quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Procurando baleias na Guarda

Depois do teste de Tombinho na bicicleta, resolvemos fazer a trilha até o Costão da Guarda para tentar ver alguma baleia. Trumbico na mochila e lá fomos nós. Tombinho começou muito bem, quietinho na carona de Leonardo, só curtindo a paisagem. Para nossa sorte, a trilha estava bem sequinha, bem diferente da última vez em que estivemos lá, em fevereiro.
Localizada no município de Palhoça, na Grande Florianópolis, a Guarda do Embaú, que fica dentro do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é um paraíso de verde, mar e rio. Para chegar à praia é preciso atravessar o Rio da Madre, seja a nado ou de canoa. O mar da Guarda é ideal para a prática do surf e o rio, perfeito para passear de caiaque.
Reza a lenda, que o nome deve-se aos baús com tesouros que foram enterrados na praia pelos jesuítas, durante a Guerra dos Farrapos e pelos piratas que aportavam ali.
A trilha do Costão do Guarda contorna o rio e o mar, ora caminha-se por trilhas no meio da vegetação, ora por cima de pedras e também se passa por duas prainhas bem pequenas e muito simpáticas.
Erro da fotógrafa, a foto ficou muito clara...
Uma das prainhas da trilha.
"É a maior unidade de conservação no Estado. Ocupa aproximadamente 1% do território de Santa Catarina, com uma extensão de 87.405 hectares. Foi criado através do Decreto n° 1.260/75 e abrange áreas de nove municípios: Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí, Garopaba e Paulo Lopes. Engloba também as ilhas de Fortaleza/Araçatuba, Ilha do Andrade, Papagaio Pequeno, Três Irmãs, Moleques do Sul, Siriú, Coral, dos Cardos e a ponta sul da ilha de Santa Catarina. O Parque tem variada vegetação, reunindo cinco das seis composições botânicas do Estado. Começa no litoral, com a paisagem da Restinga, sobe a serra, alcançando o planalto em meio à vegetação dos Pinhais, passando, nessa transição, pela Floresta Pluvial da Encosta Atlântica, vegetação da Matinha Nebular e os Campos de Altitude da chapada da serra. Dentre a vegetação formam-se rios e córregos que serão responsáveis pelo fornecimento da água potável utilizada pelos moradores de toda Grande Florianópolis. O Parque abriga a bacia do Massiambu. Isso quer dizer que o rio Massiambu se mantém dentro dos limites do Parque desde sua nascente, constituído por pequenos rios, também formados no local, até desaguar no mar. "
Fonte: http://http://www.praiadapinheira/.com/parquedaserradotabuleiro.htm

Ops!

Chegamos na ponta das pedras e não demorou nem um pouco para ver algumas baleias no mar. Infelizmente, minhas fotos ficaram muito claras e não consegui registrar bem, mas o Leonardo ficou um tempão fotografando e filmando e conseguiu fazer registros muito bacanas. Para conferir, é só visitar o blog do Leonardo.

Vista da praia da Guarda.
Leonardo fotografando as baleias.

Eu e Tombinho esperando.

Leonardo filmando as baleias.
E Tombinho esperando.
Enquanto esperava, fotografei algumas flores...
...a praia da Guarda.

E Leonardo continua fotografando.

Tombinho coça as pulgas...

... e Leonardo filmando...

E eu continuei fotografando: Leonardo lááááá em cima da pedra.

Ilha dos Corais ao fundo.

Mais flores.

Tombinho, cansado de esperar, começou a se puxar pela guia pedindo para ir embora.
Finalmente, pegamos o caminho de volta para casa, quer dizer, para a pousada. Leonardo pediu que eu fosse filmando a trilha. Trumbico na mochila, nas costas do Leonardo e eu atrás, filmando os dois, olhando para a câmara e para o chão. Beleza de passeio!
Foto do Leonardo (as duas de cima).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Treinando Tombinho para as pedaladas.

No sábado de tarde, depois da pedalada e almoço na Pinheira, e de descansar um pouco na pousada, resolvemos fazer um teste com o Tombinho, pois planejávamos pedalar até a Praia do Sonho no domingo e não queríamos deixá-lo muito tempo sozinho na pousada.

Colocamos ele dentro da mochila e Leonardo pedalou com ele ali por perto. Deu certo! Ele ficou bem quietinho, só olhando para os lados ou me procurando.





Estando com o Leonardo, Tombinho não precisa de mais nada! Não importa se é para pedalar, caminhar ou andar de moto. Sim, ele anda de moto! Leonardo deu umas voltinhas com ele pelo pátio, em Porto Alegre, e parece que ele curtiu bastante! Só não anda de caiaque, porque a água ainda está fria, mas no verão as aulinhas irão começar.





Aprovado no teste, aproveitamos para treinar mais um pouco, levando ele na mochila, em uma caminhada pela trilha da Guarda, até as pedras, para ver as baleias.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pedaladinha da Guarda do Embaú até a Pinheira (24 de setembro de 2011)

Antes de pegar a estrada, mais uma espiadinha no rio e no mar.
Acordamos cedo no sábado. André nos mostrou as novidades e obras na pousada. Subimos no novo mirante e, para nossa surpresa, conseguimos ver algumas baleias lá de cima. Eu já fiquei maravilhada, mesmo vendo elas pequenininhas, de longe.
Depois desse presente no começo do dia, lá pelas 9h, Leonardo, Tombinho e eu tomamos café na padaria Simone. Ficamos numa mesinha na rua e o café estava muito bom!

