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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Um Pé de Passarinhos

 Bem do ladinho da nossa casa, tem um pé de passarinho. Nunca viram um pé de passarinho???
 É só vir aqui em casa numa manhã fria e ensolarada, bem cedinho, que vais ver o pé carregadinho de passarinhos!!
 Neste dia, o pé carregou de canarinhos.
O pé de passarinho é um maricá que, parece que secou.
No começo do ano o maricá ainda tinha folhas.
E cardeais!
Uma família de cardeal transformou o nosso maricá em pé de passarinho por alguns instantes.
Este é o filhote, pois o topete não é ainda, um vermelho vivo como nos adultos.
 Semana passada, antes desta onda de calor que invadiu o nosso inverno, o pé de passarinhos amanheceu carregado de chupins. 
 Os pretos são os chupins machos e os acinzentados, as fêmeas.
 E também tinham alguns canarinhos amados!
Se o maricá morreu mesmo, tomara que fique firme com seus galhos secos por um bom tempo. 
Pois adoro ver o meu pé de passarinhos carregadinho! 

sábado, 11 de julho de 2020

O Ciclone Bomba no Recanto

 O mês de julho começou como uma bomba aqui no sul do país. Na noite de segunda (29/6) para terça (30/6), teve muita chuva com muitos raios e trovoadas, o que deixa a cachorrada apavorada e acabamos passando boa parte da noite em claro, tentando acalmá-los. A foto acima foi tirada na tarde de terça, não chovia mais, mas a quantidade de água que ainda descia morro abaixo, era impressionante!
Após um verão de estiagem no nosso estado, o nível do rio estava muito baixo, o trapiche flutuante  do Recanto chegava a ter um declive bem significativo por conta disto, e só com esta chuva, o trapiche voltou ao normal e o excesso de água formou uma piscina na beira do rio. 
O barquinho do Leonardo virou outra piscina.
 A chuva parou e na noite de terça para quarta veio o vento. Estava prevista a chegada de um ciclone que traria ventos fortíssimos, o tal do Ciclone Bomba. Que noite! Impossível dormir! As rajadas de vento faziam a casa tremer - sem exagero! - e parecia que o telhado sairia voando a qualquer momento. Até dormimos um pouco no começo da noite, um sono interrompido pelas rajadas mais fortes. Às 3h o Leonardo levantou e vimos que estávamos sem luz. Pedi que ele trouxesse o Macedinho para a cama (Macedinho é o nome do meu radinho de pilhas, homenagem ao locutor que escuto todas as manhãs - rerere). O Leonardo acha que escuto rádio demais, mas eu gosto, oras! E quando ele não está, coloco o despertador para às cinco da manhã, horário de começo do programa do Macedo, e fico na cama escutando o rádio e tirando uns cochilos até a hora de levantar - coisa de velho, né?! :)  
 Mas, voltando a noite do ciclone, pedi o rádio para saber o que estaria acontecendo em Porto Alegre e no resto do estado. Rádio ligado, conseguimos dormir mais um pouquinho, ainda acordando nas rajadas mais fortes, mas o rádio conseguiu tirar a nossa atenção da ventania e pegávamos no soninho de novo. Me surpreendeu, que até o Leonardo comentou que foi uma ótima ideia ligar o rádio, pq antes, ele ficava acordado, esperando a próxima rajada de vento. Foi uma noite horrível! 
Amanheceu e o vento continuava mas, com a luz do dia fica mais fácil suportar a ventania. Uma vizinha perguntou via whatsapp, se tínhamos luz, e mandou as duas fotos acima, mostrando os estragos na nossa estradinha, mais perto da casa dela. Dois postes caídos e um deles caiu por cima do portão da casa de outra vizinha, a dona Terezinha, onde compramos ovos de galinhas felizes.
O vento foi diminuindo durante o dia. Os estragos eram enormes em todo o estado e o litoral, onde moramos, foi uma das regiões mais atingidas pelo ciclone. 
Precisei improvisar alguns candelabros...
Nem vi o Leonardo tirar esta foto. Ele estava voltando da remadinha e fez a foto do lado de fora da janela da sala. 
Eu preparando a sopinha para o nosso jantar romântico à luz de velas, e a salamandra a todo vapor!
Não fazia uma semana que havíamos instalado a chaminé da salamandra e foi a nossa sorte! Sem a salamandra e seu foguinho, teria sido muito mais difícil enfrentar os cinco dias de frio e sem luz.
E assim foram as nossas noites sem luz, começava com um jantar romântico à luz de velas, e terminava com carteado. E eu perdendo de lavada... 
E por falar em lavada, os banhos eram assim, com estes chuveiros solares de acampamento. Aliás, foram os acessórios de acampamento do Leonardo que nos salvaram, pois tínhamos o carregador solar para carregar os celulares, e as bolsas para os banhos. E por sorte, o sol! Deixávamos a água nas bolsas, esquentando no sol durante o dia para tomar um banho mais ou menos no finalzinho do dia. 
Mais um jantar romântico... não aguentava mais tanto romantismo!
Uns e outros nem se afetaram com a falta de luz. ´"Minha cama tá arrumada e sequinha? Ótimo! É tudo o que preciso!" :)
Tivemos que comprar mais velas.
Fios sem luz mas com passarinhos!
 Na tarde de domingo voltou a luz. Estávamos tomando café da manhã quando vi o caminhão da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) passar com três postes em cima. Quase estendi um tapete vermelho para eles, que tiveram muito trabalho a semana toda. Muita gente ficou sem luz por dias! Os estragos foram grandes e muitos! 
Logo depois que passou o caminhão da CEEE, começou a chover e eles trabalhando, mesmo na chuva! A luz voltou depois das três da tarde. A primeira coisa que fiz, foi tomar um belo de um banho e lavar o cabelo.
A segunda coisa que fiz, foi um bolo mármore vegano. Estava louca por um bolo mas não tinha como fazer, pois o nosso forninho é elétrico. 
A noite foi de Netflix e bolo! Nada de jantar romântico à luz de velas! 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Cenas de inverno, ainda no outono!

