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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caiacada no rio Gravataí - 22 de janeiro de 2012

A minha primeira remada do ano aconteceu no rio Gravataí, sugestão do amigo Fernando Bueno, que já rema há algum tempo por aquelas águas. Fomos eu, Leonardo, Germano, o"anfitrião" Fernando e Jair, que já conhecia do curso mas nunca havíamos remado juntos.

A princípio eu não ia participar desta remada, pois o meu caiaque estava em Maquiné, mas Germano ofereceu o duplo dele para que eu e Leonardo remássemos juntos e como estávamos a uma semana da grande remada de Porto Belo a Tijucas, resolvi aceitar para treinar um pouco, pois não remava desde novembro. Então,Leonardo e eu usamos o Caiacão, o caiaque duplo do Germano, comprado por ele para remar com as suas cachorrinhas Chupinha e Filhinha. Ele diz que comprou para que os filhos humanos, Fernando e Luciano usassem, mas tenho certeza que a verdadeira intenção não era bem essa... :-D

Leonardo e eu acordamos às 5h e seguimos para Canoas para pegar o Caiacão na casa do Germano. Caiacão preso na Parati, seguimos Germano, que levava o Caiaque do Véio e o caiaque do Fernando no Gol, e passamos na casa do Fernando, em Gravataí, para buscá-lo. De lá, seguimos para a Freeway, onde encontramos Jair, vindo de Alvorada e seguimos todos para Glorinha onde começaríamos a remada.
A ideia era começar a remar bem cedo para fugir um pouco do calor e ficar mais tempo parados na hora do almoço, horário mais quente do dia, mas essa ideia foi por água abaixo quando o carro do Germano estragou.

Começamos a remar às 11h!!!

O dia, que havia começado com uma forte cerração, estava com sol e calor muito forte!

Eu e Leonardo não nos acertávamos no caiaque duplo. Ele dizia que eu estava remando muito rápido e passamos a remada toda implicando um com o outro.

O rio Gravataí não tem muitos atrativos, coitado! Já havia remado num outro trecho do rio, justamente o mais poluído e foi uma das remadas mais interessantes que fiz. Podem ver o relato e fotos desta remada aqui. Foi uma das remadas mais interessantes por ver de tão perto, um rio agonizando. O trecho remado em 2010 foi de Canoas a Porto Alegre, pura poluição.

Não sei qual a situação do rio no trecho remado desta vez. A água é muito escura, amarronzada, mas isso não quer dizer que seja poluído. No local de onde saímos havia muita espuma, o que dava a impressão de ser dejetos de alguma indústria ou de fazendas, que também contribuem bastante com a poluição dos rios. Mesmo assim, pela primeira vez numa remada, vi uma coruja tão de perto. A coruja era enorme, nunca vi tão grande! Nem tentei fotografá-la, porque minha maquineta não aproxima muito e tentei passar bem devagar com o caiaque para não assustá-la e para que o Leonardo conseguisse um bom registro dela e acho que conseguiu. Depois desta coruja gigante, apareceu outra menorzinha, que tentei fotografar, mas só dá pra ver a mancha preta.

"O Rio Gravataí forma-se no Banhado Grande, que abrange os municípios de Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí e Viamão, portanto, a nascente do Rio Gravataí é o Banhado Grande.
Este banhado recebe as águas de toda a bacia hidrográfica compreendida nestes Municípios, se situando entre a Serra Geral e a Coxilha das Lombas.

A Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí possui uma área de aproximadamente 2.020 Km2, abrangendo os municípios de Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Viamão, Porto Alegre e pequena contribuição de Taquara.
A importância do Banhado Grande se dá em referência ao mecanismo regulador da vazão do Rio Gravataí, pois para lá convergem todas as águas que, gradativamente, alimentam o Rio. É como se o Banhado fosse uma esponja, que absorve a água e a vai liberando aos poucos. O Banhado Grande tem uma importância fantástica relacionada com a flora e fauna, pois ali vivem inúmeras espécies animais, que tem esta região como seu habitat natural.
É ponto de migração de aves que vêm de outras regiões do Brasil e até mesmo de outros continentes, que passam pelo banhado em diferentes épocas do ano, em busca de repouso e alimento farto para seguirem em novas viagens. Uma infinidade de peixes e répteis buscam seu último e derradeiro ninho de abrigo, no Banhado que, com suas águas mornas e calmas, permite a desova, o aninhamento e a procriação destes animais. Grandes mamíferos, já em fase de extinção, tem o Banhado como refúgio.
O Rio Gravataí é a principal alavanca para o desenvolvimento de toda a região. Deste manancial hídrico é realizada a captação de água para o abastecimento público de quase 1 milhão de pessoas.
A água que abastece as indústrias dos mais diversos ramos é retirada do Rio Gravataí. Assim como as lavouras de toda a região da bacia, a criação de gado, as atividades de lazer e recreação são abastecidas pelas águas deste manancial hídrico.
Quando acordados pela manhã e lavamos o rosto usamos esta água, sendo este o primeiro ato que nos mostra a presença do Rio em nossas vidas. Portanto, a importância do Rio Gravataí é fundamental para a sobrevivência da população.
A preservação do Rio Gravataí não pode ser somente um sonho dos ecologistas, mas uma batalha que cada morador da região, cada industrial, cada agricultor, que cada cidadão deva seguir, tendo a consciência de sua importância.
Uma atitude concreta que podemos fazer para que o Rio continue vivendo é providenciar que em nossa residência, no local onde moramos, o esgoto seja ligado à rede do Programa Pró-Guaíba, para que lhe seja dado o destino adequado em uma estação de tratamento.
A rede de esgoto já passa em frente à nossa casa. Agora, devemos facilitar o trabalho da Corsan, quando esta vier efetivar a ligação. Neste momento, estaremos dando nossa mais preciosa colaboração para a preservação do Rio.
Finalmente, enfatizamos a importância do complexo do Rio Gravataí, o Banhado Grande, a Serra Geral, Coxilha das Lombas, enfim, todo a vale do Rio Gravataí, pela sua beleza e importância."


