quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Quebrando a cuca

1 de dezembro de 2014
Como já comentei antes, parece que o sogro está com começo de Alzheimer e ele não quer fazer nada que o médico sugeriu. Pelo que falam e desde que conheço, o sogro nunca foi uma pessoa muito agitada mas ele estava sempre fazendo alguma coisa. Seu Egon foi professor de Educação Física (tal pai, tal filho) e adorava a profissão. Quando se aposentou, passou a se dedicar mais ao jardim das casas de Nova Petrópolis e na praia, sempre teve habilidade para trabalhar com madeira (tal pai, tal filho) e amava andar de bicicleta (tal pai, tal filho). Com os acontecimentos que nos levaram a desconfiar da doença e levá-lo ao médico, veio a proibição de pedalar sozinho como sempre fez, pedalando mais de cem quilômetros em um dia. Acho que era o que mais lhe dava prazer. No aniversário de 70 anos, decidiu que passaria o dia pedalando e foi o que fez.   Agora cheio de restrições, tem se mostrado entediado, com toda a razão e se não tem o que fazer no jardim, fica sem saber o que fazer. Tentando descobrir algo quer lhe dê prazer, Leonardo comprou um quebra-cabeça de 1000 peças para ver se o pai se empolgava.
No comecinho de dezembro, quando Leonardo estava de plantão e os sogros na praia, levei-os para um passeio em Torres, e na volta, resolvemos começar o quebra-cuca, que mantinha-se fechado há alguns dias já.
Entre um chimarrão e outro, a sogra leu as instruções, fez o sogro ler também (foto acima) e começamos a fazer a borda e separar por cores conforme as instruções. Começamos, eu e a sogra porque seu Egon não quis saber da brincadeira, disse não ter paciência para isso.
O resultado foi que fiquei tão empolgada montando o quebra-cabeça do sogro, que no fim virou da sogra, que Leonardo resolveu comprar outro para mim. Oba!!!!

12 de dezembro de 2014

 Ganhei o quebra-cuca numa tarde e após a janta, Leonardo e eu começamos a montá-lo conforme as instruções: fazer primeiro a borda e separar as peças por cores.
Montar a borda é barbada mas separar por cores, quase impossível. São muitos cães, muitos focinhos, muitas tonalidades diferentes de pelos. Leonardo ficou um pouco comigo e foi dormir e eu me dediquei a juntar as peças dos dálmatas e fiquei brincando até quase quatro horas da manhã! 
Depois disso montei mais alguma coisa em outro dia mas resolvi guardá-lo temporariamente, porque era final de ano, tinha aniversários pela frente, Natal, Ano Novo, compromissos, visitas... e quando eu começava a brincar, era difícil parar.

24 de janeiro de 2015

 Só fui pegar o brinquedo de volta mais de um mês depois. O calor também não me incentivou a tentar montá-lo antes. Aproveitei uns dias de plantão do Leonardo e consegui juntar mais algumas peças.


