sábado, 19 de setembro de 2015

Pedal de domingo em Maquiné - em busca da Cascata do Garapiá

Esta pedalada aconteceu no último domingo de agosto, um domingo de inverno com altas temperaturas. Custei a fazer esta postagem porque não tinha tempo e, quando tinha tempo, não tinha inspiração, ou disposição. Não é fácil esta vida de blogueira...  (fala sério!)
Já vou avisando que a postagem está longa, mas tem mais fotos do que texto, bom para quem gosta de ver as figurinhas.
Esta é a casa do nosso amigo Tiago, que mora na Barra do Ouro, um distrito de Maquiné. Nossas casas ficam longe, acho que uns 20 km uma da outra por isso, para não perdermos tempo e não precisar sair de casa tão cedo, Leonardo e eu fomos de carro até a casa do Tiago e de lá, saímos os três de bicicleta para conhecer a famosa Cascata do Garapiá.
Acabamos nos atrasando para sair do Recanto e mais ainda, para sair da casa do Tiago, pois não íamos lá há um tempão e ainda não tínhamos visto muita coisa nova que ele fez na casa,que está linda e se ele autorizar, farei uma postagem só da casinha dele.
Tiago era o nosso guia, pois já conhecia o caminho.
A primeira parada foi no Kioske do seu Dilo, para o almoço.
Olha aí, o seu Dilo e o Tiago conversando. O seu Dilo mora num belo pedaço de terra onde planta quase tudo! O almoço é 90% orgânico e tinha couve, moranga, salada de alface, repolho e cenoura, aipim e carnes, que eu não como mas que também eram orgânicos. O que não foi cultivado na casa era o feijão, o rabanete e não lembro sobre o arroz, mas acho que não era cultivado lá. E a coca-cola do Tiago... Tiago não sabe beber água, só coca-cola, acabamos tomando também, mas não temos por hábito tomar refri.
O almoço estava uma delícia, bem caseiro e agradável com a companhia do seu Dilo, que nos contou sobre a terra e um pouco da sua vida. Adoro isso!
A conversa e a sombrinha do Kioske estavam tão agradáveis, que tivemos que nos esforçar para trocar as cadeiras do kioske pelos bancos das bicis, mas criamos coragem e pegamos a estrada para o Garapiá.
Esta é a primeira ponte que tem no caminho, a mesma ponte onde o Leonardo costuma começar a descida de caiaque. Já mostrei ela aqui
Na foto de cima, eu estava na ponte de pedra fotografando o Leonardo na ponte pênsil, e na foto abaixo, o Leonardo, na ponte pênsil, fotografando eu e o Tiago na ponte de pedra.
Foto do Leonardo
Seguimos caminho de olho no lindo paredão de pedras do morro na nossa frente.
A paisagem é um convite para um passeio.
Mais uma ponte, a segunda.
E o primeiro tombo!
 Foto do Leonardo
O tombo do Tiago clicado de vários ângulos!
Foto do Leonardo
A terceira ponte.
Mais umas pedaladas e chegamos...
Foto do Leonardo
...na quarta ponte. 
Foto do Leonardo
Tiago posando enquanto Leonardo está indo para a ponte pênsil.
Quase sempre tem uma ponte pênsil ao lado de uma ponte de pedras.
Leonardo fez belas fotos lá de cima, como esta abaixo.
Tiago aparece na ponte e eu estou nas pedras.
Foto do Leonardo
Tiago também deu uma de fotógrafo.
Belas casinhas me fizeram lembrar dos amigos que sonham em morar longe dos grandes centros urbanos.
Que tal, Cris?
Foto do Leonardo
E eis que chegamos na quinta ponte.
A mais rústica e assustadora, pois ela era a mais estreita de todas e de madeira.
Foto do Tiago
E agora, Leonardo caminhando  na sexta ponte. Sim, tem uma ponte embaixo d'água!
Nesta, ainda consegui passar sem molhar meus pezinhos!
Foto do Leonardo
"Pela estrada a fora eu vou pedalando..." E fomos pedalando até chegar na sétima ponte, que não tem foto porque nesta, acabei molhando os pés e por pouco, não me molhei toda, por culpa do chevettinho que morreu bem em cima da ponte. Tentei passar pedalando mas não deu e quase caí! 
