terça-feira, 27 de setembro de 2016

A safra de agosto e setembro no Recanto.


"Quem planta, colhe!"
E quem não planta, também pode colher, se jogar uns grãozinhos de feijão na terra, como aconteceu comigo. Fui arrancar um matinho do canteiro de flores e me surpreendi, que o matinho era um pé de feijão! Isto aconteceu em agosto e contei numa postagem, em agosto.
 Mas a maior alegria, da minha recente vida de projeto de produtora rural, foram os moranguinhos! Primeira vez que plantei morangos na vida e já colhi alguns! Também já mostrei eles aqui
 Comprei uma caixa com 15 mudas de morangos e as plantei nas floreiras que o Leonardo fez, para evitar a cachorrada em cima e tentar cuidar melhor deles.
As primeiras flores apareceram em julho e, em agosto já apareceram os frutinhos.  
Como são poucas mudas, não conseguimos colher uma quantidade suficiente para algum preparo. 
Um dia tem três moranguinhos no ponto de serem colhidos, outro dia, dois, um... mas a satisfação é dez!
 Outra coisa que nasceu espontaneamente foi o espinafre. Olha que lindo, o espinafre que nasceu na floreira, molhado pela chuva!
Já havia dado espinafre por aqui, em outros anos. Acho, que as sementes vieram na terra, com alguma muda que trouxemos de Nova Petrópolis, da casa dos sogros, onde espinafre dava como mato, literalmente! E agora, está dando aqui, só que, eu estou tentando cuidar deste mato e até já levei umas mudas para um canteiro específico pois, aqui em casa, adoramos espinafre!
 Esta foto eu tirei para mandar para o grupo da família no zapzap, perguntando se alguém sabia se couve, que não a couve-flor, dava flor... É que comprei mudas de couve e estava estranhando que as flolhas não se desenvolviam, estavam minguadas. Eis que, nasceu esta flor, no meio do pé de couve e fiz a brilhante descoberta que me venderam brócolis por couve! 
Esta vai entrar, junto com o pé de feijão,  para as anedotas de uma maluca da cidade, no campo! :)
 Maluca ou não, estou feliz com as colheitas por aqui! Não é o suficiente para sair distribuindo para a família e amigos, como eu gostaria mas, dias desses, numa ida à Porto Alegre, colhi algumas verduras, fotografei e mandei para a mãe avisando, "o verdureiro está a caminho!"
Dias desses, teve salada de alface, rúcula e moranguinhos. A rúcula não é nossa, foi comprada mas,  já plantei de novo. Não dou sorte com rúcula, tomate e pimentão mas, já fiz um novo canteiro com estes três itens.  
Adoro salgado com doce, frutas com comida mas, o Leonardo não é chegado por isso, não piquei os moranguinhos como gosto.

Do espinafre fizemos bolinhos, ou melhor, o Leonardo fez, já que é um prato típico e mui amado, da família dele.
E em mais um sessão de exibicionismo, mandei esta foto para o grupo da família. O prato do dia era composto por brócolis da terra e batatas coradas com alecrim da terra, também. 
Como é bom comer o que a gente produz, ter a certeza de que não tem nada de veneno e reforçar a admiração pela terra, esta terra que, se bem tratada, tem muito a nos oferecer!

domingo, 25 de setembro de 2016

A fada do Rabito. Fada???

