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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Remadinha no Maquiné e travessia por terra, para o braço morto.

 No último sábado, recebemos as visitas dos amigos Kenneth, de Pelotas, e Stella e Guilherme, de Porto Alegre, que vieram para dar uma remadinha até o areião da Lagoa dos Quadros. Como o vento estava muito forte, eu anunciei que não remaria até a lagoa, mas deixei todos a vontade para fazer o que bem entendessem, e todos concordaram que seria melhor deixar o areião para outra oportunidade então, optamos remar no rio Maquiné.
Leonardo resolveu mergulhar, logo na saída, já que estava com roupa apropriada para tal.
 Fazia muito tempo que eu não remava no rio Maquiné. Para dizer a verdade, que eu me lembre, só remei duas vezes nele. Uma delas, registrada aqui no blog, em 2009, quando nem sonhava  em morar em Maquiné, e Leonardo e eu remamos, um pouco antes da ponte nova em direção a Lagoa. E a outra, já de posse do Recanto, saindo da nossa casa e subindo o rio, mas não fomos muito longe, nem chegamos no bar do Moacir, de onde começamos a remada em 2009. E ainda não postei sobre esta pequena remada.
 Para entender melhor, o Recanto fica às margens do braço morto do Rio Maquiné, que se encontra com o rio Maquiné, um pouco antes do rio encontrar a Lagoa dos Quadros. 
Logo que saímos do braço morto e entramos no rio Maquiné, fiquei impressionada com as margens do rio, sem vegetação e com sinais de erosão. Sem contar as pegadas humanas, deixadas pelos pescadores, caixa e sacos plásticos. Triste realidade!
O tempo não estava atraente para remar, tinha vento no rio, sem sol e um pouco frio.
 Eu acelerei o meu ritmo para fotografar os amigos de frente.
 Leonardo é o primeiro, de amarelo.
Eles vinham numa conversa animada!
 Guilherme, Kenneth e Leonardo.
 Stella e colhereiros na margem do rio.
 Outra coisa que me impressionou, foi a quantidade de tocas nas margens do rio. 
 Não sabemos quem são os donos das tocas, se ratões do banhado ou lontra.
 Um martim-pescador no topo do toco.
Eu estava muito longe dele, tive que dar um belo zoom e fiz um recorte para aproximar mais ainda, por isso, a foto não ficou muito nítida, mas fica o registro.
 Uma linda figueira querendo tomar banho de rio.
 Parada para o lanche!
Outra linda figueira, e esta nos protegeu do vento forte.
No cardápio teve muito ovo cozido, pastel, mamão e o imperdível café da Stella e do Guilherme! Foto do Leonardo Esch.
Caiaques aguardando para voltar para a água.
 O vento aumentou e fomos olhar o terreno para ver se teria como passar os caiaques por terra, para o braço morto, que fica bem pertinho no rio neste trecho.
 Resolvemos voltar para água, remar um pouquinho de volta, para aportarmos novamente, onde a distância por terra ficava menor para acessarmos o braço morto.
 Leonardo "vestindo" o caiaque. :)
 Em seguida, aportamos novamente.
 Subimos os caiaques até a estradinha que acompanha o rio.
 Guilherme ajudando a amada, Stella.
 E agora, é só arrastar os caiaques até o braço morto. Kenneth estava remando com o Cupim, caiaque de madeira feito pelo Leonardo, e não quis se arriscar, arrastando o caiaque emprestado, mesmo o Leonardo afirmando que não teria problema pois, o terreno é muito macio, um tapete verde e muito bem aparado pelas simpáticas vaquinhas e terneirinhos que habitam e adubam o local. :)
 Leonardo e o pai dele já haviam feito isso, mas no sentido contrário, do braço morto para o rio, anos atrás, logo que adquirimos o Recanto, e eu tinha uma curiosidade muito grande, de saber como era aquele pedacinho de terra, que é uma fazenda particular, e fazer o mesmo.
 Este morro que aparece na foto é o Morro Maquiné e o menorzinho, no canto da foto, é o cucuruco que tem, quase ao lado do Recanto. 
Eu, Stella e suas galochas. Imagem capturada pelo Leonardo Esch, da sua GoPro.
 Chegamos no braço morto! O problema é que a margem tem lodo e isso proporcionou boas risadas, principalmente, quando a Stella atolou os pés e perdeu as galochas, que ficaram presas no lodo. Foi muito cômico!
 Tirei esta foto  sem olhar, pois queria pegar o gado atrás da gente, que se aproximava numa curiosidade interessante e engraçada!
 Comentei que eles viram a Stella perdendo as galochas e resolveram se aproximar para rir mais um pouco. 
