa e se deu mal! Escolhi irmos para o mar, pois o verão está chegando e achei interessante termos uma noção de como enfrentar as ondinhas.

Decidimos ir para Torres no dia seguinte e eu me mandei para o chuveiro quentinho, enquanto Leonardo foi experimentar o caiaque do professor.


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Remada de Inverno (22, 23 e 24 de julho de 2011)

"Nada como um dia frio de inverno para passar o dia na água..."

Estas foram as minhas primeiras palavras no primeiro dia da Remada de Inverno, idealizada pelo meu namorado, Leonardo, e apoiada por mais um bando de malucos que adora passar horas dentro de um caiaque, molhando pés e mãos e mais algumas coisas, não importando a temperatura do ar e da água.
A ideia da remada era sair da Lagoa do Peixoto, em Osório, passando pelo canal que liga até a Lagoa da Pinguela, Lagoa do Palmital, Lagoa das Malvas, canal João Pedro, chegando na Lagoa dos Quadros, onde acamparíamos embaixo das figueiras. No domingo seria uma remada curta pela Lagoa dos Quadros até a foz do rio Maquiné e pelo rio, até o Recanto.

Para evitar a ida de carro até Osório e tornar a remada mais "emocionante", Leonardo sugeriu que saíssemos remando já de Maquiné, fazendo todo este percurso até Osório. Eu e o pai dele, Egon, aceitamos o desafio, chegamos no recanto na quinta de tarde, dormimos lá e na sexta de manhã, começamos a remada de inverno saindo do braço morto do rio Maquiné. Havia chovido muito nos últimos dias e o braço morto do rio Maquiné, o rio Maquiné e a Lagoa dos Quadros eram, praticamente, uma coisa só. Era muita água!

Água onde era terra.
Normalmente, caminhamos na grama onde tem água agora.

O pátio do vizinho virou uma lagoa.

Meu sogro, "seu" Egon, Leonardo e a janta de quinta e almoço de sexta: pastéis.

Amanhecer no Recanto.

Preparativos para a remada e um belo dia começando.



Xirú, nosso querido vizinho.

Levando os caiaques para a água.

E entrando na água!





Leonardo e Egon.

Chegando na balsa e na Lagoa dos Quadros.

Além da dor de garganta que me acompanhava e do frio, pois sou muito friorenta, meu medo era das ondas nas lagoas, onde remaríamos a maior parte do tempo. Seriam dois canais e todo o resto, lagoas.

Para a minha agradável surpresa, não haviam ondas na Lagoa dos Quadros, foi uma remada muito gostosa e tranquila, um passeio!

Na outra vez em que remamos ali, tinha visto duas adoráveis casinhas à beira da lagoa e remei, desta vez, procurando por elas, mas só achei uma, que é um sonho!

Um pouco antes de chegar na casinha, percebemos vários cães brincando na beira da lagoa. Eles nos viram, começaram a latir e a nos acompanhar por terra, até um trapiche. Fui ao encontro deles para cumprimentá-los.

Fiz carinho em alguns focinhos mais corajosos, outros acharam melhor manter uma certa distância daquela coisa estranha que estava dentro da água, e ficaram latindo, prontos para dar o pinote, se fosse preciso.



Passamos pelas figueiras onde pretendíamos acampar na noite seguinte. Elas estavam praticamente dentro d'água. Quando acampamos ali no final do ano passado, havia uma boa faixa de areia antes de chegar nas figueiras. Já fiquei em dúvida se conseguiríamos acampar ali de novo.

Seguimos costeando a lagoa até chegar no canal João Pedro, que liga a Lagoa dos Quadros à Lagoa das Malvas. Eu estava feliz porque a remada na lagoa dos Quadros havia sido tranquila e achei que minha felicidade duraria por todo o canal...triste ilusão! Ao entrar no canal nos deparamos com uma forte correnteza e vento contra. Ainda pensei "deve ser só no comecinho do canal, depois estaremos protegidos".

Antes da ponte, na entrada do canal, fizemos um rápido pit-stop para abastecimento. Lanchamos e voltamos para a água antes de esfriar o corpo.

Passamos pela ponte, mais algumas remadas e o canal desapareceu! Virou uma imensa lagoa! Onde eu achava que remaria com tranquilidade foi o pior techo da remada de inverno. Era a minha primeira grande remada com o Tubarão Clandestino e não consegui manobrá-lo bem na correnteza, que levava o Tubarão para o meio dos juncos. O vento também não ajudava, formando ondas em pleno canal. Fiquei muito irritada com aquelas condições. Não gosto quando não tenho o controle da situação dentro da água e nestas horas fico com medo e mau humorada. Sei que tenho que controlar esse medo, mas não consegui fazer isso ainda.

Chegando na Lagoa das Malvas, estas condições pioraram.

Leonardo deu as coordenadas e seguimos enfrentando as ondas, agora maiores, em direção a margem onde estaríamos mais protegidos.

