domingo, 27 de setembro de 2009

Caiacada no Rio Capivari - 26/09/09 (atualizando)

A minha sexta caiacada aconteceu no último sábado e não foi pelas águas do Guaíba. O destino desta vez, era as águas do Rio Capivari.
Mais uma vez, madruguei para deixar a bicharada de barriga cheia e, como não precisávamos ir até o GPA, tomamos café em casa, tranquilamente, esperando o sinal do André para encontrarmos com ele e demais remadores perto de casa, por onde eles teriam que passar. Sinal recebido, saímos eu, Leonardo, o Ilegal e o Quindim Precioso para a nova aventura. O dia estava começando com bastante nuvens, que foram desaparecendo pelo caminho.
Ilegal e Quindim Precioso prontos para a saída.

Pequeno comboio canoístico.
Pegamos a RS 040, que liga Porto Alegre ao litoral até a ponte do Rio Capivari, no município de capivari do Sul. Estávamos em três carros, seis pessoas e seus respectivos caiaques. Paramos os carros à beira da rodovia para retirar os caiaques e tralhas.
O nosso problema era a falta de apoio por terra. Após descarregar os carros, saímos eu, Padaratz e Germano, cada um, em um carro para deixar 2 carros na cidade vizinha, Palmares do Sul, local da chegada da remada. Voltamos os três no carro do Germano, que ficou em um posto de gasolina a 3,3 Km da ponte, distância esta, percorrida por nós três na pernada até a ponte, enquanto Leonardo, André e Paula ficaram com tralhas e caiaques na beira do rio. Tentamos taxi, mas só existem 2 na cidade sendo que um estava ocupado e ia demorar e o outro estava em Osório. Sugeri que eu encenasse um mal-estar para ver se a viatura da polícia, que estava no posto de gasolina, não nos levaria até a ponte, mas achamos melhor não arriscar...
Rio Capivari e a ponte na RS 040.


No fundo da foto, Germano e André descendo um dos caiaques.

O rio visto da ponte.


"A origem do nome do Município de Capivari do Sul refere-se ao Rio Capivari que banha essa região. Ele nasce após o Banhado do Quilombo e deságua na Lagoa Capivari. (A denominação de Capivary foi dada pelos indígenas e significa Rio das Capivaras, devido presença destes animais na região)." Fonte: www.rsvirtual.net

Germano, André e Padaratz esvaziando os carros.
Deixamos os dois carros numa rua sem saída, na beira do Rio Palmares, por onde chegaríamos algumas horas mais tarde e bem na frente do Centro de Ecoturismo da cidade.

"O Centro de Ecoturismo foi instalado em 1997 no município através de um projeto de incentivo ao ecoturismo do governo Federal envolvendo cinco cidades do sul do RS , Tavares, Mostardas, São José do Norte, Rio Grande e Palmares do Sul. No Centro atualmente funciona a Secretaria Municipal de Turismo e neste local e serve de ponto de informações turísticas da cidade concentrando todo arquivo fotográfico do município. O pátio do Centro é muito utilizado para lazer pois fica a beira do Rio Palmares proporcionando uma das mais belas vistas da Cidade. " Fonte: www.palmaresdosul.rs.gov.br

Por aqui, chegaríamos mais tarde.
Padaratz e Germano na pernada de volta à ponte.Uma garça no topo da árvore.
Leonardo vindo ao nosso encontro na estrada, pouco antes da ponte.