Filmei o Leonardo passando e o chevette morrendo.
Não sou muito de posar para fotos mas não resisti a este visual e pedi um clic para o fotógrafo, agora, com os pés molhados.
Foto de Leonardo Esch
Daí, o Tiago também quis uma e enquanto eles analisavam a foto que Leonardo havia tirado de mim, eu cliquei os dois. Sem pose!
E a estrada começou a ficar mais estreita e com a mata mais fechada.
E chegamos na oitava e última ponte!
E começamos a subir.
Leonardo ainda foi pedalando mais um pouco, mas eu e Tiago começamos o empurra-bike.
Além de ser uma subida, haviam pedras e raízes no caminho.
Leonardo fazendo as imagens abaixo.
 Enquanto eu pensava "todo este sofrimento para ver uma cascata???"
" E nenhum cavalheiro para me ajudar..."
Eis, a recompensa! A Cascata do Garapiá!
Lá, encontramos o pessoal da ANAMA, que ministrava um curso de Resgate em Altura. Na foto, conversando com o Leonardo, outro Tiago, o Tiago da ANAMA.
Leonardo encontrou, além do Tiago da ANAMA, que também rema, um outro amigo remador que estava fazendo o curso, e ficaram analisando a cascata para ver se daria para descer de caiaque. Tudo maluco!
 O Tiago que não rema, mas pedala, resolveu colocar a bici dele dentro d'água. Não para remar, só para fotografar.
 O Leonardo fotografou o Tiago.
 E o Tiago fotografou o casal. Olha eu ali, morrendo de medo de escorregar e proporcionar uma vídeo cassetada para o monte de gente que tinha lá.
 Me apoiei no Leonardo e ali fiquei, durinha, esperando o Tiago nos liberar.
 A Cascata do Garapiá é a mais famosa das cascatas que tem em Maquiné. Parece que é a mais procurada por causa da piscina, que proporciona uma boa diversão. Pelo que ficamos sabendo, tem quem pule lá de cima da cascata. E acredito que pule mesmo, pois não é tão alto e parece que a piscina tem profundidade suficiente.
 Altura suficiente também tinha eu, no colo do Leonardo, para ganhar alguns hematomas, caso a gente caísse ali. Leonardo me pegou de surpresa! Eu não sei se ficava com medo de cair, ou se morria de vergonha do povo nos olhando.
 "Pronto! Chega!"
"Que nada! Dá um tchauzinho lá para foto!"
Consegui sair sã, salva e seca de lá, e voltamos a pedalar antes que o sol desaparecesse. 
No redor da Cascata tem alguns estabelecimentos. Não sei se daria para chamar assim... tem esta casinha com artesanato, que está dentro da área da foto acima desta, e que também tem cabanas para alugar. E tinha uma casinha de chá que estava fechada, um bar que vendia pastéis e também tinha cabanas, ou local para camping, não lembro. Mas é tudo bem alternativo, as pessoas que frequentam me pareceram beeem alternativas...
Eu tinha parado para bater as fotos acima e em seguida, encontrei o Leonardo de tocaia, me esperando.
Olha, que figuras!
Ele bateu esta foto.
E seguimos pedalando, quase sem paradas, até um pouco antes da primeira ponte, quando entramos numa entradinha para conhecer a pedra da tartaruga.
E este trapiche. que alguém fez e qualquer um pode usufruir.
Se estivesse um pouco mais quente, eu daria um tchibum.
Mas como sou friorenta e fiasquenta, fiquei só na pose. Lá no fundo, a pedra da tartaruga.
O Tiago disse que lota de gente ali, no verão.
A pedra da tartaruga de perto.
Saindo dali, fomos atacados por duas cadelinhas que não sabiam se fugiam da gente, ou se faziam festa. Coisas mais amadas!
Dali fomos até a casa do Tiago, pegamos o carro e voltamos lá no Kioske do seu Dilo para comer uma super pizza!
Desta vez, tivemos a companhia da filha e do netinho do seu Dilo. E a pizza, que achávamos que era demais para nós, pouco sobrou. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A rosa Isabel

