terça-feira, 28 de julho de 2015

"Te cuida na cidade grande!"

Foi a recomendação que Leonardo me passou antes de eu ir à Osório.
Na saída, registro de uma teia na varanda da casa.

  Não pude deixar de rir, pois nasci e cresci na cidade grande, na capital! Há dez meses que estamos morando no mato e ele chamando Osório de "cidade grande". Comparada a nossa micro cidade Maquiné, Osório é cidade grande sim! E pra quem tá enfiada no mato, quase sem sair, qualquer cidade maior que Maquiné (o que não é difícil encontrar), é cidade grande!
 Então lá fui eu para a cidade grande e não resisti a fazer uma parada para registrar a forte cerração que rondava o Recanto.
 Muitas teias nos arames da cerca do vizinho. Adoro as teias!
 Também adoro as vaquinhas! Estas, estavam reunidas para o café da manhã. 
Mais adiante, na mesma estradinha de acesso ao Recanto, o sol brilhava enquanto a cerração cercava o morro lá longe.
Fui à Osório e voltei, sã e salva, e mais pobre, já que fui pagar conta.

sábado, 25 de julho de 2015

 A chuva não cessa por aqui, mas volta e meia ela dá uma trégua e lindas imagens podem ser registradas, como este pôr-do-sol visto da janela da sala.
 Adoro esta árvore no topo do morro!
Agora ela tá no meio do morro mas na verdade, está pendurada na janela. Adoro ela! 
Bom final de semana!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

SoooL!!!!

Finalmente, depois de mais de uma semana de chuva, tivemos dois dias seguidos de sol! No primeiro dia em que o sol deu as caras por aqui, tivemos que ir até a praia de Rondinha e saindo da nossa estradinha para pegar a BR 101, demos de cara com mais um belo arco-iris, já que, de um lado da BR 101 havia muito sol e do outro, chuva.
Esta é a visão que temos da estrada de acesso ao Recanto. A primeira faixa de água é área de pasto inundado. A segunda faixa é o braço morto do rio Maquiné. Uma terceira faixa é área de pasto da fazenda, cuja casa está ilhada no meio das árvores no centro da foto. E entre a casa da fazenda e o morro, também é área de pasto tomada pela água.
 
 Andando pela 101, vemos muitas áreas inundadas.
 Até Tombinho se impressionou com a quantidade de água!
Na Rota do Sol, mais água!
Chegamos em Rondinha para buscar Godofredo e Filomena, os cães dos sogros, que passarão duas semanas conosco enquanto os sogros ficam em Santa Catarina, com a irmã do Leonardo.
Aqui começa o segundo dia de sol, dia de ficar trabalhando no Recanto. Olha a nossa casinha lá embaixo!
 Dia de colocar casinhas e panos da cachorrada para secar.
 Dia da hóspede Morena fazer amizade com a hóspede Filomena.
Dia do Costelinha e da Pituca tomarem sol no deck.
 Dia dos canarinhos inaugurarem o novo comedouro.
 O comedouro está na frente do gatil, não muito perto, mas era uma árvore que secou e Leonardo cortou deixando o tronco para o comedouro. E olha quem tá lá dentro do gatil...
Eu acho que vi um gatinho...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Uma semana de chuva.