À medida em que nos aproximávamos da costa, as ondas foram diminuindo e, finalmente chegamos na margem protegida, onde encontramos um canalzinho de uma bela propriedade. Haviam duas pessoas por ali, pedimos permissão para desembarcar e fazer o lanche/almoço. Um deles conversou conosco, foi bastante receptivo, o que é difícil de acontecer hoje em dia.

Almoço e descanso.

Depois dos ânimos acalmados e lombrigas alimentadas, agradecemos a acolhida e voltamos a remar nas águas da Lagoa das Malvas em direção a Lagoa do Palmital. A remada foi mais tranquila do que esperávamos, pois havíamos nos preparado para enfrentar ondas na Lagoa do Palmital, mas o vento havia diminuído e a remada foi mais agradável.

Egon e o "Lagarantíasoyyo" na Lagoa do Palmital.

Leonardo, o "Ilegal" e a Lagoa do Palmital.







Entre as Lagoas do Palmital e Pinguela existe uma ponta de terra onde costumamos parar, mas esta ponta de terra estava totalmente debaixo d'água.



Ovelha mãe e ovelhinha negra.


Não tirei nenhuma foto no canal João Pedro e na Lagoa das Malvas onde as condições estavam desfavoráveis. Na Lagoa do Palmital e começo da Lagoa da Pinguela consegui fazer alguns registros, pois a remada estava como eu gosto, bem tranquila! Do meio da Pinguela em diante, o cansaço me pegou e o Leonardo acabou me rebocando em boa parte da Lagoa e do meio do canal até a Lagoa do Peixoto, em Osório, onde chegamos no comecinho da noite. Montamos acampamento no Parque Municipal, ligeirinho, pois o frio estava chegando com o vento e com a fome. O cansaço já tinha chegado bem antes...dormi como uma pedra!

Marcio, que mora em Osório, veio nos visitar rapidamente.

Foram 37km remados no dia, remamos em um dia o que era para remar em dois.




Segundo dia


Fomos acordados pelo Germano, Fernando Bueno e o Quindim Precioso, que estava em Osório aguardando o Fernando.

Em seguida, o restante dos malucos foram chegando: Marcio e Pardal, de Osório, e Rogério e Fernando, de Torres.
Arrumando as tralhas para mais um dia de remada.

A água estava calma na Lagoa do Peixoto, mas sabíamos que após o canal, a coisa mudaria de figura.
Eu, Leonardo e Egon remaríamos parte do trajeto que havíamos feito no dia anterior, até as figueiras da Lagoa dos Quadros, onde pretendíamos acampar.

Após o canal, na Lagoa da Pinguela, fizemos uma breve parada para descansar um pouco, pois a remada estava puxada com as ondas e ventos contra. Por conta disso, o grupo se dispersou e eu resolvi fazer uma "piadinha". Remávamos por último, eu, Egon e Germano, que vinham numa prosa animada. Apesar de não conseguir chamar meu sogro de Egon, como é o desejo dele, pois não consigo tirar o "seu" da frente do Egon, tenho bastante intimidade com ele. E com o Germano também, companheiro de várias remadas, uma pessoa que admiro muito e que se auto intitula "o véio do caiaque". Como estávamos por último, brinquei que estava tudo errado, pois mulheres, velhos e crianças deviam ser os primeiros.

Fernando Bueno e o Quindim Precioso.

Pausa para abastecimento.



Estávamos todos animados por conseguir reunir bastante gente numa remada. Daquela turma, eu só havia remado com o Leonardo, Marcio e Germano. Todos os outros, incluindo o meu sogro, era a primeira vez que eu remava. É bonito ver vários caiaques dentro da água. O dia também estava propício! Tinha sol e não estava muuuito frio. Foi um passeio bonito até chegarmos na Lagoa do Palmital.

Tranquilidade e descontração na Lagoa da Pinguela.





Lagoa do Palmital à vista!

Após entrarmos na Lagoa do Palmital, não fotografei mais, pois não dava para parar de remar. O vento estava forte e foi cada um para um lado. Na última parada, havíamos combinado de fazer o almoço numa ponta de terra entre a Lagoa do Palmital e a Lagoa das Malvas, onde já havíamos parado numa outra oportunidade. Parecia que aquela ponta não chegava nunca. Comecei a sentir dores nas costas, achando que não conseguiria continuar remando. Mas consegui. Bronqueando e pedindo ajuda para Zeus, Netuno e todos os deuses que pudessem me ouvir. Aliás, trilha sonora certa nas minhas remadas é a música "Navega Coração", de Kleiton e Kledir. Amo essa e todas as outras músicas deles! Canto muito a parte que diz "...e Netuno me protege noite e dia..."

Com orações, música e dores cheguei no local combinado para o almoço. O lugar estava diferente de quando paramos a outra vez, devido a cheia das águas, mas estava tão bonito quanto antes. O solzinho nos convidava a lagartear na graminha, se achássemos uma graminha que não estivésse úmida.