Voltamos para a pousada, deixamos Tombinho descansando no quarto, pegamos as bicis e fomos até a praia da Pinheira.

Achei que a Pinheira fosse bem mais longe, uns 10 km da Guarda, mas não sei se deu 4 km até lá, é muito pertinho!
Ficamos na primeira praia que vimos, a Praia de Baixo.
Eu tinha uma imagem ruim daquela simpática prainha. Antes, a imagem que tinha era de uma praia suja, deve ser porque, quando fui lá, anos atrás, era o auge de um verão, a praia estava lotada de gente e, provavelmente, cheia de sujeira. Normal...onde tem o bicho Homem, tem sujeira. Bom, o importante foi que a má impressão que tinha se foi e adorei a Praia de Baixo!
Encostamos as bicis num esqueleto de barco e ficamos admirando a prainha, as gaivotas e outro esqueleto de barco que tinha na areia, mas bem mais inteiro que o outro.

Uma gaivota...

Muitas gaivotas

E mais gaivotas.

Gaivotas brigando, em pleno ar, por um peixe que caía da boca de uma, ia para a boca de outra e caía de novo...

Leonardo admirando a carcaça de um barco.


Eu na proa, fotografando Leonardo, que estava fotografando as gaivotas na popa da carcaça.

Ops, ele estava filmando e não fotografando.

Praia de Baixo

Agora sim, ele está fotografando uma gaivota!

Espiando pela popa.

E agora, pela proa.

Lembrei da Sandra, do blog Madeira em Forma quando vi esta mala antiga, que está mais parcendo um baú. Na noite anterior, vi a postagem dela sobre malas antigas que, segundo ela, são jogadas fora e facilmente encontradas pelas ruas de Curitiba, e no dia seguinte encontro uma, mas estava dentro do pátio de uma casa. Que pena! Senão, já carregava embora!

Quase na frente da casa da mala, tinha uma casa com uma bela Timbaúva e Leonardo parou para juntar as sementes que ficam dentro de uma vagem enorme. Largamos as bicis e ficamos os dois a juntar vagens e sementes. Trouxe umas 3 vagens para casa, são muito lindas e grandes!

Vagem das sementes da Timbaúva

E as sementes.

Leonardo colhendo vagens.

Voltamos a pedalar e fizemos mais uma paradinha na Praia de Cima.

Enquanto Leonardo filmava mais um pouco, fotografei as Onze Horas gigantes que tem pelas areias da Guarda e da Pinheira. São iguais às Onze Horas de jardim, porém com as folhas e flores enormes. Encontrei um pequeno tronco de árvore lisinho, trabalhado pelas águas do mar, e que juntei às vagens da Timbaúva par levar embora. Não sei o que vou fazer com tudo isso, mas vou juntando.



Continuamos a pedaladinha mais para cima, até acabar a rua. À partir daí, o morro vira propriedade particular.



Gostei deste nome.

Resolvemos almoçar na Pinheira e depois do almoço fomos até o super-mercado e voltamos até a Praia de Baixo para fazer a digestão. Leonardo ficou fuçando nas tralhas que deixaram dentro da carcaça do barco. Era um lixaredo só! Tinha pedaços de serrotes enferrujados, vários parafusos e outros pedaços da embarcação, tudo estragado ou enferrujado. Tinha também uma bota cheia de água, cordas e pedaços de redes e linhas de pesca inozadas. Ficamos sabendo que o barco foi doado a alguém que fará o portão da sua casa com as madeiras da carcaça. Gostaria de saber o que farão com todo aquele entulho que ficou dentro do barco.





A coisa mais interessante que o Leonardo encontrou ali foi um ultra-hiper-mini siri ou carangueijo. Acho que era um filhote e estava sequinho e levemente esmagado, mas tão minúsculo, que parecia um botãzinho de roupa de criança. Tadinho! Era tão pequeno e levinho, que voou da minha mão. Procuramos por ele no meio da carcaça e da areia, mas era como procurar uma agulha num palheiro. E não é que o Leonardo encontrou? Leonardo colocou ele numa caixinha de cartão de memória e trouxemos ele junto.



O tempo estava fechando, já tinha caído uma leve chuva durante o almoço, e resolvemos voltar para a pousada, até para não deixar o Tombinho preso por muito tempo. Sabe-se lá o que ele poderia aprontar.


Voltamos por uma simpática estradinha de areia, que desconfiamos que sairia na praia da Guarda. Resolvemos arriscar.

Parávamos o tempo todo olhando e fotografando casas para "roubar" ideias para a casinha de Maquiné.

Interessante placa de entrada de uma casa.

O caminho de volta, pela simpática estradinha de areia, tornou a volta mais rápida ainda do que a ida, por fora, pelo paralelepípedo. Toda a "grande" pedalada deu 10,41 km...

Chegamos na pousada e abrimos a porta do quarto com medo, devagarinho, esperando ver Aquele estrago feito pelo Tombinho. Mas que nada! O Trumbico se comportou muito bem! A única coisa que tinha fora do lugar era uma calça minha, que estava em cima da minha sacola e ele levou para a caminha dele. Querido!

Saímos na rua com ele para que ele desse uma voltinha e cuidar para que não avançasse em ninguém, pois de manhãzinha, atacou o pedreiro que chegava para trabalhar na pousada... que chato! Ainda bem que só pegou na calça e o moço não ficou brabo. O Tombinho tava se achando o dono da Pousada...que barbaridade!

Leonardo alongando e brincando com o Trumbico.