quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Arrumando os estragos em Maquiné (5 e 6 de agosto)

Depois de dias de ventos fortes em Maquiné, Leonardo, o pai dele, eu e Tombinho fomos para lá para ver os estragos e trocar as telhas que já sabíamos que haviam caído, pois Leonardo estava lá nestes dias de ventania, mas não conseguiu fazer nada sozinho. Bem que tentou, mas o vento arrancou as telhas das mãos dele, duas vezes.
Chegando lá, Leonardo e Egon foram logo para o telhado da casa e do galpão e eu fui vistoriar o terreno com Tombo.
Além das telhas que voaram longe, algumas bananeiras quebraram, como se alguém tivesse cortado ao meio com um facão.
A parreira também foi atingida, desmoronou toda a estrutura, que não era lá essas coisas, e lá se foi a parreira ao chão.
Bananeiras quebradas ao meio.

Parreira no chão.
Deu para ver a força do vento pelos pedaços de telhas que ficaram cravados no chão. Impressionante! Não foi só um pedaço, eram alguns e muito bem cravados!
A água do rio continuava alta como nos dias da remada de inverno. A horta não sofreu nada, continua linda, com vários pézinhos de couve, couve e couve...


Leonardo sentado no telhado da casa e Egon e Tombo vistoriando o terreno.
Os vááários pézinhos de couve da horta.
Leonardo no telhado.


Aviãozinho e um céu muito azul!
Leonardo e Egon.
Tombinho ajudando...
...antes de levar um corridão da ovelha.
Com a ventania o portão que liga o nosso pedacinho de terra com o do vizinho, abriu e as ovelhas dele passaram para o nosso terreno. Logo na chegada, convidei-as, com toda educação, a voltarem para a casinha delas, mas acredito que elas queriam se divertir e ficaram andando de um lado para o outro, me fazendo correr atrás e em vão. É óbvio que não consegui nada, além de proporcionar cenas engraçadas para quem estivesse olhando. Mais tarde foi a vez do Tombinho. Sem que alguém visse, Tombinho resolveu ir para a parte de cima do terreno onde estavam as ovelhas e resolveu dar uma de Border Collie. Confesso que ele teve mais sucesso que eu, mas uma delas se desgarrou do grupo e acabou indo para a horta, onde o caçador virou caça. A ovelha ficou valente e Tombinho encurralado. Tive que dar uma mãozinha para ele e tocar aquele pelego ambulante para o lugar dela. Neste exato momento, Edmar, o caseiro do vizinho veio e recolheu as moças.
Nesta hora, Leonardo e o pai dele já haviam trocado as telhas da casa e tentavam trocar as do galpão. Por incrível que pareça, não tinha visto que atrás do galpão tem um belo pessegueiro, que estava coberto de flores, lindo!
Pessegueiro. Pessegueiro mais de perto, tomado de flores.
Flor do pessegueiro.
Tombinho procurando o lagarto.
Além das ovelhas, que não ficam no nosso terreno, tem dois coelhos da outra vizinha, que gostam de passear pelo Recanto, e um lagarto que deve morar embaixo do galpão. Estava eu vistoriando a horta quando vi um risco passar correndo e outro risco branco, menos rápido, atrás. Era Tombinho atrás de um dos coelhos. Nunca pensei que coelhos fossem tão rápidos. Depois, Tombinho descobriu a toca do lagarto, tentou entrar no meio das pedras, mas tirei ele dali antes que conseguisse. Vai ser um problema acostumar os animais domésticos com os silvestres. Acho que a convivência com o Homem é tanta, que os cães têm a mesma arrogância dos humanos, desrespeitando o ambiente onde acabaram de chegar.
As atividades de sexta foram estas, arrumações, perseguições e de noite, uma jantinha regada a vinho.
Leonardo servindo o vinho, Egon esperando a janta e Tombinho olhando tudo da toquinha dele.
Camas prontas! Inclusive a do Tombo.
No sábado pela manhã, os trabalhos foram no galpão. Egon trabalhou numa das janelas, Leonardo ficou ajeitando um dos quartos do galpão e eu pintei a placa para as ferramentas. O quartinho ficou bem legal! Leonardo e Egon fizeram uma mesa para os trabalhos, penduraram a placa na parede e todas as tralhas dos caiaques ficaram arrumadas neste quartinho.


Egon limpando o trilho da porta do galpão, Tombinho fiscalizando os trabalhos e eu registrando tudo.
Tombo e seus pedaços de dinossauros.
Pena, que haviam cachos de bananas em algumas bananeiras que caíram. Leonardo pendurou os cachos na sacada e os passarinhos estavam fazendo a festa!

Antes do almoço, ainda deu tempo para espalhar a brita pelo caminho do carro, que fica um sabão quando chove.
Um vizinho apareceu e conversou com Egon e com o Leonardo. Achamos engraçado a preocupação dele com as "árvores marditas", que são, na concepção dele, a araucária e a figueira. A figueira porque estraga a estruturas das casas com suas raízes. Ele contou que teve que arrancar fora, a figueira que tinha ao lado da casa dele porque abalou a estrutura da casa. Fiquei encucada, pensando que a figueira devia estar lá, há bem mais tempo do que a casa dele. Por quê foi construir a casa embaixo da figueira? E a araucária, ou "pinu", como ele chamou, é "mardita" porque quando a árvore cresce e chega na cumieira da casa, o dono morre...aconteceu com o pai e o tio dele... Por via das dúvidas, Leonardo e eu estamos pensando em fazer uma casa de 3 pisos, já que, já plantamos várias mudas de araucárias no terreno.
Depois do almoço subimos para tomar chimarrão na sombra da Timbaúva enquanto a bomba puxava a água do poço para a caixa d'água. Leonardo estava empoleirado na árvore e Egon e Tombinho sentados no chão, admirando a paisagem. Entre outras coisas, conversamos muito sobre qual a vista mais bonita, ali de cima ou a da varanda da casa, lá embaixo. E sobre o que fazer com o buraco que era para ser um açude e não deu certo. Ficou apenas a cratera enorme no chão. A conversa estava tão boa, que nem percebemos o adiantado da hora. Eu tinha que voltar para Porto Alegre naquele dia ainda, para dar comida para a bicharada no final de tarde e depois, seguir para Nova Petrópolis com Egon e Leonardo.
Fomos ver se a caixa d'água já estava bem cheia, Egon aproveitou para provar a água do poço, quando chegou Xirú, o cão do vizinho, que começou a maior folia com Tombo.
Enquanto arrumávamos a casa, tralhas e o carro para voltar para PoA, Tombo e Xirú brincavam como duas crianças. Dava gosto de ver!




A vista e o buraco.

Egon provando a água do poço.
Depois do chimarrão aos pés da Timbaúva, nos assustamos com o horário e descemos para arrumar as tralhas e voltar para Porto Alegre.
Tombinho e Xirú brincando.









Hora de fechar a porta e ir embora. Ficam as bananas.

2 comentários:

  1. Que legal são as atividades no sítio - menos aquelas decorrentes da ventania - mas, vejo que tudo vai tomando jeito. Vi mudas e materiais chegando. Fiquei pensando na questão das araucárias e acho que isso tem a ver com a idade mediana das pessoas que as plantaram e o tempo de crescimento das árvores. Elas passam de cem anos e quando estavam na altura do telhado das casa, as pessoas estavam idosos.Seria bem natural.
    Gostei de ler sobre tudo e pelas foto,
    Abraços,

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  2. Desculpe os erros, a Marisa está me enchendo para assar o churrasco, hehehehe

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