segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pedaladinha da Guarda do Embaú até a Pinheira (24 de setembro de 2011)

Antes de pegar a estrada, mais uma espiadinha no rio e no mar.
Acordamos cedo no sábado. André nos mostrou as novidades e obras na pousada. Subimos no novo mirante e, para nossa surpresa, conseguimos ver algumas baleias lá de cima. Eu já fiquei maravilhada, mesmo vendo elas pequenininhas, de longe.
Depois desse presente no começo do dia, lá pelas 9h, Leonardo, Tombinho e eu tomamos café na padaria Simone. Ficamos numa mesinha na rua e o café estava muito bom!

Voltamos para a pousada, deixamos Tombinho descansando no quarto, pegamos as bicis e fomos até a praia da Pinheira.

Achei que a Pinheira fosse bem mais longe, uns 10 km da Guarda, mas não sei se deu 4 km até lá, é muito pertinho!
Ficamos na primeira praia que vimos, a Praia de Baixo.
Eu tinha uma imagem ruim daquela simpática prainha. Antes, a imagem que tinha era de uma praia suja, deve ser porque, quando fui lá, anos atrás, era o auge de um verão, a praia estava lotada de gente e, provavelmente, cheia de sujeira. Normal...onde tem o bicho Homem, tem sujeira. Bom, o importante foi que a má impressão que tinha se foi e adorei a Praia de Baixo!
Encostamos as bicis num esqueleto de barco e ficamos admirando a prainha, as gaivotas e outro esqueleto de barco que tinha na areia, mas bem mais inteiro que o outro.

Uma gaivota...

Muitas gaivotas

E mais gaivotas.

Gaivotas brigando, em pleno ar, por um peixe que caía da boca de uma, ia para a boca de outra e caía de novo...

Leonardo admirando a carcaça de um barco.


Eu na proa, fotografando Leonardo, que estava fotografando as gaivotas na popa da carcaça.

Ops, ele estava filmando e não fotografando.

Praia de Baixo

Agora sim, ele está fotografando uma gaivota!

Espiando pela popa.

E agora, pela proa.

Lembrei da Sandra, do blog Madeira em Forma quando vi esta mala antiga, que está mais parcendo um baú. Na noite anterior, vi a postagem dela sobre malas antigas que, segundo ela, são jogadas fora e facilmente encontradas pelas ruas de Curitiba, e no dia seguinte encontro uma, mas estava dentro do pátio de uma casa. Que pena! Senão, já carregava embora!

Quase na frente da casa da mala, tinha uma casa com uma bela Timbaúva e Leonardo parou para juntar as sementes que ficam dentro de uma vagem enorme. Largamos as bicis e ficamos os dois a juntar vagens e sementes. Trouxe umas 3 vagens para casa, são muito lindas e grandes!

Vagem das sementes da Timbaúva

E as sementes.

Leonardo colhendo vagens.

Voltamos a pedalar e fizemos mais uma paradinha na Praia de Cima.

Enquanto Leonardo filmava mais um pouco, fotografei as Onze Horas gigantes que tem pelas areias da Guarda e da Pinheira. São iguais às Onze Horas de jardim, porém com as folhas e flores enormes. Encontrei um pequeno tronco de árvore lisinho, trabalhado pelas águas do mar, e que juntei às vagens da Timbaúva par levar embora. Não sei o que vou fazer com tudo isso, mas vou juntando.



Continuamos a pedaladinha mais para cima, até acabar a rua. À partir daí, o morro vira propriedade particular.



Gostei deste nome.

Resolvemos almoçar na Pinheira e depois do almoço fomos até o super-mercado e voltamos até a Praia de Baixo para fazer a digestão. Leonardo ficou fuçando nas tralhas que deixaram dentro da carcaça do barco. Era um lixaredo só! Tinha pedaços de serrotes enferrujados, vários parafusos e outros pedaços da embarcação, tudo estragado ou enferrujado. Tinha também uma bota cheia de água, cordas e pedaços de redes e linhas de pesca inozadas. Ficamos sabendo que o barco foi doado a alguém que fará o portão da sua casa com as madeiras da carcaça. Gostaria de saber o que farão com todo aquele entulho que ficou dentro do barco.





A coisa mais interessante que o Leonardo encontrou ali foi um ultra-hiper-mini siri ou carangueijo. Acho que era um filhote e estava sequinho e levemente esmagado, mas tão minúsculo, que parecia um botãzinho de roupa de criança. Tadinho! Era tão pequeno e levinho, que voou da minha mão. Procuramos por ele no meio da carcaça e da areia, mas era como procurar uma agulha num palheiro. E não é que o Leonardo encontrou? Leonardo colocou ele numa caixinha de cartão de memória e trouxemos ele junto.



O tempo estava fechando, já tinha caído uma leve chuva durante o almoço, e resolvemos voltar para a pousada, até para não deixar o Tombinho preso por muito tempo. Sabe-se lá o que ele poderia aprontar.