28 de janeiro de 2015

 9h45 -  terminei a função da bicharada (dar comida, limpar canil, gatil e pátio) e sentei, determinada a finalizar de vez o quebra-cuca.
 14h01 - Já tinha boa parte montada, deu para separar as peças pelo formato, o que facilita bastante.
 16h03 - Quase todo montado mas por incrível que pareça, estava difícil encaixar os poucos buracos que tinha. A esta altura do campeonato, havia concluído que estava faltando peças, pois eu tinha pouquíssimas peças em mão e nenhuma encaixava no nariz daquele husky grandão. Eu tinha certeza que estava faltando aquela peça!
 Que emoção que dá quando tá terminando. Fiquei até quase seis da tarde tentando concluir e eu tinha dois espaços em branco e três peças na mão, sendo que nenhuma das três encaixava nos dois espaços. Falei para o Leonardo e minha sogra, por telefone, que não ia mais mexer, pois já estava vesga de tanto olhar aqueles bichos e esperaria o Leonardo chegar, que não estaria vesgo, para ver se ele descobria onde eu tinha errado. 
Ele chegou no dia seguinte e de cara encaixou duas peças. Eu tinha até contado errado, já estava trocando todas as bolas. Agora tínhamos o nariz do husky faltando e uma peça na mão, que não encaixava no nariz de jeito e maneira!
A tardinha chegaram meus sogros e minha cunhada. Minha sogra, que já tinha terminado o quebra-cabeça dela, foi correndo ver o meu e tentar descobrir o erro. Olhou por um tempo, passou a peça por todo o quebra-cabeça para ver a tonalidade, contou quantos cães haviam na ilustração e nada de achar o nariz do husky.
Minha cunhada, que não estava nem aí para o nosso brinquedo, resolveu dar uma espiada e de cara falou "mas esta peça não é daqui".
 E tirou uma peça do corpo desta dálmata e encaixou no nariz do husky... 
 Fué fué fué fué fué... 
Como pude confundir o nariz de um husky siberiano com uma pinta de dálmata???
E agora temos o quebra-cuca de mil peças montado! Ou melhor, tínhamos porque eu já desmanchei de novo e guardei para dar para a minha sogra montá-lo na volta do veraneio. 
Vou dar um tempo, pois tenho alguns projetinhos que preciso colocar em prática logo, mas assim que der, pretendo comprar outro para montar. 
O sogro não se interessou nem um pouco, já eu e a sogra...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Um sábado de remadas com Tombinho

No último sábado aconteceram dois eventos envolvendo a canoagem e o meio-ambiente, duas paixões dos moradores do Recanto. Os eventos eram em duas cidades distante quase cem quilômetros uma da outra, mas por sorte, um aconteceu de manhã e o outro no final da tarde de sábado então, conseguimos participar dos dois. 

2a. Caiacada do Taramandahy - Fase II

Foto: Leonardo Esch

A primeira caiacada do dia aconteceu na lagoa do Bacopari, no município de Mostardas. Foi a terceira vez que Leonardo e eu participamos das caiacadas do Comitê Taramandahy, e a primeira vez do Tombinho. As outras duas foram no município de Tramandaí, uma no rio Tramandaí e a outra pelas lagoas de Tramandaí. 
Foto retirada da página do evento no Facebook

Saímos cedinho do Recanto, pois teríamos quase duas horas de viagem pela frente. Como as duas remadas seriam curtinhas, resolvemos levar o Tombinho junto. Minha maior preocupação em levá-lo era o sol mas estava bem nublado e ventoso. Mais nuvens e mais vento do que o esperado. 
 Mas o tempo feio não espantou as pessoas da lagoa. Adorei esta menina, bem agasalhada,  brincando na prancha de stand-up.
Preparativos antes da remada.
 Leonardo fotografando, entre outras coisas...
 ...Tombinho e eu, prontos para caiacar.
 A caiacada começou com um abraço simbólico em um marco na beira da lagoa. Em seguida, enfrentamos algumas ondinhas até chegar num pequeno canal que liga a lagoa do Bacopari a lagoa Negra, ou lagoa da Corvina.
 O canal estava muito bonito, tomado por flores das plantinhas aquáticas.
Na lagoa Negra não tinha muito vento.
 E Tombinho, que ficou um pouco assustado com as ondas no começo da remada, se acalmou e começou a curtir o passeio a bordo do caiaque do pai.
 Com o pai ele fica mais tranquilo! 
 Foi a melhor caiacada organizada pelo Comitê! Aconteceram três paradas na lagoa da Corvina com direito a aula de ecologia.
 A primeira foi para mostrar e falar sobre a mata nativa, a mata ciliar que deveria ser preservada nas margens de rios e lagoas, áreas de preservação permanente (APP). 
 Comentaram que nesta época do ano, a água da lagoa é retirada para irrigar lavouras de arroz.
 Fizemos um pequena caminhada mata adentro. Pequena mesmo porque não tinha muita mata para se caminhar, pois em seguida acabava a vegetação e começava um potreiro onde vive o gado que come as mudas novas das árvores, que pisoteia uma área que deveria ser protegida e que vive e morre para virar carne. Por essas e outras que sou vegetariana.
 Voltamos para a água para parar mais adiante, novamente. 
 A segunda parada foi para mostrar a formação geológica da lagoa, mais especificamente, esta duna, se não estou enganada, uma duna paleolítica. Vou confirmar esta informação e se estiver errado, volto e corrijo o texto.
 Dando a volta na lagoa e parando para aprender um pouco.
Foto do Leonardo
 E a terceira e última parada foi para mostrar um canal que irriga a lagoa da Corvina, ou lagoa Negra. Não passa de um filete de água mas de grande importância para a lagoa.
Foto do Leonardo
Foi bom demais este evento! Bem organizado, bem planejado e bem executado! A ideia das paradas com as pequenas aulas de preservação e ecologia, foi excelente!
Remamos um pouco, aprendemos um pouco mais, fizemos novos amigos e no final, tínhamos um Tombinho cansado que dormiu quase toda a viagem de volta. Deixamos a lagoa do Bacopari pelas duas horas da tarde e seguimos para Osório para o segundo evento do dia.
 Uma rápida parada no Parque Eólico de Osório. Tombinho gosta de olhar os cata-ventos.
E o pai também! 