"Com o Rio Grande tomado pelas forças imperiais, a saída de Garibaldi foi transportar os barcos Seival e Farroupilha por terra entre a Lagoa dos Patos e Tramandaí. As forças imperiais fecharam cerco contra os revolucionários farroupilhas que não dispunham uma saída para o mar.
Ao visitar Bento Gonçalves na Fortaleza das Lages, onde encontrava-se preso em 24 de janeiro de 1837, Garibaldi recebeu deste um documento, no qual lhe dava o direito de apresar navios do Império, destinando metade do valor da carga à revolução.De posse desse documento, Garibaldi dirige-se ao sul, viajando a bordo do barco Mazzini com 12 marinheiros. Ainda no Rio de Janeiro, aprisiona sumaca (pequeno barco de dois metros) Luiza e rebatiza com o nome de Farroupilha e faz tremular pela primeira vez em águas brasileiras, a bandeira da República Rio-Grandense. Em dois meses alguns barcos já estavam construídos, entre eles o SEIVAL, construídos numa curva do Rio Camaquã, na estância de Ana Gonçalves, irmã de Bento e financiados por ela. Mas nenhum esforço foi suficiente para impor o domínio farroupilha sobre a Lagoa dos Patos. Estando o Rio Grande e São Jose do Norte ocupados pelas forças imperiais, e pressionada pelo governo brasileiro a repelir os farroupilhas, os estrategistas da Republica conceberam o plano de ocupar Laguna, no estado de Santa Catarina. Davi Canabarro chefiava as operações terrestres e Garibaldi, comandaria a força naval integrada por dois lanchões o Farroupilha e o SEIVAL, com uma tripulação de cerca de 70 homens. Mas, como sair da Lagoa dos Patos com as forças imperiais guardando o Porto de Rio Grande? Enquanto o comandante imperial John Grenfell rumava para o Rio Camaquã, Garibaldi e seus homens escapavam pelo RIO CAPIVARI, na parte nordeste da Lagoa. Essa viagem se transforma no mais impressionante empreendimento da Revolução Farroupilha: enormes rodas de carreta foram construídas, de uma solidez a toda aprova, com cubos proporcionais ao peso dos lanchões e os barcos foram transportados por terra até barra do Rio Tramandaí, numa distância de 60 quilômetros puxadas por cem bois. A manobra engendrada por Garibaldi foi um sucesso, apesar de excepcionais dificuldades, pois a marcha era feita através dos campos encharcados pelas chuvas. Os lanchões chegaram ao mar, desfraldando as bandeiras da República Rio-Grandense, para espanto do comandante das forças navais do Império. Somente o navio mais resistente, o SEIVAL, comandado pelo americano JOHN GRIGGS, chegou a Laguna. O Farroupilha que levara a bordo GARIBALDI, afundou perto do Rio Araranguá, na costa catarinense. Mas o italiano conseguiu salvar-se e sobreviver ao naufrágio.Garibaldi no comando do SEIVAL e Canabarro, que seguia á frente da Cavalaria, pelo Litoral, surpreenderam os imperiais em Laguna. Os imperialistas fogem, deixando para traz 14 embarcações mercantes, que são anexadas a frota farroupilha, além de canhões, armas, munições e fardamentos. O povo recebe os revolucionários sob vivas. Finalmente os farrapos tem seu porto de mar."


























Tiozinho maragato nos cumprimentando.










































Leonardo fotografando algumas vaquinhas que não tiravam os olhos dele, assustadas com a invasão.










Um besourinho na camiseta do Leonardo


Bromélia nos galhos de uma árvore, quase dentro do rio








Uma palmeira tentando se refrescar e Germano.




Mais uma prainha simpática.





























"O nome Palmares teve origem porque nas redondezas haviam grande quantidade de butiazeiros formando as butiatuvas ou butiatubas, família das palmáceas, que se adaptavam bem ao solo e ao clima da região. A presença de abundantes butiazeiros apenas ali, desaparecendo esta vegetação em regiões circunvizinhas, supõe a ocupação periódica deste local por índios guaranis que viajavam pela orla marítima, procurando locais que se encontrasse alimento e também proximidade às águas doces.

A adição do termo "do Sul", se deu porque, por volta de 1944, surgiu uma ordem Federal de que não poderia haver, dentro do estado ou País, cidades de nomes semelhantes. Os campos que hoje compõe o município de Palmares do Sul foram doados através de sesmarias, a imigrantes portugueses que comprovaram ao Rei de Portugal ter condições de explorá-los promovendo a sua ocupação.

A primeira divisão administrativa do Estado ocorreu em 1809, quando os campos de Palmares ficaram pertecendo ao município de Santo Antônio da Patrulha. Naquela época, existiam também, na faixa litorânea norte, Conceição do Arroio (futura Osório) e Mostardas.

Ainda no período do Brasil império, foi criado o distrito de Palmares do Sul, pertecente ao município de Vila Conceição do Arroio, emancipado de Santo Antônio da Patrulha. Acampado, freqüentemente, no mesmo espaço, criou-se uma vegetação característica, composta de butiazeiros, vegetação que cresce esparsadamente formando os palmares, daí o nome do local: Palmar, Palmares." Fonte: http://www.palmaresdosul.rs.gov.br/














Rodrigo, me alertando sobre os jacarés que comem gente...





















Últimos a chegar: Ilegal e Quindim Precioso.

A pequena prainha onde chegamos.



Chegada

Leonardo comemorando o final de mais uma remada.


Germano fotografando e Leonardo gravando os dado no GPS.


Um belo final de tarde, depois de uma belíssima caiacada!


Tirando os caiaques da água.


As embarcações e alguns de seus "comandantes".

Um comentário:

  1. Muito bom relato, fotos. Foi um passeio de kayak com todos temperos, até uma pequena travessia na lagoa Araçá com vento e ondas, massss, nós não temos medo de ondas,heheheheh

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