 Esses bichinhos são muito curiosos! Me chama a atenção, como eles ficam olhando para a gente, quando passamos de caiaque pelos rios. Mas a aproximação deles agora, foi muito engraçada porque eles vieram para nos ver mesmo! Em seguida que começamos a nos afastar, eles voltaram a suas atividades.
 Eis o cucuruco mais de perto, com um foco de incêndio. E logo na margem, a vegetação, que também já sofreu um incêndio. Humanos...
 Um lindo gavião!
 Mais ao longe, fotografada com o zoom, uma simpática casinha na beira do rio.
 Este moço remando, é o dono da simpática casinha! :)
 Olha, que coisa mais linda, este bebê com sua mãe! Parecem um só! Que vontade de levá-los para casa! E viram a curiosidade dele, também?!
 E no meio dos galhos secos, uma linda tesourinha.
 O "moço", quase  chegando na sua casa. :)
 Eu amo esta casinha!
 Não sei o nome destes bichinhos mas, acho eles umas gracinhas!
 E esta belezura, que eu nunca tinha visto, estava na chegada, e não fugiu da gente. Consegui tirar várias fotos dela e, pelo que vi, se trata de uma garça azul, que eu nem sabia que existia.
Chegando de volta ao Recanto, Stella e eu decidimos ficar em casa, enquanto que os bravos remadores, Leonardo, Kenneth e Guilherme, foram pegar umas ondas na lagoa e treinar resgate. E assim acabou mais um dia de remada com amigos! 
Tirando o vento e o frio, foi ótimo! Obrigada amigos!
E obrigada natureza, por ser tão bela! Te peço desculpas pelos meus semelhantes, tão mal educados e tão estúpidos, que não te tratam com o devido respeito!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Pedalada Domingueira

Era para ter acontecido a Remada da Lua Cheia neste final de semana, mas o tempo não permitiu. 
Era para ter acontecido um pedalzinho com os amigos Maria Helena e Trieste no domingo, mas estava chovendo, ou chuviscando em Porto Alegre, de onde eles viriam para nos encontrarmos no meio do caminho, e eles acharam melhor abortar a missão. Leonardo e eu estávamos com tudo pronto, lanche, bicicletas e disposição. Chegou a cair um chuvisqueirinho no Recanto, bem cedo, mas decidimos sair para pedalar pelas bandas de Maquiné mesmo, para não perder a disposição e a oportunidade.
Saímos de casa e contornamos o morro Maquiné pela Prainha, tendo a bela companhia da Lagoa dos Quadros por um bom pedaço do caminho.
Deixando o morro Maquiné, passamos por baixo da BR 101, entramos na antiga 101 e, em seguida entramos numa estradinha de chão, ao lado do rio Maquiné.
Na foto acima, aparece o que mais tem em Maquiné: eucaliptos e bananeiras.
O tempo estava bem feio, nublado e frio, mas pedalar aquece o corpo, a alma e a visão, para quem pedala em estradas como esta.
Não se via quase ninguém nas ruas ou nos pátios. As pessoas deviam estar trancadas dentro de casa, preparando o almoço e se aquecendo em seus fogões à lenha. Aqui, estes porquinhos já estavam almoçando.
Adorei esta duplinha fantasiada de dálmatas!
Porco com pintas!
As nuvens baixas entre os morros, estavam dando um show à parte.
Num determinado ponto resolvemos entrar numa estradinha que não conhecíamos. O Leonardo comentou que havia visto no google, há algum tempo, que a estrada não teria saída e fomos conferir. Lá pelas tantas, resolvi pedir informação para alguns moradores para saber se ela não tinha saída mesmo e se ia muito longe. Havia um casal descarregando coisa de um caminhão na frente de uma casa, fui falar com eles e qual não foi a minha surpresa, quando vi que se tratava do filho do seu Léo, um vizinho mais distante, morador da estradinha de acesso para o Recanto, falecido no começo do ano.
O Luis estava na frente da casa do sogro e nos convidou para conhecer a casa dele, que era um pouco mais adiante, e um lajeado de pedras, ideal para banhos de verão, dentro das terras do sogro. 
Caminhamos um pouco por uma trilha e atravessamos um riachinho com pedras. Eu não queria molhar os pés e disse para o Leonardo continuar com ele, mas Leonardo molhou os pés para me ajudar, me apoiando para poder me equilibrar nas pedras sem escorregar. Meu herói!
Realmente, o lugar é muito bonito! Ah, fomos comendo bergamotas de uma bergamoteira que tinha na frente da casa do Luis.