 Segunda-feira, dia 13, primeiro dia de chuva. Eu gosto de dias chuvosos porque a bicharada fica mais quietinha e assim, consigo fazer mais coisas dentro de casa, como pintar uma base para a plaquinha da porteira e costurar.
No primeiro dia de chuva consegui costurar uma coisa que a mãe havia me pedido há mais de mês.  Não posso contar o que é porque será o projeto do mês.
O primeiro dia de chuva sempre é gostoso, acolhedor, aquela vontade de ficar embaixo das cobertas, assistir filme, tomar café com bolo, bolinho de chuva... O Tombinho sabe aproveitar um dia de chuva!  
A noite de segunda para terça foi levemente assustadora.  Eu estava dormindo no sofá, pois Leonardo estava de plantão e resolvi ficar pela sala, de roupa mesmo, para dormir e levantar rápido se fosse necessário. E não é que foi? Chuva, vento muito forte e falta de luz. Da janela da sala eu via a laranjeira vergando como se fosse uma fina taquara. Vi que não tinha o que fazer e deitei no sofá com Tombinho e Costelinha, que estavam mais apavorados que eu. Minha preocupação era com os gatos mas pelo que consegui ver, estava tudo bem com eles. Eu ouvia o barulho de alguma coisa batendo, parecia uma madeira, mas não tinha como saber o que era. Foi uma longa noite!
Pela manhã deu para ver a força do vento e o estrago que fez. O barulho de "madeira batendo" era uma telha do canil do Catatau e da Minerva que quebrou. Ainda bem que eles têm dois canis e se abrigaram no outro.
Atrás do gatil também tinha uma telha quebrada no chão. Eu não fazia a menor ideia de onde era, até o Leonardo chegar e dizer que era uma telha solta que estava em cima do gatil. Muitos galhos quebrados mas fora o canil, nenhum grande estrago. Ainda bem!
E Tombinho vira para um lado, vira para o outro...
 Sábado fez um lindo dia de sol, impressionante! Leonardo aproveitou para dar uma remadinha com amigos no rio Maquiné, que estava bombando!
Esta é a ponte do rio Maquiné. Sim, embaixo desse aguaceiro tem uma ponte.
De sábado para domingo caiu mais água e domingo fez um dia "meia-boca", com muitas nuvens e pouco sol, mas foi o suficiente para lavar e secar toda a roupa que estava saindo para fora do cesto de roupa sujas.
E de domingo para segunda, dia 20, voltou a chover muito e choveu o dia inteirinho! 

Leonardo aproveitou, confiscou minha super máquina de costura e costurou toda a biruta que se desmanchou com o tempo e o vento.
E Tombinho tá cansado de tanta chuva! Não tem mais posição para ficar na cama, não tem o que fazer, nem sono tem mais então, fica sonhando acordado com dias melhores,
Este arco-íris apareceu na manhã de sexta-feira, só para animar um pouco o começo de mais um dia chuvoso.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Morena, a figueira, as flores e o sol!

 Estas fotos foram tiradas no comecinho do mês de julho. Que saudade do sol... está chovendo direto desde segunda-feira, já estou começando a coachar. É muita umidade! É muita água! Adoro chuva mas não estou mais aguentando.
Quem sabe, vendo a Morena tomando sol aos pés da figueira, São Pedro não fechas as torneiras lá em cima e manda um sozinho para a gente secar as roupas e lagartear um pouco.
 Dos 18 cães que estão aqui no Recanto, a Morena é a única que não é nossa, ela é hóspede, filha de pais separados. Está conosco desde abril, esperando o "pai" encontrar um novo cantinho para eles.
 Ela é muito querida e obediente! E adora ficar pertinho da figueira.
 Se comportou muito bem nesta sessão de fotos!
 Ela nem sabe o que é uma sessão de fotos, mas acho que sabe que é fotogênica, pois fez bastante charminho.
Amada! E que vontade de ver o sol. pessoalmente..

domingo, 12 de julho de 2015

Um café com a família e com o Alzheimer


 Semana passada, no tradicional passeio a Torres com os sogros, Leonardo conseguiu nos acompanhar, pois estava de folga no trabalho. 
Almoçamos no mesmo lugar de sempre, mas desta vez, depois de algumas voltas pelo comércio, encerramos nossa passagem pela cidade tomando um café ou, no meu caso, apenas comendo uma fatia de torta.
 O sogro é uma formiga, adora qualquer doce e com a doença, parece que ficou mais guloso ainda. Aliás, o Alzheimer do sogro tem provocado cenas muito curiosas e, por que não dizer, engraçadas.
Duas destas cenas aconteceram na hora da sobremesas. A primeira aconteceu dias desses, almoçando no mesmo restaurante que eles costumam almoçar todos os dias, na praia de Rondinha, onde o sogro sabe que é uma sobremesa por pessoa, mas no meio do almoço, com o prato cheio de comida ainda, ele levantou e foi buscar uma sobremesa. A sogra ficou xingando, dizendo que não precisava pegar ainda, mas ele foi mesmo assim. 
Nós achamos que ele queria garantir a sobremesa que gosta, mas para a nossa surpresa, de repente, ele começou a comer a sobremesa. Nada de mais, né? Só que ainda tinha comida no prato. Comeu todo o pratinho de sobremesas e voltou a comer a comida naturalmente. Tudo bem! Nos olhamos como quem diz "fazer o quê, né? Deixa assim!" 
Mais umas garfadas na comida, o prato quase vazio e ele levanta novamente, vai até a mesa de sobremesas e pega outro pratinho. E mais: come todo o segundo pratinho de sobremesa e só depois do pratinho bem raspadinho, termina com o bife que ainda tinha no prato.
 A segunda cena foi na sobremesa deste dia, quando fomos a Torres e almoçamos no mesmo restaurante que sempre almoçamos quando vamos até lá, e que ele também já sabe que é uma sobremesa por pessoa. Neste restaurante, a gente tem que pedir a sobremesa para um atendente. Como sempre faço, relacionei todos os doces que haviam para que ele escolhesse um e não é que ele responde: "pudim e mousse". E para a minha surpresa, o atendente deu as duas para ele.
Eu achava que sabia um pouco sobre Alzheimer, pois a mãe e o ex-marido de uma amiga tiveram e ela me contava coisas que eles aprontavam, que me deixavam incrédula. Também li o excelente livro "Quem, eu?", de um neto contando sobre a convivência com a vó e o Alzheimer que a acompanhou nos últimos anos de vida.
Mas por mais que se ouça e que se leia sobre o assunto, acho que sempre vamos nos surpreender vendo uma pessoa tão próxima  e tão querida da gente, cometendo estas "gafes" como se fossem a coisa mais natural do mundo.
Fazer, o que?