 Na estradinha de acesso ao Recanto, tem uma casa onde moravam um casal de idosos e sua bicharada, cães, gatos, vacas e sei lá o que mais. Desde que adquirimos o Recanto, em 2011, eu gostava de passar na frente da casa deles e vê-los sentados num banco, na área da frente da casa, tomando chima  com a bicharada em volta. Um dos cães era o Rabito, que ficava solto como os outros mas, de uma hora para outra, o prenderam num "vai e vem"."Vai e vem" é como chamam quando o pobre do cachorro fica preso numa corrente que vai e vem, presa a um arame, o que é muito comum de ver por aqui.
Curiosa que sou, perguntei por quê o prenderam e responderam que era porque o Rabito ia lááá num vizinho, matar as galinhas dele. Ainda me contaram como o Rabito apareceu por lá. Na verdade, foi o seu Léo quem contou, todo orgulhoso da esposa! Disse que o outro vizinho havia pedido ajuda da dona Lúcia para matar um cachorro, que apareceu no porão da casa dele e estava todo machucado, cheirando a podre (desculpem o termo, mas é bem isso!) e agonizando. Seu Léo contou que a dona Lúcia foi lá e voltou em seguida, para pegar o carrinho de mão, para buscar o cachorro, pois ele havia olhado para ela, que não teve coragem de matar, achou que tinha salvação e resolveu trazê-lo para casa para tentar curar e assim, o Rabito que, provavelmente havia sido atropelado e estava muito machucado e bichado, ficou bom com os cuidados da dona Lúcia.
 Tudo ia bem, até o Rabito começar a matar as galinhas do vizinho e ir para a corrente. E aí, infelizmente, o seu Léo faleceu, no começo do ano, a dona Lúcia foi morar com a filha e só ficou o Rabito na corrente, sob os cuidados do vizinho mas, ainda preso e na maior parte do tempo, sozinho. 
Volta e meia, quando passávamos ali, Leonardo parava o carro ou a bicicleta, e tentava fazer amizade com o Rabito, que se encolhia e rosnava, não demonstrando muita vontade de fazer novos amigos. Foram várias tentativas, até o dia em que, almoçamos fora e, como de costume, recolhemos os ossinhos do prato do Leonardo, para dar para algum cusco na rua. Estávamos de bicicleta aquele dia e no caminho, comentei com o Leonardo para oferecer para o Rabito.
Quando paramos as bicis, o  Rabito se encolheu e começou a rosnar, como sempre, mas quando sentiu o cheirinho da carne, baixou a guarda. Deu certo! 
 E passamos a levar sempre, uma comidinha para o Rabito, que na segunda vez que paramos, já nos recebeu com o rabinho abanando e as orelhinhas abaixadas e mais, conhece o barulho do nosso carro! 
Na verdade, o "cuidador" dele é o Leonardo, eu fico só olhando. Leonardo é quem dá a comida, troca a água e arruma a cama do Rabito, que parece o nosso Catatau.
Um dia desses, o Leonardo chegou em casa xixiado! Ele estava voltando do plantão e parou para dar umas carninhas que trouxe do restaurante. Disse que o Rabito deitou de barriga para cima e se xixiou de emoção! O jato de xixi pegou nas pernas da calça do Leonardo. :) Agora, sempre tomamos o cuidado, de ficar longe do jato, pois a emoção do Rabito é inevitável!
 Percebemos que a casinha dele está bem ruim e uma noite dessas, chovia e o Rabito estava enroscadinho no comecinho do galpão, até onde a corrente alcançava, que não era muito. Se viesse um ventinho de nada, ele se molharia. Pegamos uma casinha pouco usada pelos nossos e levamos para ele. 
A dona Lúcia e o filho, que aparece mais seguido, sabem que a gente costuma dar comida para ele e também avisamos o vizinho sobre a casinha.  
Dá gosto de ver a alegria do Rabito quando vê o Leonardo, que deve ser a fada madrinha dele! :) Fico imaginando o Rabito sonhando com a fada Leonardo,  chegando com ossinhos suculentos para ele. Esta semana ainda, tiramos a prova de que ele conhece o barulho do nosso carro, pois havia um outro carro, bem na frente do nosso e ele só levantou a cabeça, com as orelhas abaixadas, quando avistou o nosso carro. E ainda dizem que eles não são inteligentes! Esses humanos não sabem de nada!
Querido do Rabito! Por enquanto, é só o que podemos fazer por ele mas, melhor do que nada, né?!

sábado, 24 de setembro de 2016

Orquídeas Olhos de Boneca

Acho, que já mostrei aqui, as orquídeas que floresceram pela primeira vez, aqui no Recanto. Nesta foto, elas estão no auge, todas abertas, lindas!
 Esta foi a primeira foto que tirei dela, com o celular,  assim que vi as flores.
 Fiquei babando para as minhas orquídeas! Mandei foto para a mãe, toda orgulhosa e exibida!
No dia seguinte, a mãe manda uma foto com as mesmas orquídeas, que floresceram na casa dela, em Porto Alegre. Como se não bastasse a esnobação, com muito mais flores do que meu humilde galhinho, me informou que o nome é "Olhos de Boneca".
Um dia, a minha chega lá! :)