 A Zara Piq Piq, que adora uma foto, vai mostrar o que rolou por aqui, nos últimos dias de outono.
 No feriado de Corpus Christi, Leonardo foi remar com os amigos e nós aproveitamos o belo dia de sol para pintar as aberturas da futura casa nova. 
Bicharada alimentada, incluindo a Anaconda que vive dentro de mim, fizemos o chimarrão e subimos o morro para trabalhar.
 Antes de começar, uma voltinha pela rua e uma foto do Recanto, visto do lado de fora.
Um Recanto ainda em obras.
Pausa no trabalho para lagartear no sol e comer umas bergas.
A figura preta é a Lépi e a fruta é a berga, ou bergamota, como chamamos aqui no sul. Tangerina e mexerica em outros cantos do Brasil.
 Esta é a Pê, que já está M mas, acho que não vai chegar a G, apesar do rápido crescimento no último mês. Leonardo e eu achamos que ela deu uma estagnada no crescimento.
E no primeiro plano, jaz metade de uma berga.
 E aqui está a Piq Piq de novo.
 Era para escolher uma das três fotos, a mais bonita... mas não consegui, a Piq Piq é muito fotogênica e fica bonita em todas as foto então, tive que publicar as três!
 Piq Piq metade no sol, metade na sombra e eu estava no sol, lagarteando! 
 E não era só eu que lagarteava! Olha só, quanta gente aproveitando o solzinho naquele final de manhã ventoso e gelado!
E era uma vez, duas bergamotas...
Bem vindo inverno! 
Não judia muito de nós, tá?!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Nós, o frio, o mar e a lua cheia

 No último domingo, Leonardo, Tombinho e eu fomos visitar meus pais na praia de Torres.
 Apesar de ter sido um domingo bem ensolarado, estava bastante frio.
 Lá pelas tantas, fomos levar o Tombinho para ir no banheiro, na direção do calçadão para tentar encontrar o meu pai, que tinha ido caminhar.
No calçadão, Leonardo achou a lua cheia nascendo, em baixinha ainda, e fomos até a areia para ver melhor.
 O visual estava lindo! Leonardo ficou fotografando e eu precisava distrair o Tombinho. Fomos sem bolinha, pois não tínhamos planejado ir até a beira da praia, mas encontrei um toco de árvore e fiquei jogando para ele buscar.
 E ele adorou a brincadeira!
Olha a lua cheia em cima do Trumbico!
Foto do Leonardo 
Tava lindo demais aquele final de tarde!
Amei esta foto do Leonardo! 
 Leonardo estava fotografando umas aves, no cantinho dos molhes.
 O vento levantava a roupinha do Tombo.
 Espetáculo de graça, nos últimos suspiros do outono frio.
Será que tá frio?