sábado, 11 de julho de 2020

O Ciclone Bomba no Recanto

 O mês de julho começou como uma bomba aqui no sul do país. Na noite de segunda (29/6) para terça (30/6), teve muita chuva com muitos raios e trovoadas, o que deixa a cachorrada apavorada e acabamos passando boa parte da noite em claro, tentando acalmá-los. A foto acima foi tirada na tarde de terça, não chovia mais, mas a quantidade de água que ainda descia morro abaixo, era impressionante!
Após um verão de estiagem no nosso estado, o nível do rio estava muito baixo, o trapiche flutuante  do Recanto chegava a ter um declive bem significativo por conta disto, e só com esta chuva, o trapiche voltou ao normal e o excesso de água formou uma piscina na beira do rio. 
O barquinho do Leonardo virou outra piscina.
 A chuva parou e na noite de terça para quarta veio o vento. Estava prevista a chegada de um ciclone que traria ventos fortíssimos, o tal do Ciclone Bomba. Que noite! Impossível dormir! As rajadas de vento faziam a casa tremer - sem exagero! - e parecia que o telhado sairia voando a qualquer momento. Até dormimos um pouco no começo da noite, um sono interrompido pelas rajadas mais fortes. Às 3h o Leonardo levantou e vimos que estávamos sem luz. Pedi que ele trouxesse o Macedinho para a cama (Macedinho é o nome do meu radinho de pilhas, homenagem ao locutor que escuto todas as manhãs - rerere). O Leonardo acha que escuto rádio demais, mas eu gosto, oras! E quando ele não está, coloco o despertador para às cinco da manhã, horário de começo do programa do Macedo, e fico na cama escutando o rádio e tirando uns cochilos até a hora de levantar - coisa de velho, né?! :)  
 Mas, voltando a noite do ciclone, pedi o rádio para saber o que estaria acontecendo em Porto Alegre e no resto do estado. Rádio ligado, conseguimos dormir mais um pouquinho, ainda acordando nas rajadas mais fortes, mas o rádio conseguiu tirar a nossa atenção da ventania e pegávamos no soninho de novo. Me surpreendeu, que até o Leonardo comentou que foi uma ótima ideia ligar o rádio, pq antes, ele ficava acordado, esperando a próxima rajada de vento. Foi uma noite horrível! 
Amanheceu e o vento continuava mas, com a luz do dia fica mais fácil suportar a ventania. Uma vizinha perguntou via whatsapp, se tínhamos luz, e mandou as duas fotos acima, mostrando os estragos na nossa estradinha, mais perto da casa dela. Dois postes caídos e um deles caiu por cima do portão da casa de outra vizinha, a dona Terezinha, onde compramos ovos de galinhas felizes.
O vento foi diminuindo durante o dia. Os estragos eram enormes em todo o estado e o litoral, onde moramos, foi uma das regiões mais atingidas pelo ciclone. 
Precisei improvisar alguns candelabros...
Nem vi o Leonardo tirar esta foto. Ele estava voltando da remadinha e fez a foto do lado de fora da janela da sala. 
Eu preparando a sopinha para o nosso jantar romântico à luz de velas, e a salamandra a todo vapor!
Não fazia uma semana que havíamos instalado a chaminé da salamandra e foi a nossa sorte! Sem a salamandra e seu foguinho, teria sido muito mais difícil enfrentar os cinco dias de frio e sem luz.
E assim foram as nossas noites sem luz, começava com um jantar romântico à luz de velas, e terminava com carteado. E eu perdendo de lavada... 
E por falar em lavada, os banhos eram assim, com estes chuveiros solares de acampamento. Aliás, foram os acessórios de acampamento do Leonardo que nos salvaram, pois tínhamos o carregador solar para carregar os celulares, e as bolsas para os banhos. E por sorte, o sol! Deixávamos a água nas bolsas, esquentando no sol durante o dia para tomar um banho mais ou menos no finalzinho do dia. 
Mais um jantar romântico... não aguentava mais tanto romantismo!
Uns e outros nem se afetaram com a falta de luz. ´"Minha cama tá arrumada e sequinha? Ótimo! É tudo o que preciso!" :)
Tivemos que comprar mais velas.
Fios sem luz mas com passarinhos!
 Na tarde de domingo voltou a luz. Estávamos tomando café da manhã quando vi o caminhão da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) passar com três postes em cima. Quase estendi um tapete vermelho para eles, que tiveram muito trabalho a semana toda. Muita gente ficou sem luz por dias! Os estragos foram grandes e muitos! 
Logo depois que passou o caminhão da CEEE, começou a chover e eles trabalhando, mesmo na chuva! A luz voltou depois das três da tarde. A primeira coisa que fiz, foi tomar um belo de um banho e lavar o cabelo.
A segunda coisa que fiz, foi um bolo mármore vegano. Estava louca por um bolo mas não tinha como fazer, pois o nosso forninho é elétrico. 
A noite foi de Netflix e bolo! Nada de jantar romântico à luz de velas! 

