Mais uma caiacada num belo domingo de sol! Germano, Leonardo e eu continuaríamos contornando a Lagoa dos Patos e desta vez com uma novidade: o Evânder remaria conosco num caiaque emprestado pelo Germano.
Combinamos às 8h30 nas bóias da estrada de Itapuã. Encontramos o Germano, em seu carro, ainda na Aparício Borges e seguimos juntos até as bóias, que ficam bem na entrada da estradinha que leva à Viamão. O Evânder, de bicicleta, viria por essa estradinha, pois mora em Viamão. Chegamos nas bóias às 8h30 em ponto (foi o que o Leonardo disse porque eu vinha "babando" no carro e continuei sonolenta por um bom tempo ainda). Esperamos o Evânder até 8h45 e seguimos adiante, na esperança de encontrá-lo pelo caminho, já em direção ao camping da Varzinha.
Encontramos o sítio, a bicicleta e dois simpáticos bezerrinhos cuidando da bici. Gritei pelo Evânder diversas vezes e nada! Fotografei os filhotes, gritei mais um pouco até que o Leonardo resolveu fazer o mesmo. Em seguida, ouvimos a resposta do Evânder vindo de longe e seguimos em direção ao camping da Varzinha. Acho, que eu grito muito baixo...
O tempo estava excelente! Sol, pouco vento e poucas ondas! E nada do Germano!
Leonardo, que remava mais à frente, encontrou uma "ilha" de juncos e chegou a dar duas voltas na ilhota. Evânder e eu remávamos mais devagar e Evânder comentava que o caiaque em que ele estava, era um pouco incômodo pois não tinha apoio para as costas. E nada do Germano!Voltando de carro, do camping do Pimenta para o da Varzinha, vi uma queimada num campo. Pelo que pude perceber, aquela região é tomada por fazendas de arroz e gado e o fogo era no campo de uma dessas fazendas. Logo que começamos a remada, avistamos a fumaça, que estava bem mais alta do que eu tinha visto na estrada. E nada do Germano!
Leonardo constatou que era bem rasinho na ilha de juncos e Evânder não resistiu e desceu do caiaque para esticar as pernas. Isso me fez pensar que não seria uma remada muito confortável para ele. Aquele tipo de caiaque, "sit on top" (espero ter acertado o nome!), com certeza não é o ideal para remadas mais longas. E apareceu o Germano na água! Nos alcançou e agora, tínhamos novamente quatro caiaques na água.
A paisagem naquela região é plana com muitos campos para pasto. Seguidamente nos deparamos com o gado bem na beirinha da água. É engraçado porque quando eles percebem a nossa presença ficam olhando fixo na nossa direção, seguindo o olhar até nos perder de vista. Cheguei bem pertinho de um grupo que estava bem na beirinha da água. Não sabia se o olhar deles era de curiosidade ou medo, mas na dúvida, me afastei, pois imaginei alguns deles, mais corajosos, entrando na lagoa atrás de mim. Eu e minha fértil imaginação...
Leonardo constatou que era bem rasinho na ilha de juncos e Evânder não resistiu e desceu do caiaque para esticar as pernas. Isso me fez pensar que não seria uma remada muito confortável para ele. Aquele tipo de caiaque, "sit on top" (espero ter acertado o nome!), com certeza não é o ideal para remadas mais longas. E apareceu o Germano na água! Nos alcançou e agora, tínhamos novamente quatro caiaques na água.
A paisagem naquela região é plana com muitos campos para pasto. Seguidamente nos deparamos com o gado bem na beirinha da água. É engraçado porque quando eles percebem a nossa presença ficam olhando fixo na nossa direção, seguindo o olhar até nos perder de vista. Cheguei bem pertinho de um grupo que estava bem na beirinha da água. Não sabia se o olhar deles era de curiosidade ou medo, mas na dúvida, me afastei, pois imaginei alguns deles, mais corajosos, entrando na lagoa atrás de mim. Eu e minha fértil imaginação...
Como começamos a remada bem tarde, a fome bateu logo e começamos a procurar uma prainha para aportar e montar o pic-nic. Germano, que estava na frente, foi quem encontrou a tal prainha.
Olhares curiosos.
Normalmente, Leonardo e eu ( de carona) levamos o fogareiro e preparamos uma massinha ou alguma comida liofilizada, o que já foi motivo de gozação em outras remadas, pois os remadores com quem costumamos sair, sempre levam lanche frio. Na caiacada pela lagoa Itapeva já deixamos o fogareiro de lado e levamos sanduíche e desta vez, caprichamos no lanche frio, levando pastéis (de carne, que eu não comi, queijo e legumes, que só eu comi...) e batatinhas assadas. Também levamos um bolinho e chá. Para a nossa surpresa, Germano tirou do caiaque um fogareiro novinho em folha, e várias massinhas instantâneas. Nosso almoço foi um verdadeiro banquete! E de sobremesa ainda teve a mariola de procedência duvidosa, que Evânder levou.