Este trecho foi retirado do site da Prefeitura de Gravataí. http://www.gravatai.rs.gov.br/site/fundacoes/fmma/rio.php


Resolvi copiá-lo quase que por inteiro, pelas informações que tem e pelo "apelo" para que a população de Gravataí e dos munícipios que formam a bacia do Gravataí, cuidem do rio.

Pena que essas informações estão em um site e nem todos têm acesso à internet, muito menos se interessam em saber disso.

Acho que, se a Prefeitura de Gravataí realmente se preocupasse com o rio, deveria se fazer presente no camping onde aportamos, por exemplo, tentando fazer uma educação ambiental com os frequentadores do camping e do rio.

O nosso local de chegada foi o camping Cataúcho, às margens do rio Gravataí, e que recebe muita, mas muita gente mesmo, nos finais de semana. O resultado dessa quantidade enorme de gente é lixo no rio.

As fotos a seguir foram tiradas numa parada que fizemos para fugir do calor.

Depois de um almoço farto, por parte dos mosquitos que nos devoraram, tentamos descansar um pouco no local do lanche, mas o calor e os mosquitos nos correram de lá e resolvemos voltar para a água.

Juntamos os quatro caiaques e ficamos um bom tempo curtindo aquela sombra e ouvindo as histórias de um pesacador que estava recolhendo suas redes.

Germano e Leonardo
O pescador.
Jair e Fernando.
Leonardo e meu olho.

Voltamos a remar para finalizar a remada. A primeira parte da remada foi legal por ser uma região quase que deserta. Volta e meia passávamos por um acampamento com algumas pessoas pescando, mas o pior deste trecho foi o calor e a falta de vento. Nem uma brisinha tinha para aliviar um pouco. Já o trecho final, do almoço em diante, cada vez mais encontrávamos pessoas acampadas ou apenas fazendo um pic-nic de domingo com amigos e familiares, mas a quantidade de gente foi aumentando e a quantidade de bagunça também. Dava para perceber que alguns já deviam estar bem alcoolizados. Quanto mais perto do camping, mas pessoas e mais bagunça. E a brisa também apareceu, de leve...
"O rio Gravataí deságua no delta do Jacuí, um conjunto de canais, ilhas e pântanos, a partir do qual, forma o lago Gauíba. A partir do Guaíba as águas seguem para a Lagoa dos Patos e, daí, por seqüência, para o Oceâno Atlântico." Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Gravata%C3%AD

Nem deu para ficar conversando muito tempo depois que desembarcamos, pois o calor era insuportável e a água do rio, nem um pouco convidativa para um banho.
Chegamos relativamente cedo em casa. Eu estava com dor de cabeça, talvez por acordar cedo, talvez pelo calor e talvez por causa de uma gripezinha que tentou me pegar, pois tive dor de garganta também. Cheguei em casa, alimentei a bicharada, tomamos banho e começamos a conversar o que jantaríamos, se comeríamos algo em casa ou saíriamos para comer fora. Deitamos na cama conversando o que cada um tinha vontade de comer...e pegamos no sono. Devia ser umas oito e pouco, nove da noite, não tinha escurecido ainda, mas capotamos e dormimos até o outro dia de manhã. Que canseira! Não pela remada, que deu uns 20 km, mas pelo calor.

Obrigada Germano, pelo empréstimo do Caiacão!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Caiacada Rio Gravataí - 20 de junho