domingo, 28 de junho de 2020

Um mini sapo. Ou mini rã. Ou mini perereca.

Volta e meia cai um anfíbio destes nos potes de água da cachorrada e pasmem, não conseguem sair. Infelizmente, já tirei alguns mortos já. Parece estranho dizer que o bichinho morreu afogado mas, acho que é isso mesmo que acaba acontecendo com eles. 
Dias desses encontrei este micro anfíbio na água. Tirei e parece que ele gostou dos meus dedos porque ficou bem acomodado, até pose para a foto fez!
 Fiz uma rápida pesquisa para ver a diferença entre sapo, rã e perereca, e descobri que sapos vivem em terra firme e só procuram a água para a reprodução, têm a pele mais seca e rugosa e as patas traseiras são curtas, o que os impedem de dar grandes saltos.
As rãs são muito habilidosas dando grandes saltos, têm a pele lisa e brilhante, e vivem principalmente, em lagoas.
E as pererecas costumam ser menores que os sapos e as rãs, e possuem os olhos esbugalhados. Não gostam de lagoas, preferem viver em árvores e, como as rãs, são capazes de grandes saltos e de se fixarem em superfícies, pois possuem discos nas pontas dos seus dedos, que funcionam como ventosas e permite esta façanha! 

Ok, aula dada mas continuo sem saber quem é o piquitico agarrado nos meus dedos. :)

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Aves do Recanto


Hoje é sexta-feira. Na quarta-feira recebi mais uma visitinha dentro de casa. 
Foi muito engraçado porque a visita entrou sem fazer barulho, fui pegar alguma coisa e vi o bichinho em cima do forninho elétrico.
E ele me viu e continuou quietinho. Não sei há quanto tempo ele estava ali, mas não parecia nervoso como eles ficam normalmente. Abri todas as portas e janelas da casa e fui tentar pegá-lo. Ele voou para o mezanino, pousou, cheguei bem pertinho dele, quase peguei mas deixei escapar. Ele pousou numa viga alta, dei um tempo até que ele desceu e pousou em cima de uma armário da cozinha. Peguei a escada mais alta, um baldinho e uma tampa e consegui pegá-lo.
Fui até a varanda e abri o baldinho para ele sair mas, quem disse que ele saiu??? 
Ao contrário do que imaginei, que sairia voando esbaforido como a maioria dos outros, ele ficou pousadinho na tampa, me olhando. Comecei a conversar com ele, que continuou me olhando, e nossa conversinha deve ter durado um minuto, até que ele disse que tinha mais o que fazer e voou para uma árvore em frente.
A árvore não é tão pertinho e, ainda bem que eu consegui acompanhar o voo, peguei a máquina de novo e dei um zoom.
Lá estava ele, aparentemente calminho, olhando a paisagem.
Pena, que não virou de frente para eu poder fotografá-lo. Procurei no nosso livro de aves e não achei. Apelei para o nosso amigo Walter, conhecedor de aves, que disse se tratar de uma Ferro-velho, ou chincharra. Voltei para o nosso livro e aí sim, achei como chincharra e no livro diz que esta espécie possui um acentuado dimorfismo sexual, ou seja, machos e fêmeas diferem bastante. Se olharem no link da fonte Wikiaves , verão quantas fotos diferentes têm, desta mesma espécie.
Então, este é o chincharra, também conhecido por ferro-velho.