Tombinho ficou no carro enquanto tomávamos café. Querido!
Depois do café, sogros caminham de mão dadas pela calçada. Os sogros e o Alzheimer...

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Gulodices de Inverno

 O frio chegou e o ponteiro da balança começou a subir. Em menos de uma semana, a comilança extrapolou no Recanto.
Tudo começou na quinta passada, com uma Torta Holandesa que eu namorava há meses. Vi a receita no jornal, que perdi, mas procurei na internet, onde encontrei várias versões e escolhi uma base de biscoitos Nesfit, laterais com biscoitos Calipso, um recheio com sorvete, nata e açúcar, e cobertura de ganache de chocolate.
 A minha Holandesa ficou com a cobertura muito dura e o recheio de sorvete derretendo, mesmo com o friozinho que anda fazendo por aqui.
 A Torta Holandesa foi feita para uma confraternização na família do Leonardo, onde comemoramos a aposentadoria da Betina, irmã dele.
Eu não sou muito chegada em sobremesas com muito chocolate, fiquei namorando ela porque sabia que era do gosto do Leonardo e, mesmo com este pequeno probleminha de consistência, foi aprovada pela família dele, inclusive, Pelo Trumbico!
 A comilança continuou hoje, um dia "nháca", como costumo chamar um dia frio e chuvoso. 
Há tempos também, queria fazer o rocambole de doce-de-leite, que fazia para os meus sobrinhos e fiz algumas poucas vezes para o Leonardo, que me cobrava com alguma frequência.
Pedi que ele fotografasse, enquanto eu peneirava o açúcar de confeiteiro por cima.
 Adoro fazer ele, é muito fácil, mas não fazia porque estava sem batedeira. Em Porto Alegre a voltagem é 110 e aqui, 220 logo, não pude trazer muitas coisas de lá, inclusive a batedeira, até que a minha irmã mandou a batedeira velhinha dela, com o transformador. Que maravilha!
 Adoro esta ponta sequinha!
 E para finalizar, fiz hoje, o que era para ter feito no domingo, mas deu preguiça: a noite árabe com falafel e homus.
 O grão de bico ficou de molho, de domingo até hoje, já estava até brotando! 
Não tinha coentro, que ia nas duas receitas mas ficou tudo muito bom sem ele mesmo! Achei que o homus, feito com o grão de bico cozido, não tinha dado certo mas ficou muito saboroso, e o falafel, feito com o grão de bico cru,  é muito legal de fazer, apesar de ser chatinho para bater no liquidificador.
 É só bater tudo no liquidificador, fazer bolinhas, fritar, pingar umas gotinhas de limão e comer!
 Nham! Nham! Fica bem sequinho, achei impressionante ver, no que se transforma uma massa de grão de bico cru! Para acompanhar, fiz Chapati, que achei muito divertido! O Chapati é um pão indiano, muito simples e fácil de fazer, pois é assado na frigideira e para finalizar, pode-se colocá-lo direto no fogo do fogão. Fica sensacional para comer com o Homus, ou caponata de beringela e guacamole!
Vai um pouquinho de comilança aí?