Voltamos por uma simpática estradinha de areia, que desconfiamos que sairia na praia da Guarda. Resolvemos arriscar.

Parávamos o tempo todo olhando e fotografando casas para "roubar" ideias para a casinha de Maquiné.

Interessante placa de entrada de uma casa.

O caminho de volta, pela simpática estradinha de areia, tornou a volta mais rápida ainda do que a ida, por fora, pelo paralelepípedo. Toda a "grande" pedalada deu 10,41 km...

Chegamos na pousada e abrimos a porta do quarto com medo, devagarinho, esperando ver Aquele estrago feito pelo Tombinho. Mas que nada! O Trumbico se comportou muito bem! A única coisa que tinha fora do lugar era uma calça minha, que estava em cima da minha sacola e ele levou para a caminha dele. Querido!

Saímos na rua com ele para que ele desse uma voltinha e cuidar para que não avançasse em ninguém, pois de manhãzinha, atacou o pedreiro que chegava para trabalhar na pousada... que chato! Ainda bem que só pegou na calça e o moço não ficou brabo. O Tombinho tava se achando o dono da Pousada...que barbaridade!

Leonardo alongando e brincando com o Trumbico.

domingo, 25 de setembro de 2011

De Porto Alegre à Guarda do Embaú à procura de baleias. (23/09/2011)

Leonardo, Tombinho e eu saimos de Porto Alegre na sexta-feira, às 5h45, rumo à terrinha em Maquiné, pois Leonardo queria levar o caiaque para a Guarda do Embaú, nosso destino de final de semana. De Maquiné seguimos para Rondinha, onde Leonardo acabou tirando um cochilo. Após o almoço com os pais dele, na Sociedade, continuamos a viagem, abaixo de chuva e desta vez, sem paradas que não fosse para o básico "xixi, café, chiclé...". A chuva parou em seguida, mas a viagem foi bem cansativa, pois a BR 101 em SC, continua em obras e alguns trechos, muitos, eu diria, estão bem cansativos e perigosos.
Chegamos na Guarda do Embaú por volta das 19h e nos instalamos na pousada Maktub, do amigo André Issi.
Conversamos um pouco com o André e fomos todos dormir cedo, pois nós estávamos cansados da viagem e André, das obras na pousada.
Flor em Maquiné.
Flores no pé de Laranja do Céu que Germano nos deu e que foi plantado em abril.

Tombinho tirando uma soneca no colo do vovô, na praia de Rondinha. Foto do Leonardo.

Belíssimo pôr-do-sol na BR 101, em Santa Catarina. Foto do Leonardo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A primavera já chegou aqui em casa!!!!!

Que dia lindo hoje!!!! Um típico dia de primavera, frio de manhã, esquentando bastante durante o dia e várias flores abrindo! Um espetáculo!!! Eu amo a primavera, minha estação favorita, por isso quero deixar registrado as flores aqui de casa, ou melhor, da casa da mãe, que fica ao lado da minha, e "roubei" uma foto de uma flor da minha irmã, que fica ao lado da minha mãe. Aqui em casa não tenho muita coisa porque a cachorrada não ajuda. Minha última grande tristeza, foi no mês passado, quando comeram um pé de lanterninha japonesa que estava grande e lindo, cheio de flor... só sobrou o toquinho embaixo. Quase chorei!
Florzinhas compradas na floricultura, cujo nome não sei. Atrás, no carrinho é alface.

Mais clívias, em outro canteiro.

As Marias-sem-vergonha e outras florzinhas, tipo margaridinhas, compradas na floricultura no ano passado e que estão abrindo este ano de novo.

Essa, recém chegada e plantada, também não sei o nome. A mãe ganhou do meu sogro, Egon, quando foram vistá-los na praia.

Cravo-do-mato, uma espécie de bromélia que encontramos em várias árvores pelas ruas.



Copos-de-leite, uma das minhas favoritas! Esqueci que os copos-de-leite estão no meu pátio.

Estas fotos foram tiradas na semana passada, com o tempo chuvoso, dá pra ver as gotinhas de chuva no copo-de-leite. Agora, alguns poucos dias depois, tem mais flores abertas e outras ainda abrirão! Nada como a primavera!



Azaléias, do vaso da minha irmã.