S.O.S. Lagoas de Osório

Chegamos em cima do laço para o segundo evento do dia. A Lagoa do Peixoto estava calminha, não tinha tanto vento como em Bacopari, mas achamos melhor que o Tombinho ficasse descansando no carro.
Só que ele não achou melhor esta opção e pulou para fora querendo ir com a gente. Então, tá! 
Remei com ele no começo, da Lagoa do Peixoto até o canal.Quanto mais perto do canal, mais vento e ondas apareciam. Tombinho ficou bem desconfortável e eu também,claro!
O canal que liga as lagoas do Peixoto e do Marcelino estava mais protegido do vento e a remadinha foi mais tranquila ali. No final do canal, Tombinho passou para o caiaque do Leonardo.
Foto retirada da página do evento no Facebook.
Nunca tínhamos remado tanto tempo com o Trumbico e percebemos que, quando ele está com um, fica olhando para os lados procurando o outro então, quem não está com ele deve permanecer na frente para que ele fique voltado para a frente e não desequilibre o caiaque. Ele quer o pai e a mãe juntos. Que figurinha!
A lagoa do Marcelino é a que recebe todo o esgoto da cidade de Osório então, imaginem onde estávamos remando... 
Haviam algumas pessoas de stand-up e a gozação era se alguém caísse na água. Atravessamos a lagoa do Marcelino onde teve uma apitaço com faixas pedindo a despoluição da lagoa. Algumas pessoas aguardavam em terra apoiando a manifestação. 
O vento aumentou, o pessoal que estava de stand-up debandou desistindo da remada, só ficou o pessoal que estava de caiaques. 
Tombinho cruzou a lagoa do Marcelino e parte do canal comigo, passando para o caiaque do Leonardo novamente, perto da Lagoa do Peixoto, onde o vento contra estava muito forte.
Leonardo remou na frente e eu fiquei bem para trás porque tentei fechar a saia do caiaque antes de entrar de volta na lagoa do Peixoto mas não consegui. Enquanto tentava colocar a saia, o vento levava meu caiaque para trás então, achei melhor remar sem a saia mesmo e nisso, o Leonardo já tinha se distanciado bastante de mim, o que achei muito bom, pois assim, Trumbico não ficaria olhando em volta a minha procura e não tiraria o equilíbrio do Leonardo.
Foi uma remada difícil, pois o vento estava muito forte e começou uma chuvinha guasqueada. 
Mais tarde, Leonardo contou que estava difícil de remar com o Trumbico,o vento forte e a chuvinha na cara e de repente, Tombinho se vira para trás e começa a lamber o rosto do Leonardo, como quem diz, "tá tudo bem, pai! Vou secar o teu rosto." Leonardo disse que quase desmanchou de emoção naquela hora.
No fim acabou tudo bem! Todos chegaram sãos e salvos e sem cair na pobre lagoa poluída. Alguns respingos dela foram inevitáveis mas nada que um bom banho não resolva.
E por incrível que pareça, assim que chegamos em terra, o vento parou e a lagoa virou novamente uma lagoa e não um mar revolto como antes.
 E esta foi a última foto da minha máquina, que morreu afogada na remada. Buáááá!!!! Estou sem máquina! Não sei se consigo viver sem... que tragédia! rererer
Foi um sábado muito bom apesar dos prejuízos: a minha máquina fotográfica, perdemos uma calota da roda do carro e perdi o pingente de gatinho da minha gargantilha. ai,ai... mas faz parte!
Hoje de manhã, a mãe ligou avisando que o Leonardo e o Tombinho estavam no jornal, na Zero Hora de Porto Alegre, numa reportagem sobre a primeira caiacada do dia, na lagoa do Bacopari. Por incrível que pareça, a Zero Hora não chega aqui em Maquiné então, procurei na internet, onde tem várias  fotos do evento e onde também apareço com o Trumbico. 
Se alguém quiser conferir a matéria, segue o link aqui. É nóis na mídia! 
E depois deste dia onde remamos na lagoa mais limpa e na mais suja da bacia do Tramandaí, fica a mensagem que não quer calar: vamos cuidar das nossas águas! 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Cortando a grama do Recanto

