quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pedal e caminhada até as Pedras do Silêncio - 9 de outubro

Depois de um rápido passeio na chácara, uma voltinha pelo Festival da Primavera, no centro de Nova Petrópolis, almoço no centro e o tradicional chimarrão pós-almoço, já no aconchego do lar dos Esch's, Leonardo e eu saímos para pedalar até as Pedras do Silêncio. Deixamos Tombinho sob os cuidados da vó Sonja e começamos a pedalada.
Fizemos quase o mesmo passeio em junho de 2009, que está registrado aqui no blog. Uma das diferenças foi que, desta vez fizemos uma volta menor, a de menor grau de dificuldade, como Leonardo me explicou naquela ocasião, pois saímos mais tarde de casa.
A outra diferença é que este passeio foi na primavera e o de 2009, no inverno. A paisagem é bem diferente, não que uma seja menos bonita que a outra, as duas têm seu charme, mas as flores da primavera são um desbunde!
O dia estava bonito e quente, anunciando chuva para mais cedo ou mais tarde.
A cachorrada sempre vem nos saudar.
Belas paisagens!
Foto do Leonardo
Foto do Leonardo
Foto do Leonardo
Chegamos no começo da trilha. O que em junho de 2009 era uma plantação de aipim, virou um mato bem fechado. Foi difícil começar a subida carregando as bicis. Leonardo achou melhor não deixá-las muito na beira da estrada, mesmo presas com cadeado. Bicicletas presas, começamos a subir a trilha, que era mais íngreme do que eu lembrava.
Foto do Leonardo
Não tinha planejado subir a trilha com as mãos ocupadas, mas como haviam carros estacionados no começo da subida, achei melhor não deixar nada na bicicleta e coloquei todos os acessórios da bici dentro da bolsinha de guidom e tive que carregá-la junto com a caraminhola. Isso me atrapalhou um bocado...
Foto do Leonardo
O último passo para chegar no topo é escalar uma pedra, uma "senhora" pedra, diga-se de passagem, que para a sorte dos aventureiros que por lá andam, está envolta em raízes que formaram uma escada natural. Cheguei muito cansada, bastante esbaforida, o que me fez ficar pensando na vida. Me senti um tantinho velha e fora de forma. Acredito que sejam pensamentos normais para uma véspera de aniversário. Foto do Leonardo Estamos no topo!
A vista lá de cima é um espetáculo! Dá para ver a cidade vizinha, Caxias do Sul, distante 35 km de Nova Petrópolis. Bem abaixo dá para ver o rio Caí e por todos os lados, a beleza da serra gaúcha.
Nas fotos de cima e de baixo, bem lá embaixo, o Rio Caí.