Depois de quase dois meses sem remar (a última foi em 02 de maio!!!), o retorno foi algo indescritível...
Combinando o trajeto durante a semana, o Germano mandou a seguinte sugestão: "saindo do rio Gravataí - aquele bem poluidinho- mas, agora aproveitando que a chuva já levou um pouco de lixo embora, podemos encarar.
...sairemos do clube Albatroz na direção do Delta, subindo pelo arroio das Garças e dando a volta nas ilhas das Garças e Humaitá. Acredito que possa haver muitas possibilidades de fotos da fauna (até lontras, brincadeira, só garças) e no retorno, fotos do por-do-sol próximo a ponte da BR 116 e no costado de algum navio atracado."
A sugestão foi aceita!
Depois de um sábado de chuva, o domingo acordou frio e de cara feia, mas nos encontramos no clube Albatroz e começamos mais uma remada.
Eu sabia que o rio Gravataí é poluído, mesmo assim levei um choque ao vê-lo de pertinho. Foi uma das experiências mais interessantes que passei na minha vida e terminei a remada pensando que todos deveriam passar por isso também, ver o que o homem fez com um rio.
Como falei no começo, foi indescritível, por isso não farei um relato como de costume, ficarei em silêncio, como fiquei em boa parte do trajeto, um pouco por frio e um tanto matutando na situação do Gravataí.
Resumindo a remada, Leonardo, Germano e eu saímos pelo rio Gravataí, arroio das Garças, passamos pela foz do rio dos Sinos, outro coitado, e entramos no rio Caí onde almoçamos e eu quase congelei. Ah, tudo isso foi remando contra a correnteza. Na volta foi mais barbadinha, era só rio abaixo.
Já de volta ao pobre Gravataí ouvimos os festejos pelos gols do Brasil.
No clube Albatroz fomos recepcionados pela cachorrada acima e por um senhor que estava no clube e cujo nome não recordo.

Entrando nas águas do Gravataí, um pouco depois das nove horas de la matina.



Ainda bem que foto não tem cheiro...

Uma garça no meio do lixo acumulado na beira do rio.


Muitos peixes mortos.



Peixes mortos...

Passando embaixo da ponte.




Crianças passando por baixo da ponte, a maior carregando um saco cheio de pasto.

Logo após a ponte, muitas embarcações atracadas e algumas estavam sendo descarregadas ou carregadas...
Um atleta de remo treinando no Gravataí???

O remador, Leonardo e o Trevo Norte.


Em seguida passou outro atleta (pontinho branco no canto esquerdo da foto). O pontinho amarelo do lado direito é o Germano.
Dá medo passar ao lado destas monstruosidades!





Garças pousadas numa tubulação.
O primeiro remador retornando.

Mais peixes mortos. Aliás, da fauna que o Germano pretendia encontrar só vimos as garças e os peixes mortos. E uma e outra espécie de aves que não se deixaram fotografar.

Logo que chegamos no clube Albatroz, me chamou a atenção a quantidade de peixes pulando na água. A primeira coisa que me veio à cabeça: "Nossa! Quantos peixes!" ... Quanta ilusão...! Os peixes pulam para tentar respirar e por esse mesmo motivo é que deve ter tantas garças na beira do Gravataí. Os peixes ficam dando sopa na superfície e as garças "crau!" neles!

Saindo do rio Gravataí, entrando no arroio das Garças onde não se vê uma única garça. Elas debandaram para o Gravataí.


Não é fumaça, nem cerração. É lente embasada mesmo!

Aqui, o sol ameaçou sair, mas acho que se assustou com o frio e se recolheu de novo. E assim ficou durante todo o dia.







A árvore tombou com raiz e tudo.


Parada para o almoço numa prainha do rio Caí, em Morretes. Prainha muito simpática mas deve ser mais agradável no verão. Ela é muito aberta, não tínhamos onde nos proteger do ventinho que batia na gente com as roupas molhadas. No que parei de remar, comecei a bater queixo. Não tinha o que aliviasse o frio. Me senti uma chata pedindo para terminarmos logo o almoço e voltarmos a remar, pois remando não sentia frio, mesmo com as roupas molhadas.



Claro, que tinha que aparecer um cachorro e ele estava muito esfomeado e amedrontado. Queria comer mas não queria chegar perto. Leonardo deu toda a pizza dele tentando conquistá-lo, ele chegava perto mais não se entregava.


Esse trator levou o barco até dentro d'água e depois, não conseguia sair. Foi a distração do almoço.

E ele, sempre na volta...

Voltando para a água. Agora remaríamos a favor da correnteza.



Praias simpáticas no Jacuí.


Essa folha estava boiando quando resolvi pegar e levá-la para casa. Está dentro de um livro para futuro aproveitamento.


Muitas taquaras que faziam um barulhinho gostoso com o vento batendo. Pena, que foto não tem som!
Leonardo espichando o esqueleto.





Leonardo e Germano conferindo a carta náutica para decidirem qual direção tomar.






De volta ao Gravataí.











Se acha de tudo boiando no rio.
E assim aconteceu a remada pelo pobre rio Gravataí. Será que ele tem salvação? Enquanto remava, pensei e concluí que gostei e não gostei da remada. Não gostei porque não é nada agradável remar em águas tão poluídas com peixes mortos, todo o tipo de sujeira boiando, a água marrom com uma nata por cima. Eu remava bem devagar para não respingar uma gota sequer em mim. Boca fechada, "respirando baixinho" para tentar não sentir o ar podre que saía da água. Pobre rio! Queria fazer algo por ele. E gostei da remada justamente por ter tido essa oportunidade. Ver pela TV ou jornais é diferente do que ver com os próprios olhos. É muito triste! Mas as pessoas tinham que ver isso também para evitar que aconteça o mesmo com outros rios. Mas quem se importa?

Final: 30,70 Km de remada.

Leonardo, eu, encolhida de frio e Germano.