Depois de um longo trecho sem praia de areias branquinhas, só juncos e pequenos barrancos verdes, fizemos um pit-stop numa longa extensão de areia onde várias gaivotas descansavam e procuravam comida. Um pequeno banco de areia, bem próximo a praia, estava todo pintado de cáca das gaivotas.
A prainha é muito bonita, uma longa extensão de areia branquinha tomada por pegadas de aves, de diferentes tamanhos, de lagartos, bovinos claro, e nenhuma pegada humana. A presença humana é quase inexistente ali. Muito raramente deve aparecer algum peão das fazendas ou alguns remadores e navegadores. Fiquei impressionada com as pegadas dos lagartos, nunca teria percebido que aquilo seria a pegada de um lagarto. Achei que alguém tinha feito risquinhos no meio das pegadas.
Depois de um pequeno tour por aquela simpática prainha, voltamos para a lagoa, agora com mais vento, o sol começando a baixar e ficando mais friozinho.
Nosso destino final era o camping do Pimenta, na Lagoa do Casamento, onde ficou a Parati do Leonardo, mas à medida em que nos encaminhamos para o final da jornada e o cansaço vai tomando conta, procuramos qualquer coisa que indique que estamos chegando no ponto final. Neste caso, queríamos encontrar a Ponta do Abreu e, qualquer ponta de junco que avistávamos podia ser, ou desejávamos que fosse, pois assim que passássemos essa ponta estaríamos entrando na Lagoa do Casamento.
Mais algumas braçadas e algumas pontas de juncos depois, Germano, que andava bem mais a frente, aportou numa prainha e veio lagoa à dentro ao nosso encontro, oferecendo bananas. Foi muito engraçada a cena, ele vindo na direção dos caiaques , caminhando dentro da água com bananas na mão.
Essa parada foi boa porque o Evânder, o hipotérmico, estava com frio. Tadinho, ele fica com água dentro do caiaque, ou seja, o tempo todo molhado e o vento estava aumentando, não tinha como não sentir frio, mas por causa disso, apelidamos, ou melhor, acho que ele mesmo se apelidou de hipotérmico.
Desta praia podemos avistar o marco geodésico. Leonardo ficou eufórico ao avistá-lo de longe.
Esse pit-stop foi super rápido, pois estava ficando friozinho.
Esse pit-stop foi super rápido, pois estava ficando friozinho.
Os morros de Itapuã ao fundo.
Eu e Leonardo caminhamos até ele e tiramos bastante fotos. Logo que falaram do marco geodésico, eu não fazia a menor ideia de que se tratava. Até fiquei surpresa com a empolgação do Leonardo com o tal "marcos". Ele me explicou rapidamente o que era uma marco geodésico e também pesquisei um pouco na internet para saber mais.
"A posição de uma estação geodésica serve como referência precisa a diversos projetos da engenharia - construções de estradas, pontes, barragens, etc, mapeamento, geofísica, pesquisas científicas, dentre outros." Fonte: http://www.ibge.gov.br/
Visto o "marcos" seguimos para a parte final da remada. Eu estava começando a ficar preocupada com o horário. Imaginei que o Germano não tivesse parado no marco por causa disso também, e tratei de "montar" no Quindim Precioso e começar a remar logo. Só gritei para o Leonardo "não vou esperar ninguém!" e fui remando na frente. É que Leonardo rema bem mais rápido que eu então, para não atrasar muito, saí na frente. Ficamos um bom tempinho fotografando no marco e fiquei pensando se ainda alcançaríamos Germano e Evânder.
Em seguida chegamos no encontro das lagoas, na Ponta do Abreu, e nem sinal dos gurizes. Leonardo conferiu o gps e falou que teríamos que remar pouco mais de 5 Km para cruzar a Lagoa do Casamento até o camping do Pimenta isso, se o camping fosse onde pensávamos. Quem conhecia o camping era o Germano, eu tinha ido lá pela manhã para deixar o carro, mas não cheguei a ir até a beira da lagoa. A casa da administração do camping, onde ficou o carro, fica longe da beira da lagoa e como estávamos com pressa, não me preocupei em olhar a praia, até porque, imaginei que Germano conhecia e que ele estaria conosco na chegada. Duplo engano: Germano não estava conosco na chegada e também não conhecia o camping visto da lagoa.