E hoje, uma sexta-feira chuvosa, estava eu dentro de casa pela manhã, quando escutei um canto diferente. Peguei a máquina e corri para a varanda. 
 Visualizei esta coisa fofa aqui, e pensei, "ah! Agora eu sei quem é! É o tal chincharra! Bem parecido com o outro mas com as cores diferentes por causa do dimorfismo... " Fué, fué, fué, fué fuééééé...
 Mandei a foto para o Walter e a resposta foi a seguinte: "é o Gaturamo-verdadeiro. Mesma família e mesmo gênero do ferro-velho (chincharra) mas outra espécie." Gaturamo-verdadeiro Fonte: Wikiaves 
Conclusão: é mais fácil conhecer raças de cachorro que espécies de aves mas, vou continuar sendo uma eterna admiradora de aves e eterna aprendiz conhecedora.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

As cores de abril

 
O outono é uma das minhas estações favoritas, se não for a favorita. Como boa libriana que sou, não gosto de extremos, nem muito frio, nem muito calor por isso, outono e primavera ficam na minha preferência pelo clima e pelo colorido. As cores do outono diferem um pouco e, apesar de não ser um colorido tão vivo como o da primavera, não deixa de ser menos bonito. 
 Este ano fiz a guirlanda de outono que tanto queria fazer! 
 Tirei as folhas de três árvores que temos aqui no Recanto: o carvalho, o ácer e a sakura, que é esta da foto acima. 
Esta foto de cima foi tirada no comecinho de abril, a sakura ainda tinha bastante folhas coloridas que caíam em abundância e lindamente!
 Esta foto tirei hoje, dia 8 de maio, sakura quase sem folhas.
O ácer em foto de março quando as folhas começaram a cair e eu não sei se estavam caindo porque estava na hora, ou por causa da forte estiagem a qual estamos passando.
 Olha a quantidade de folhas que estavam caindo!
"Oba! Foto! Tô dentro!"
 Coloquei a guirlanda na porta da cozinha, do lado de dentro senão, voaria rapidinho com os ventos que adoram passear por aqui.
 Justícia Vermelha e Piq Piq de novo... :)
A justícia chegou aqui em forma de um galho plantado pela minha mãe, que ela arrancou em Santa Catarina, fez mudinha e nos deu para plantarmos aqui. Plantei o galhinho junto com a cachorrinha Brisa, quando morreu. Agora já estou fazendo novas mudinhas para espalhar pelas cercas do Recanto e para doar para os amigos.
 Maravilhas.
 Amo as maravilhas! Abrem de noite, tem um perfume maravilhoso e lembram a casa dos meus pais, que era rodeada por maravilhas de várias cores!
 Aqui só nasceram brancas. Consegui as sementes em Osório, na frente da clínica veterinária onde levo a bicharada. Sempre que vou lá, roubo umas sementes. 
 As zínias... ah, as zínias! Minha nova paixão! Como as maravilhas, é só jogar as sementes que ela vêm com tudo!
 Estas fotos das zínias são do comecinho de abril e elas ainda estão bem coloridas!
 Uma rosa sobrevivente do ataque das formigas.
 Fiquei admirada que ainda abriram algumas margaridas!
Esta árvore com flores amarelas e mais quatro que tem do lado de dentro do Recanto, nasceram sozinhas.
 Elas crescem super rápido e florescem ainda pequenas.
Algumas pessoas acham que se trata da Chuva de Ouro mas não é. Se trata da Pau-Fava, Aleluia-amarela ou ainda a Senna macranthera, muito fácil de fazer mudas e enche de zangões e outros insetos que ajudam na polinização de várias plantas. 
Um espetáculo duradouro. As primeiras flores apareceram ainda em março, já estamos em maio e elas ainda estão cobertas de flores. 
 Pelo que pesquisei esta é a Cana-branca ou Caatinga. Os insetos e beija-flores adoram o seu néctar.
 As zínias estão perdendo a cor e começando a secar, e eu estou coletando as sementes para semear novamente. 
Dizem e recomendam que se plante zínias para atrair abelhas mas não vi abelhas, só borboletas. E tem abelhas no recanto mas elas estão mais interessadas no milho dos passarinhos. Cheguei a conclusão que o milho é o fast food das abelhas...
Gomphrena globosa, Gonfrena ou Perpétua que ganhei da sogra no dia do aniversário dela, dia 21 de fevereiro. Ela tinha visto estas mudinhas numa floricultura na Pinheira, em SC, e quis comprar para plantarmos no Recanto. E foi o que fiz e as três mudinhas continuam lindas!
Nada mal um pouco de cor para alegrar este período tão sombrio que estamos vivendo, né?!