A trilha atravessa o pequeno rio e segue morro acima, dá para vê-la na foto, uma pequena trilha, ao lado de uma árvore. Leonardo e eu pretendemos voltar para subir a trilha a pé e, se for um dia quente, quem sabe, se refrescar nas pequenas corredeiras do riozinho.
Depois de rapidamente, colocar a conversa em dia, comer mais umas bergas e recusar o convite para um mate, seguimos nosso caminho pela nova estradinha que, segundo o Luis, devia ter mais uns quatro quilômetros, da casa do sogro dele até o fim. Recusamos o convite para o mate porque já era quase meio-dia, não queríamos atrapalhar o horário de almoço da família, e porque estava começando a cair uns pinguinhos.
Que tal esta casinha, Cris?
Sempre que vejo uma casinha isolada, no meio do mato, lembro da Cris, do blog Sítio da Cris, uma amiga virtual que se tornou real, que sonha em morar longe da civilização.
Aquela estradinha desconhecida, por onde passou o caminhão do Luis, foi estreitando e entrando na mata.
Os pingos aumentaram de intensidade, ficou um chuvisqueiro fino, mas molhado, que fazia escorrer pingos do meu capacete.
O piso estava bastante úmido, um pouco, pela chuvinha e um tanto, pela umidade natural da mata. Alguns trechos tinham muitas pedras, que estavam muito escorregadias para o meu gosto.
Ainda encontramos alguns barracos mata a dentro. Um estava ocupado, com algumas pessoas ouvindo música.
Este, está abandonado.
E este, no cantinho da foto, apesar da aparência de abandono, tinha um carro estacionado ao lado. Ali, a estradinha se dividia em duas pequenas trilhas e declarei para o Leonardo que eu não gostaria de seguir adiante por alguns motivos. Primeiro, porque estava chuviscando e o piso muito umedecido e escorregadio. Segundo, porque teria que ir empurrando a bicicleta, pois, ao que tudo indicava, ali começava uma subida ao morro. E terceiro porque a gente escutava muitos cães latindo, e aquele carro ao lado do galpão, colocaram pulgas atrás da minha orelha, me fazendo desconfiar que haviam caçadores na mata e aquele galpão seria o "point" deles. Para evitar stress e quem sabe até, sermos atingidos por uma bala perdida, melhor picar a mula de lá o quanto antes.

E foi o que fizemos, demos meia-volta! Haviam dois córregos para atravessar e Leonardo adora filmar a minha travessia, torcendo por uma vídeo cassetada!
 Ele bateu foto também.
E não teve vídeo cassetada!
Já aconteceu de eu baixar algum vídeo e ele não aparecer na hora da postagem. Vamos ver se este, vai aparecer.
"Pela estrada a fora eu vou pedalando..."
A volta foi bem mais fácil do que a ida, pois estávamos descendo, mesmo sem perceber.
Alguns quilômetros depois, chegamos no Balneário de Maquiné.
A água estava maravilhosamente verde!
E espelhada!
Na ponte do Balneário fizemos um lanche e os lambaris também, já que o Leonardo deu, quase metade do sanduíche dele para a lambarizada!
Festa dos lambaris!
 Chegando na cidade, que mais parecia uma cidade fantasma.
 Foram várias paradas para fazer cafuné na cachorrada. Esta cadela nos cortou o coração! Desconfio, que recém havia sido abandonada. A chamamos para que ficasse conosco mas saiu andando muito rápido e desnorteada pela rua. A pedalada foi triste e pesada a partir dali.
Já na Estrada do Cantagalo, quase chegando em casa.
Gosto de ver a festa da minha turma com a nossa chegada, mas sempre esquecia de filmar. Desta vez, lembrei. 
No final tem uma tremida, não se preocupem, não caí da bici, só estava parando e descendo, segurando a bici com uma mão e a máquina fotográfica na outra. Bom, tô falando, quer dizer, escrevendo isso, contando que o vídeo tenha baixado direitinho. 
Este foi o trajeto registrado pelo Strava, um aplicativo que a minha irmã sugeriu que eu usasse para motivar os meus treininhos. Tenho usado ele nas caminhadas-corridas e pedaladas. Aquela linha reta, na parte de cima, é um atalho que o Strava criou, do ponto em que perdemos o sinal de internet, até voltar o sinal. Ele marcou aquela linha reta, de um ponto a outro. 
Este trajeto marcado pelo Strava com este atalho, deu 30 km de pedalada, mas devemos ter pedalado entre 35 - 40 km, pois, só da casa do sogro do Luis, até o final da estradinha, segundo ele, dá uns 4 km, e o sinal só voltou no Balneário, o que acresce mais alguns kms.
E assim foi a nossa pedalada domingueira! Estou pegando gosto pelas pedaladas de novo! Que venham as próximas!