Que venha a primavera!!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pedalzinho até o centro de Maquiné - 3 de setembro

Sábado é dia de feirinha no centro de Maquiné e tínhamos muita curiosidade em conhecer, pois algumas pessoas de lá, já haviam comentado.
Acordamos um pouco tarde para ir a uma feira, mas fomos assim mesmo, pois queríamos aproveitar para dar uma pedaladinha. Do Recanto até o centro são 10 km, dá pra ir pelo asfalto, pegando a BR e a entrada principal de Maquiné, dá pra ir por uma estradinha de chão que passa pelo Balneário, mas a distância fica um pouco maior, apesar da paisagem ser muito melhor, e descobrimos outro caminho no dia anterior, quando fomos de carro ao centro. É uma estradinha de chão, logo depois da ponte velha do rio Maquiné (sentido Torres - Maquiné), que contorna o rio Água Parada. A distância é a mesma que pelo asfalto, mas o visual é melhor, além de ter menos movimento. Foi por ali que pedalamos.
Estradinha boa contornando o rio Água Parada.
As fotos foram tiradas sem descer da bicicleta, por isso estão meio tremidas...
O dia estava muito bonito, convidando para uma pedalada mesmo!
Acho que criei uma expectativa muito grande em relação a feira. Depois, percebi que foi maluquice minha, imaginar várias barraquinhas e um mundo de gente na feira... imaginei uma feira como a Feirinha Ecológica da Redenção, em Porto Alegre... só eu mesmo!
Chegando no asfalto.

Eis a feira! Que decepção! Por mais que eu tenha superestimado a feirinha, que a gente tenha acordado tarde (chegamos na feira às 10h), não esperava encontrar uma única banca com as mesmas coisas que encontro em qualquer mercadinho, como alface, tomate, batata, batata-doce, laranja, pinhão e algumas bolachas e pães, que estavam muito bonitos, mas não salvaram a feira de Maquiné da nota baixíssima que dou para ela. A única coisa que eu realmente precisava comprar, era alho e não tinha! Compramos laranja de umbigo, que adoro, pinhão, que o Leonardo adora, um pézinho de alface e um mamão formosa com etiqueta de Pelotas...! Vou na feira de Maquiné para comprar um mamão made in Pelotas??? Todos com quem comentei sobre a minha decepção, defenderam a feira alegando que todas ou a grande maioria das feiras, buscam os produtos na CEASA de Porto Alegre. Minha sogra disse que é assim na praia e numa cidadezinha do litoral, que produz muitos hortifrutis, cujo nome não lembro, onde ela já foi e teve a mesma decepção.
Tudo bem, entendo que alguns produtos são produzidos em determinadas regiões, mas esperava encontrar em Maquiné, alimentos diferentes e livres de agrotóxicos, resultado de uma política de agricultura familiar. Esperava encontrar doces e temperos. Esperava encontrar alho...
Como não achei alho na feira, passamos no mercadinho da Preta, onde tínhamos ido no dia anterior, e comprei alho a R$ 17,00/kg!!!!!! Um roubo! Na praia, há 50 km dali, está R$12,00/kg. Tem alguma coisa errada, mas acho que soy yo...

Voltando ao pedal, voltamos pela mesma estradinha, onde está sendo construída uma ponte sobre o rio Água Parada, bem ao lado da ponte antiga, que é daquelas baixinhas e que estava coberta pela água. Tentei fotografar um motoqueirio atravessando esta ponte, que não se via, mas não deu tempo. Só dá prá ver ele pequenininho, quase chegando do outro lado.

Leonardo chamou a atenção para um condomínio de Joãos-de-Barro num poste. Muito legal! na verdade, duas casinhas estavam abandonadas, meio quebradas, e a terceira é que estava sendo preparada para breve habitação. Aliás, o casal estava por ali quando passamos, mas ao parar, um voou, o outro abaixou a cabeça e um passarinho amarelo posou no fio para "salvar" a foto.

Neste caminho tem uma olaria em funcionamento e um antigo forno do que foi uma olaria um dia. Lindo! Lindo! Lindo! Mas abandonado e cheio de lixo dentro. O mato que está tomando conta dele, fica até meio charmoso, se não tomar conta de vez, tem até couve plantada nele. Mas o lixo dentro, não precisava. Parei para fotografá-lo e nem tinha percebido que do lado era uma oficina de carros e que tinha um homem ali, que ao me ver, veio na minha direção. Leonardo começou a conversar com ele, era o proprietário do local e do forno, claro. Segundo ele, o forno é muito velho, deve ter uns 30 anos. Não acho que 30 anos para um forno de olaria seja uma coisa muito velha, mas o pior foi ver o descaso do homem com aquela obra maravilhosa. Ele comentou "vamos ver o quanto ele aguenta". Que tristeza!
Queira ter fotografado uma casinha bem antiga que vi na ida, mas me passei e não vi na volta. Ela parece abandonada, provavelmente seja apenas uma casa velha para o proprietário, que deve preferir uma casa nova em folha, com arquitetura moderna e blá,blá,blá! a foto dela fica para a próxima pedalada pelas bandas de lá.
Leonardo falando no celular com Marcio.

Zig, a buzina da bici, admirando o rio Maquiné enquanto Leonardo fala ao telefone.
Lááá naquela ponta fica a nossa casinha velha do nosso Recanto.
Estradinha que leva ao Recanto.
Chegando de volta na terrinha!