 Ontem, domingo, foi aniversário do sogro. Leonardo de plantão, lá fomos eu e Tombinho representar a família no almoço de aniversário, na praia de Rondinha.
Seu Egon, o aniversariante de camiseta azul (ou seria cinza?), a cunhada Betina e o marido Ilmar e a sogra, dona Sonja, jogando conversa fora, comendo uns docinhos e tomando o bom e velho chimarrão pós-almoço.
Depois do chima, Tombinho e eu trocamos a praia de Rondinha por Torres, onde estavam meus pais. Lá teve mais conversa fiada e mais chimarrão, mas daí, o chima de fim de tarde. 
Ficamos lá até 18h45. Estava muito bom, não dava vontade de ir embora mas várias bocas me aguardavam ansiosos para que eu servisse o jantar deles então, Tombinho e eu pegamos a estrada já bem movimentada com o retorno dos veranistas para a capital.
 Hoje de manhã, depois de passar a sexta-feira e o sábado de molho com uma indisposição estomacal e muita dor de cabeça, acordei super bem disposta e fui cortar grama.
 Quis aproveitar para cortar uma área que fica protegida do sol nas primeiras horas da manhã. Pela previsão do tempo, o calor prometia ser arrasador hoje!
Tem uma figurinha que me acompanha o tempo todo! Se estou no gatil, lá tá ela na porta do gatil me esperando, se estou dentro de casa, ela está deitada na porta ou no banco da varanda e cortando grama, ela mantém uma distância mas tá ali, pertinho, cuidando tudo o que estou fazendo.
A Brisa! Como não admirar estas criaturinhas? A gente recolhe um bichinho desses e eles são eternamente gratos! A gratidão da Brisa está no olhar dela para a gente, é um olhar que fala o tempo todo "muito obrigada!Eu te amo!"
A gente também te ama, Brisa!
 Já outros, agradecem de outra forma... espalhando o lixo pelo pátio! Lá está uma das arteiras, Pituca. A irmã Lépi e a mãe Olívia foram comparsas neste crime mas não estavam ali na hora.
 Cansa, dá trabalho mas é bom ver a grama aparadinha.
Infelizmente, no verão esta visão de grama aparada dura pouquíssimo tempo. A grama cresce muito rápido e temos que cortar toda a semana. A área grande também não facilita, quando um lado está cortado, já tem que cortar o outro. 
 O resultado é este, mesmo usando roçadeira, a mão fica calejada.
 Mas por hoje é isto. Cortei grama das 9h15 até 11h15.
 É grama que não acaba mais!
Agora é hora de recolher o lixo, né Pituca?!