quarta-feira, 8 de julho de 2015

Gulodices de Inverno

 O frio chegou e o ponteiro da balança começou a subir. Em menos de uma semana, a comilança extrapolou no Recanto.
Tudo começou na quinta passada, com uma Torta Holandesa que eu namorava há meses. Vi a receita no jornal, que perdi, mas procurei na internet, onde encontrei várias versões e escolhi uma base de biscoitos Nesfit, laterais com biscoitos Calipso, um recheio com sorvete, nata e açúcar, e cobertura de ganache de chocolate.
 A minha Holandesa ficou com a cobertura muito dura e o recheio de sorvete derretendo, mesmo com o friozinho que anda fazendo por aqui.
 A Torta Holandesa foi feita para uma confraternização na família do Leonardo, onde comemoramos a aposentadoria da Betina, irmã dele.
Eu não sou muito chegada em sobremesas com muito chocolate, fiquei namorando ela porque sabia que era do gosto do Leonardo e, mesmo com este pequeno probleminha de consistência, foi aprovada pela família dele, inclusive, Pelo Trumbico!
 A comilança continuou hoje, um dia "nháca", como costumo chamar um dia frio e chuvoso. 
Há tempos também, queria fazer o rocambole de doce-de-leite, que fazia para os meus sobrinhos e fiz algumas poucas vezes para o Leonardo, que me cobrava com alguma frequência.
Pedi que ele fotografasse, enquanto eu peneirava o açúcar de confeiteiro por cima.
 Adoro fazer ele, é muito fácil, mas não fazia porque estava sem batedeira. Em Porto Alegre a voltagem é 110 e aqui, 220 logo, não pude trazer muitas coisas de lá, inclusive a batedeira, até que a minha irmã mandou a batedeira velhinha dela, com o transformador. Que maravilha!
 Adoro esta ponta sequinha!
 E para finalizar, fiz hoje, o que era para ter feito no domingo, mas deu preguiça: a noite árabe com falafel e homus.
 O grão de bico ficou de molho, de domingo até hoje, já estava até brotando! 
Não tinha coentro, que ia nas duas receitas mas ficou tudo muito bom sem ele mesmo! Achei que o homus, feito com o grão de bico cozido, não tinha dado certo mas ficou muito saboroso, e o falafel, feito com o grão de bico cru,  é muito legal de fazer, apesar de ser chatinho para bater no liquidificador.
 É só bater tudo no liquidificador, fazer bolinhas, fritar, pingar umas gotinhas de limão e comer!
 Nham! Nham! Fica bem sequinho, achei impressionante ver, no que se transforma uma massa de grão de bico cru! Para acompanhar, fiz Chapati, que achei muito divertido! O Chapati é um pão indiano, muito simples e fácil de fazer, pois é assado na frigideira e para finalizar, pode-se colocá-lo direto no fogo do fogão. Fica sensacional para comer com o Homus, ou caponata de beringela e guacamole!
Vai um pouquinho de comilança aí?

terça-feira, 30 de junho de 2015

Eternas crianças


 Eu estava fazendo uma postagem quando resolvi fazer outras coisas enquanto baixavam as fotos da postagem. Fui abrir a sacola que meu tio me entregou quando passei na casa dele ontem, quando fui a Porto Alegre e, pode parecer bobagem, mas me emocionei quando vi tudo o que tinha na sacola e resolvi mudar a postagem fazendo esta.
Eu sabia que tinha sucrilhos e pipoca na sacola, meu tio já havia me dito, mas também tinha chocolate branco e leite condensado, tudo o que eu gosto. 
Meu tio herdou da minha vó, esta doce mania de comprar guloseimas para os sobrinhos, todos com mais de trinta anos hoje. A vó ia no supermercado toda a semana e meu tio era quem a levava. Metade, senão mais da metade das compras, eram essas "besterinhas" para os netos e depois, para os dois bisnetos também, meus sobrinhos, Marco e Marina. 
A vó nos deixou em 2006, mas meu tio manteve esta doce mania. Quem me conhece sabe que sou louca por sucrilhos e leite condensado, gostava muito de chocolate branco e pipoca. Enjoei um pouco de chocolate e não temos microondas aqui no Recanto, nem pretendemos ter, mas não contei isto para meu tio e ele continua comprando. 
Hoje cedo entrei no Face e vi duas publicações que, no meu ponto de vista,  fazem uma ligação interessante com o ato do meu tio. Um amigo publicou uma foto do casal de filhos em 2011 e outra, deles hoje, com as legendas "minhas crianças em 2011" e "minhas crianças hoje". As crianças de 2011 já não são tão crianças, são adolescentes, ela com as sobrancelhas bem feitinhas, e ele com a cara de malandrinho, quase homem feito. 
Em seguida, vi que minha sobrinha alterou a sua foto de perfil e não resisti, comentei "Linda da titia!". Ria enquanto escrevia aquilo, imaginando o quanto ela me xingaria por aquele "king-kong" (mico grande, como ela fala desde pequena), que eu faria ela passar. Imagina, falar deste jeito assim, tão "cuti-cuti" no face dela! 
Deixei o seguinte comentário na publicação do meu amigo "é, as crianças crescem...", mas a verdade é que, para nós, pais, tios e avós, eles serão sempre as nossas crianças, não importando a idade. Eu achava engraçado quando meus pais, conversando com outros adultos, se referiam a mim e a meus irmãos adolescente e depois adultos, como "as crianças". Meus sobrinhos nasceram e perdemos este título, pois passaram a ser "as crianças" e hoje, ele com 14 e ela, prestes a completar 18, são as nossas eternas crianças. 
Meu tio Serginho não me chama mais de criança, mas acho que sempre me verá como uma, sempre lembrando das coisas que eu gostava e fazendo este agrado tão gostoso! 
E como é bom, ainda poder ser uma criança! Obrigada tio!