Sentamos para lanchar e conversar sobre as condições da remada. Nossa preocupação é que o vento estaria mais forte do outro lado do pontal, para onde deveríamos ir para chegar no canal João Pedro, que também não deveria estar em condições para remar, como eu, Leonardo e "seu" Egon havíamos constatado no dia anterior. Dali até a Lagoa dos Quadros não teria lugar para acampar, pois as margens do canal estavam, praticamente submersas, na verdade, não haviam margens. Conversa vai, conversa vem, chegou um senhor e começou a conversar. Ele estava acampado com os amigos para pescar, num acampamento pertinho de onde estávamos e comentamos com ele o que pretendíamos fazer. Ele foi categórico em dizer que não era uma boa ideia, nos contou a sua experiência por ali e foi o que precisávamos ouvir para decidirmos, por unanimidade, montar acampamento ali e agora, e abortar a ideia original da remada de inverno.

Foi o que fizemos! Montamos acampamento e curtimos o local, que é belíssimo. Dá para caminhar até a outra ponta para ver a lagoa das Malvas. De um lado, Lagoa do Palmital, do outro, Lagoa das Malvas. O vento do outro lado estava muito forte, realmente, sem condições de navegação. Aquelas terras eram uma fazenda particular. O senhor que veio falar com a gente ficou de avisar o proprietário que iríamos acampar por lá. O movimento que tinha ali era de um parque. Carros passavam bem pertinho do nosso acampamento. Caminhando, descobrimos vários cactos com marcas de tiros. Além de pescar, pelo jeito, as pessoas costumam usar a área para caçar, apesar da presença do gado da fazenda por ali. Não consigo entender por quê o ser-humano tem que se divertir com o sofrimento de outro animal. E entendo menos ainda, como não tem fiscalização dos órgãos responsáveis.

Apesar destes fatos, que parece que só incomodam a mim, foi um acampamento muito agradável. A turma é muito legal e divertida, tomamos chimarrão, de noite cada um preparou sua janta. Eles fizeram churrasco e eu, que sou vegetariana, ia fazer uma sopinha, mas acabei filando a massinha do Germano.





Terceiro dia




E o domingo amanheceu lindo! Foi a noite que melhor dormi, que a garganta menos incomodou. Todos foram acordando devagarito e preparando seu café. Entre café e fotos, cada um arrumava suas tralhas com a preguiça normal de um domingo.

Rogério e Fernando, de Torres, eram os mais apressados, pois Fernando queria chegar a tempo de almoçar com a sua vó, que estava completando 80 anos, em Criciúma-SC. Achei muito legal a preocupação dele! Uma das melhores coisas da vida, são os avós e vale a pena passar o máximo de tempo possível com eles. Não adianta reclamar depois que eles se forem, né? Infelizmente, os meus já se foram, e depois de perceber que podia ter passado mais tempo com o vô Zeca, curti a minha vó Yole o máximo que pude e ainda sinto muitas saudades daquela velhinha! Como diz o poeta "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã."

Belo amanhecer!

Desjejum.

Todos prontos para a volta.

Vendo o local do acampamento de dentro d'água.

Marcio, Pardal e o Biguá Albino. Pardal é o remador de trás e Biguá Albino é o caiaque. rsrsrs

O "Biguá Albino" e o "Caiaque Véio" do lado.





Mais uma demonstração do "respeito" do ser-humano pelo meio-ambiente, uma pedreira, uma das muitas que tem nos morros do litoral gaúcho.

O retorno foi tranquilo, em parte. Da saída do acampamento, na Lagoa do Palmital, até a lagoa da Pinguela, na direção da BR 101, foi tranquilo. Depois, resolvemos cruzar até a ponta que separa as duas lagoas, no lado oposto e aí, as ondas judiaram da gente. Mais de uma vez perdi o equilíbrio, quase indo conferir a temperatura da água de corpo e alma.

Em seguida paramos para lanchar nas margens da Lagoa da Pinguela e continuamos nosso caminho de volta para a Lagoa do Peixoto, em Osório, mesmo ponto da partida do dia anterior, onde reencontrei a cachorrada que vive no Parque e os presenteei com um enorme pedaço de churrasco que sobrou do acampamento.

Almoço de domingo.

Agradeço a companhia dos velhos e novos amigos e a paciência de remarem comigo. Sei que fico estressada quando as condições da remada não são tão tranquilas. Meu agradecimento especial ao meu sogro, sempre tentando animar a turma,e minhas desculpas ao Leonardo, que além de aguentar meu azedume motivado por ondas, ventos e correntezas, tem que carregar esta mala, ou melhor, rebocar a mala.


Mais fotos e outras narrativas, contadas por remadores mais corajosos que eu, podem ser vistas em:










The end!



Cusco morador do parque Municipal da lagoa do Peixoto! Boa sorte, meu velho!