Começamos a remar e me assustei com o tamanho das ondas que pegavam o caiaque de lado. O sol se pondo, as ondas levando o caiaque para a esquerda sendo que tínhamos que ir para a direita. Fui ficando nervosa e "liguei o turbo" para chegar na praia antes da noite. A ideia de remar no escuro me apavorava e com ondas... nossa! Que terror! Leonardo dizia para eu curtir o belo por-do-sol que estava do nosso lado, mas eu só pensava em chegar na praia. E Leonardo filmava e fotografava tranquilamente, e eu remava feito uma louca, com todo o fôlego possível para chegar logo no camping. Foram 5 Km de "pura emoção"! Eu não sei como o Leonardo me aguentou. Enquanto remava, pensava que Germano e Evânder, que deveriam chegar antes de nós, estariam na beira da praia para nos mostrar onde era o camping. Chegamos na praia junto com a noite, algumas pessoas na beira da praia se preparavam para pescar, perguntamos se ali era o camping, a resposta foi positiva. Fiquei intrigada, me perguntando por quê Germano e Evânder não estavam ali para nos recepcionar. Assim que desci do caiaque e comecei a ser devorada pelos mosquitos, tive a resposta: porque eles não haviam chegado ainda! Chegaram logo depois de nós ainda. Eles vieram costeando a praia e Leonardo e eu cruzamos a lagoa. Chegamos no camping às 19hs e ainda tínhamos que buscar o carro do Germano no camping da Varzinha.
Com todas idas e vindas, deixar o Evânder em Viamão, Leonardo e eu paramos para fazer um lanche, chegamos em casa à meia-noite, sujos, cansados, com sono e cheios de picadas de mosquitos.
Começamos a remar e me assustei com o tamanho das ondas que pegavam o caiaque de lado. O sol se pondo, as ondas levando o caiaque para a esquerda sendo que tínhamos que ir para a direita. Fui ficando nervosa e "liguei o turbo" para chegar na praia antes da noite. A ideia de remar no escuro me apavorava e com ondas... nossa! Que terror! Leonardo dizia para eu curtir o belo por-do-sol que estava do nosso lado, mas eu só pensava em chegar na praia. E Leonardo filmava e fotografava tranquilamente, e eu remava feito uma louca, com todo o fôlego possível para chegar logo no camping. Foram 5 Km de "pura emoção"! Eu não sei como o Leonardo me aguentou. Enquanto remava, pensava que Germano e Evânder, que deveriam chegar antes de nós, estariam na beira da praia para nos mostrar onde era o camping. Chegamos na praia junto com a noite, algumas pessoas na beira da praia se preparavam para pescar, perguntamos se ali era o camping, a resposta foi positiva. Fiquei intrigada, me perguntando por quê Germano e Evânder não estavam ali para nos recepcionar. Assim que desci do caiaque e comecei a ser devorada pelos mosquitos, tive a resposta: porque eles não haviam chegado ainda! Chegaram logo depois de nós ainda. Eles vieram costeando a praia e Leonardo e eu cruzamos a lagoa. Chegamos no camping às 19hs e ainda tínhamos que buscar o carro do Germano no camping da Varzinha.
Com todas idas e vindas, deixar o Evânder em Viamão, Leonardo e eu paramos para fazer um lanche, chegamos em casa à meia-noite, sujos, cansados, com sono e cheios de picadas de mosquitos.
Apesar dos desencontros e contratempos foi uma bela caiacada! Em quase todas as remadas acontece alguma coisa, alguma dificuldade, que me faz pensar na hora "o que é que eu estou fazendo aqui?" No final de todas elas, fico feliz por ter feito e vencido o obstáculo que me assustava. Leonardo, obrigada e desculpa por ter ficado tão estressada nos últimos 5 km. Prometo tentar me controlar na próxima vez e curtir o pôr-do-sol ou as estrelas...
Ah, remamos 21,591 Km no dia.
Parabéns pelo belo relato de nossa caiacada e as fotos estão muito bonitas, com o brilho do belo sol daquele dia. Só queria acrescentar, se me permite, o Pontal do Abreu é a ponta de terra que avança para as águas e determina a divisa das lagoas dos Patos e a do Casamento. Pensava em avistá-lo porque logo depois do pontal seria a virada para esquerda(N)a caminho do camping do Pimenta (Camping Lagoa do Casamento). Eu e o Evânder entramos pelo sangão e esperamos por vocês na ponta da ilha e depois paramos de novo em terra, próximo da antena, para colocar saia que as ondas estavam quase passando por cima do meu caiaque - no caiaque do Evânder passava dentro,heheheh Mas valeu em experiência, pela caiacada e os desencontros?, que desencontros? Vamos de novo.....
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