domingo, 28 de junho de 2015

Cavando valetas e mais valetas...

 Final de semana da entrada do inverno, tivemos a Remada de Inverno aqui no Recanto. Havia chovido bastante nos últimos dias, a última chuva foi na quinta-feira. 
O nosso Recanto conta com uma área razoável e em declive então, quando chove,a água fica descendo ainda dias e dias, e parte do terreno, em volta da casa principalmente, fica bem empapado.  
Existem várias valetas feitas pelos antigos proprietários, elas vêm de diferentes lados e se cruzam. 
Na segunda-feira, depois da Remada, o terreno estava igual a uma esponja encharcada, só das pessoas que pisotearam por ali, pois nem deixamos os carros descerem para não piorar a situação, De tarde, precisávamos ir ao centro da cidade e o carro patinou ao lado da casa e não subiu então, Leonardo se atracou na pá e na enxada e começou a cavar uma nova valeta para fazer a água correr mais rápido e não ficar tão parada como estava acontecendo.
 Resolvi ajudar abrindo mais, alargando uma das valetas já existentes. A grama e a terra vão tomando conta e fechando as valetas, que precisam ser abertas de tempos em tempos.
 Acho que o Leonardo gostou de me ver trabalhando e tirou várias fotos do meu "sofrimento".
 Deve ter sido para se vingar, já que estou sempre fotografando e postando fotos dele com a mão na massa, principalmente, nos projetos do Recanto, como a estante da sala. Acho até, que eu deveria mudar o título da postagem e colocar: "Abrindo valetas, a vingança!"
 Ele até posou para a foto, pode?!
 Brincadeiras à parte, como comentei no começo da postagem, a última chuva aconteceu na quinta-feira, dia 18, estas últimas fotos foram tiradas na quinta-feira, dia 25.
 Olha a quantidade de água que ainda vem lá de cima!
 Na nova valeta, que atravessa o pátio em direção a casa, Leonardo colocou canos e esta, é apenas uma parte da água que desce. A outra vai para outra valeta que já existia, aquela que eu estava alargando.
Como podem ver, por aqui não temos problema com falta de água. E que continue assim! Amém!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Um Projeto por Mês - Castelo de Papelão para os Gatos