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Zara Piq Piq e o Dente de Leão

 Estava eu brigando com o vento e tentando fotografar um dente de leão, hoje de manhã, quando...
 ... de repente...
 ... aparece um focinho enorme no meio da foto!
 Zara Piq Piq veio conferir o que eu fazia abaixada ali,quando percebeu aquele enorme pompom branco.
Com vento e com focinho, fotografei o pompom!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Da série, "Pássaro na gaiola não canta... lamenta!" Santa Bananeira!

Uma coisa que aprendi com a minha mãe, vendo ela fazer, foi plantar árvores frutíferas para os passarinhos. Desde criança, lembro da mãe plantando árvores, escolhendo frutíferas, pesquisando e descobrindo novas árvores ou plantas que servissem de alimentos para as aves. 
Na nossa casa, em Porto Alegre, eu e ela plantamos várias frutíferas, sempre pensando neles. Se sobrasse para a gente, ótimo, mas a preferência era deles.
 Bem ao lado da casinha do Recanto, nasceu uma bananeira, que demorou a dar banana mas, deu! 
 A gente ficou bem feliz, "Oba! Teremos banana!" E ficamos esperando a hora certa para cortar o cacho.
 Os espertinhos penosinhos resolveram não esperar como nós, e atacaram as bananas.
 Olha o detalhe da boca cheia!
 Este foi o primeiro registro dos passarinhos atacando este cacho de banana.
Foi feito pelo Leonardo, no dia 9 de julho, às 8h45.
No dia 15 de agosto, às 8h47, eu flagrei este Fim-fim no cacho.
 Dá pra ver que, umas três bananas estão com as pontas bicadas, ou seja, o passaredo está aproveitando!
 A região de Maquiné é repleta de plantações de banana, mas, eles ensacam os cachos.
 E a caipira da cidade aqui, não entendia por quê eles ensacavam... agora, eu entendi!
É para que as saíras, os fim-fins, os bem-te-vis e qualquer outro bicho não estrague o cacho.
 De novo, as duas saíras, fotografadas por mim, às 7h38 do dia 16 de agosto.
 Olha, que banquete!
 E dá-lhe malabarismo para pegar mais banana!
 As bananas estão começando a amarelar, mas agora, decidimos não arrancar mais o cacho.
Tem gente que precisa mais dele, do que nós, né gordinho?!
 24 de agosto, 07h01
 A maioria dos registros foram feitos na hora em que estou preparando o nosso café. 
 Avistamos a bananeira, tanto da janela da cozinha, quanto da janela da sala, onde está a mesa.
E todo os dias de manhã, Leonardo e eu comemos banana, mas as nossas, são compradas. :)
Este foi o passarinho menos colorido que vi, se deliciando das nossas bananas.
 Por isso, aproximei e recortei a foto.
 Foi em 30 de agosto, às 7h36.
 Mais de um mês já se passou e o passaredo continua aproveitando o cacho.
 Tirei uma única penca para nós e outra para a mãe.
 O resto ficou todinho para eles.
As bananas já estão amadurecendo demais!
 Este foi o último registro, esta semana, dia 12 de setembro, às 11h08.
 Sobraram poucas bananas.
 E eles tenta aproveitar ao máximo!
 Agora, neste momento, um ciclone está passando pelo Rio Grande do Sul, a ventania está super forte e não tem mais nenhuma banana na bananeira.
 Hoje não vou ver mais nenhum passarinho se deliciando das nossas bananas. Nossas: minhas, do Leonardo, da mãe e dos passarinhos!
 Porque aqui, a gente também dá a preferência para eles.
 Acho até, que vou comprar um cacho e pendurá-lo na mesma bananeira, para continuar tendo o meu espetáculo matinal.
 Porque este espetáculo vale a pena!
E vai ser um espetáculo a preço de banana! :)