 Dia 2 de setembro recebi a notícia que a mãe de uma amiga, a "tia" Isabel, havia falecido. Eu e a Cristina estudamos juntas por anos e estávamos sempre, uma na casa da outra.  Foram anos e anos de uma amizade muito bonita e divertida.  Nas minhas lembranças de adolescência e começo de juventude, a tia Isabel está sempre presente, seja nos levando para Flores da Cunha e Gramado no chevetinho dela, seja nos buscando nas festas ou, anos mais tarde, fazendo uma deliciosa caipirinha. 
Um dia antes, fui na agropecuária comprar ração para os bichos e resolvi me dar um presente, uma roseira. Não consegui plantar no mesmo dia, parece que ela estava esperando a hora certa!
 Fui avisada em cima da hora e não consegui ir no enterro. Avisei a Cristina que o meu pai iria e que para homenagear a tia, eu plantaria uma rosa. 
 Ela estava bem fechadinha quando comprei e foi abrindo a cada dia, tá linda! Como a tia!
 Cada vez que passo pela roseira, ou vou molhá-la, cumprimento "oi Isabel!", "como tu tá linda, Bel!". Uma pequena homenagem a uma pessoa muito querida, que significou muito na minha vida.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

E o inverno chegou! Em pleno inverno!!!

 Este inverno está sendo atípico e impressionante! Foram poucos os dias que tivemos que colocar aquele casaco mais grosso.Olha aí em cima, em pleno agosto, o Tombinho dentro d'água, na praia. 
 O Tombinho é uma mistura perfeita do pai e da mãe! Assim como eu, a mãe, ele é friorento e fiasquento, mas quando se trata de diversão e, principalmente, praia+bolinha, ele esquece da vida, ou melhor do frio e, como o pai (o Leonardo) se atira na água. Tudo em nome da diversão!
Mas este inverno e, principalmente, o mês de agosto, foi calor! Calor de ficar de manga curta até de noite, de caminhar na praia sem se encolher de frio, de molhar os pés na água do mar, em pleno inverno!!! Calor que enganou as plantas, que floriram antes do tempo achando que já era primavera.
 Tombinho brincou na praia sem se preocupar com a temperatura da água.
 Leonardo brincou nas pequenas corredeiras do rio Maquiné.
 Olívia mostrou a pança para tomar banho de sol!
Leonardo trabalhou sem camisa em uma obrinha no Recanto. 
E olha a Olívia aí, de novo! Esquentou demais a pança no sol, veio pegar uma sombrinha embaixo da obra do Leonardo. Ela e os outros  pulguentos: Morena (se coçando), Pinheirinho, Sissi e a Lépi.
Se olhar bem aí, na foto, dá pra ver que a fiasquenta aqui, está descalço na beira da praia, em pleno inverno!
Mas faltando duas semanas para a primavera, o inverno resolveu dar as caras e trouxe a chuva, o vento, o frio...
...e a vontade de tricotar. Mentira! A vontade de tricotar chegou antes do frio, impulsionada pela gravidez da prima! 
A previsão para o final de semana é de bastante frio e se assim for, a programação do findi será ficar tricotando e tomando chima dentro de casa, no quentinho! E cuidando do meu "border-lata" Pinheirinho, que está dodói! 
O brabo, é que está previsto até geada para as outras regiões do estado. Aqui onde moro é litoral, não tem geada, mas fico torcendo para que a previsão erre, pois se gear, lá se vai o cultivo dos pêssegos, maçã e outras frutas que floresceram antes do tempo e agora, se perderão na geada.

Então, que seja um findi frio, mas sem geada! E com muito tricô e chimarrão! 
Esta foto é especial para o Leonardo, que vai ver a postagem lá no plantão, vai ver a térmica com o biquinho aberto e perguntar "a água tá quente?" Ele implica que eu deixo o biquinho aberto, e eu implico deixando aberto, só pra ele perguntar indignado! E assim, vivemos felizes para sempre!

sábado, 5 de setembro de 2015

A remada deslizante do Leonardo

Ontem a tardinha, Leonardo foi fazer um treininho como costuma fazer sempre que dá um tempinho. Eu estava arrumando umas coisas dentro de casa quando vi ele na água e resolvi tirar umas fotos, mas estava começando a escurecer e as fotos não estavam saindo com nitidez então, resolvi filmar. Ele estava testando um novo remo que requer uma remada diferente, uma remada deslizante. 
Eu lamentei não conseguir fotografar porque a água estava tão calminha e espelhada que o reflexo do caiaque na água daria uma bela foto. Por outro lado, o ritmo das remadas e o risco deixado pelo caiaque na água estavam proporcionando cenas interessantes. 
Eu estava abaixada apoiando a máquina numa cadeira e a cachorrada toda em volta de mim, a maioria acompanhando o Leonardo na água com o olhar. Volta e meia algum deles chegava perto de mim, o que justifica algumas tremidas nas imagens que o Leonardo transformou no belo vídeo abaixo.
Que todos tenham um feriadão de paz como a remada deslizante do Leonardo.