Primeira tentativa de foto, sem sucesso.
Segunda tentativa com sucesso e com direito a cabecinha no ombro.
"Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora..."
Hora de descer. Começou a relampejar, por isso não ficamos muito tempo lá em cima.
O tempo fechou rapidinho tornando o caminho de volta, no meio da mata, um tanto escuro.
Na maior parte da descida tive que usar toda a minha habilidade para praticar o ski-bunda, descendo, praticamente sentada, durante quase toda a trilha.
Quando não estava escorregando sentada, descia me agarrando aos troncos e cipós das árvores. Aliás, alguns cipós lindos, como esse da foto acima, que mais parecia uma cobra.
Fotos do Leonardo.
Finalmente encontramos as bicis e tratamos de voltar a pedalar o quanto antes. Sem sol fica melhor de pedalar, o ar também já estava mais fresquinho, apesar de não ter caído nenhum pingo de água ainda.
As paradas para cumprimentar a bicharada são inevitáveis.
Era uma corrida contra o tempo, o mau tempo, o temporal que caiu em seguida. O Leonardo saiu em disparada na frente, cheguei a achar que ele havia caído e que eu não tinha visto, ou que eu tivesse errado o caminho, mas não, nas três vezes que perdi ele de vista, o encontrei duas vezes na beira da estrada me esperando para filmar a minha passagem meteórica... e na terceira, ele já havia chegado no asfalto, estava do outro lado da faixa me esperando e se protegendo dos primeiros enormes e grossos pingos de chuva que começavam a cair.
Nos abrigamos sob um pequeno puxadinho de um mercadinho. No começo ficamos protegidos, mas a chuva e o vento aumentaram de um jeito, que de nada adiantou ficarmos ali parados. Eu queria voltar a pedalar, pois já estávamos encharcados e, hipotérmica que sou, já estava tremendo de frio, mas o Leonardo preferiu ficar ali embaixo, protegidos dos raios. E ele tava certo, não vale à pena brincar numa hora dessas e com uma chuva elétrica dessas.
Depois de várias tentativas, consegui ligar para a casa dos pais dele, para avisá-los que estávamos bem, apenas aguardando a chuva passar ou diminuir. Egon e Sonja também estavam abaixo de mau tempo por lá, pois estava entrando água na cozinha.
Zig estava gostando da chuva.
Foto do Leonardo.
Feito pintos molhados!
Apesar do frio e da chuva que nos pegava com as rajadas de vento, nos divertimos bastante durante a espera. Cantamos tão alto que ficamos com receio que alguém viessem nos correr dali.
Passada a chuva voltamos a pedalar sobre o asfalto molhado e escorregadio. O sol apareceu, meio envergonhado, no meio das nuvens escuras e da garoa fina.
Não resisti a imagem desta típica casa alemã e do jardim, e parei para fotografar. Leonardo também parou diversas vezes para filmar o movimento das nuvens cobrindo e descobrindo os morros. Era um final de tarde digno de contemplação! Se não fosse o grande trânsito de carros que saíam de Gramado em direção à capital e outras cidades, seria uma pedalada perfeita, mas fica difícil pedalar numa estrada sem acostamento, ou melhor, o acostamento, quando tem, é grama ou mato no meio de buracos. Temos que nos equilibrar na pontinha do asfalto, entre os carros e o "acostamento". Leonardo e eu pedalamos boa parte, na grama mesmo, pois era mais tranquilo do que pedalar num pedacinho de asfalto molhado.
Esta foto do Leonardo mostra bem a cor e a beleza daquele fim de tarde.
A volta era só subida.






O sol se foi com a chuva e a noite começava a cair.
Fotos do Leonardo.
Depois de tanta subida, alguns metros antes de chegar na casa dos Esch´s, temos uma bela descida para pegar um pouco de vento na cara. Meu sogro, Egon, estava na beira da estrada avaliando os estragos daquele temporalzinho. Se fosse verão, diria que tinha sido uma típica chuva de verão, mas estávamos em plena primavera e, apesar de não ter demorado muito, foi uma chuva muito forte e com muito vento. Mais tarde, ouvimos no rádio que houveram alguns estragos em Canela e outras regiões da serra, inclusive ali, em Nova Petrópolis, mas não chegamos a ver nada de grave no nosso caminho.
Para nossa alegria, Tombinho se comportou muito bem e não deu nenhum trabalho para a vovó Sonja, que relatou o bom comportamento do nosso fiel e imponente cão de guarda, mesmo assustado com o temporal.
Meus sogros e eu no final da pedalada.

3 comentários:

  1. Que passeio gostoso. Nem a chuva estraga o humor de vocês, né?! Adorei a beijoka que Tombinho me mandou. Ainda bem que el tem a oma que cuida dele com carinho. Passei por Nova Pretópolis, pelo Google, que delícia de lugar, que paz deve ser. A paisagem quase intocada das serras e as casas tradicionais. Passei muitas férias de minha infância passeando pelo Sul do país, com meus pais, que moraram por aí. Um dia, quando passar essa adolescência (hehehe), me aventurarei pelas serras novamente.
    Tiane, viu que tem sorteio no meu blog?
    Adoraria se participasse, mas fique à vontade, pois cada um tem um objetivo aqui, tá?!
    Beijos para você e um chacoalhão na cabeça do Tombinho.

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  2. Bacana, Tiane, lindo passeio!... Pra mim, lindo só nas fotos, pq não ando nem até a esquina... marido comprou esteira pra mim, faz 5 anos, nunca fiz... Morei 5 anos em Matinhos, litoral do Pr, só caminhei na praia umas 10 vzs... Resultado: este 'poço de preguiça' está com 20kg de excesso de peso. Que feio, né? Quem sabe um dia eu melhoro??!!... :(

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  3. Estava procurando fotos de chimarrão e passeios e caí neste blogue. Que fotos maravilhosas e aventuras tb! Sou mais das trilhas a pé, mas já andei muito de bici. Vou colocar no meu blogue para de vez em quando vir aqui. Parabéns!!!

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