   Definitivamente, o tempo está passando rápido demais! Parece que foi ontem que fiz a postagem do projeto do mês passado! O tempo deve estar voando numa super vassoura turbo de bruxa! E por falar em bruxa,  cá estamos de novo, participando de mais um Projeto da Bruxa!
O meu projeto deste mês não foi tirado do fundo do baú, onde tenho vários projetos inacabados, mas estava engavetado em minha mente, desde abril, quando vi a postagem no Sítio da Cris, blog que acompanho há um bom tempo.
Foi amor a primeira vista! Quando vi o presente que a Cris, quer dizer, que as gatinhas da Cris ganharam do amigo delas, o Cláudio, prometi para os meus gatos que faria um castelinho para eles também. Este castelo lindo, com este gato lindo no telhado, é o castelo das gatinhas da Cris.
Para fazer o castelo dos meus gatos, juntei algumas caixas de papelão e pedi ajuda para o meu personal auxiliar e namorido nas horas vagas, Leonardo, já que ele é o dono da pistola de cola quente (boa esta desculpa, né?!).
 Foi bem mais fácil do que pensei. Eu e Leonardo cortamos janelas e portas nas cinco caixas que escolhemos. Eu peguei um bloquinho de papel para riscar as janelinhas, um prato de água dos cães para cortar as portas redondas, enquanto que Leonardo foi cortando janelas e portas à mão livre e bem menos tradicionais que as minhas.
 Cortamos com estiletes.
O amigo da Cris usou cola branca mas nós resolvemos colar com a cola quente.
 Depois de juntar todas as caixas com a cola quente, colamos dois telhadinhos. O telhado do Leonardo ficou todo caprichado, todo cheio de frus-frus nas pontas. 
Quando parecia que estava pronto, Leonardo inventava uma coisa nova, como "tijolinhos" no castelo, e detalhes nas portas e janelas. Parece que alguém gostou muito de fazer castelinhos de papelão.
 As caixas ganharam ligações internas pelas laterais, e de um andar para outro.
 Foi super rápido de fazer tudo! Demorou mais porque tinha alguém que não queria parar de brincar.
 O castelo foi feito na noite de quarta para quinta-feira e ficou secando durante a noite, dentro de casa. Cheguei a sonhar durante a noite, com os gatos brincando no castelo! 
Amanheceu! Vamos ver se eles gostaram?
 O primeiro a entrar no castelo, sem nenhuma cerimônia, foi o Esquá. Esquá é apelido, o nome é Esquálidus, devido ao estado em que encontrei ele quando filhote, há 14 anos atrás.
 A Dona Nenê também não fez muita cerimônia, mas preferiu ficar no alto da torre. A Dona Nenê não tem um olhinho, chegou assim para mim. 
 Conforme as minhas suspeitas, quem mais gostou do castelo foram as irmãs Babette (na foto acima) e Silene Seagal ( na foto abaixo).

 Esquá entrou e começou a afiar as unhas no papelão. Depois saiu, e arrancou os tijolinhos do Leonardo.
 E ficou ali, sentado na grande varanda do castelo, pensando como enfrentar todos os perigos que o aguardam lá fora.
Pensou... pensou... e resolveu entrar para tirar um cochilo.
 Enquanto Babette, incansável, vasculhava todos os cantos do enorme Castelo!
 Pelo jeito, ela foi quem mais curtiu a nova construção.
 Entrava, saía, testava todos os caminhos.
 Espiando de um andar para o outro.
E de todas as janelas!
E agora temos um castelo dentro de uma gatil! Adorei fazer este projeto e adorei o resultado final! Olhando na internet encontramos muitas outras ideias de casas de papelão para gatos. Gatos adoram papelão e adoram se enfiar em caixas. Fazer casinhas para eles é uma forma de aproveitar as caixas que vão para o lixo, distrair os gatos e a gente, fazendo as casinhas, né Leonardo?!
Este lindão é o Joãozinho, meu bebê lindo, prestes a completar cinco aninhos! Ele foi no castelo mas só para usar de degrau para ganhar um colo!
E este foi o meu projeto da vez, quer dizer, do mês! Quer colocar um projeto em prática e participar da ideia da Bruxa, clica aqui para saber como participar.
Para ver meus projetos anteriores, clica aqui.
E abaixo, surgirão, como num passe de mágica, os projetos dos demais participantes.
Bom último final de semana de junho!

- Bruxa com Organização de DVD's
- Alê com toalhinha de lavabo dos Minions
- Eliane com Painel para Tudo
- Lícia com Porta Controles
- Jussara com Avental e Kit Organizador
- Ene com Almofada em Patchwork
- Lucia com Quadrinhos e Tildas
- Amara com Mantinhas para Doação
- Lilian com Jogo Americano
- Jô Turqueza  com Corações e Corações
- Michelle com Mesinha com Tampo de Mosaico
- Beth com Personagens da Agatha Christie em Feltro
- Sol com Avental
- Adelaide com Colar de Fuxico
- Edi com Almofada com Flores de Crochê
- Gélia com Etiquetas em vidros
- Zizi com Colagem na Madeira
- Patricia com Guirlanda de Inverno
- Princesa com Tapete de Retalhos
- Gabriela com Scrapdecor Romântico
- Cris com Noivinhos de Feltro
- Ana com Me mimar e me cuidar