terça-feira, 16 de junho de 2009

Quarta Etapa da Fórmula Truck - Goiânia - 11 a 15 de Junho

Mais uma etapa da Fórmula Truck, desta vez, em Goiânia, que conheci há alguns anos atrás quando fazia a Fórmula 3. Isso faz algum tempinho...
O avião saiu de Porto Alegre às 15hs de quinta-feira, feriado de Corpus Christi. Sempre tive um pouco de medo de andar de avião mas, depois do acidente com o avião da Air France, algumas semanas atrás, fiquei com um pouco mais de medo. Qualquer turbulência me fazia pensar besteira. Falando com a minha vizinha de poltrona, fiquei sabendo que não era a única desesperada. Apesar que, se eu estivesse no lugar dela, provavelmente, estaria histérica, o destino dela era a Espanha. Além do MP3, ela estava com 4 livros para se distrair. Tadinha!
São Paulo, pra variar, estava encoberta o que provocou bastante turbulência na descida. Eu e ela só nos olhavámos e sorríamos um sorrisinho um tanto amarelo.
Troquei de aeronave no aeroporto de Guarulhos, onde encontrei a turma paulista da Fórmula Truck: Monica, Murilo, Fernando e Kelly, que só vi em Goiânia, alguns comissários de prova e o pessoal da Truck mesmo. Minha poltrona era bem atrás e qual não foi a minha surpresa quando vi que as poltronas da frente, de trás e do meu lado estavam tomadas por jogadores do Figueirense, de Florianópolis. Só não viajei cercada por eles porque o comissário de vôo pediu que o jogador que estava ao meu lado, trocasse de lugar com uma senhora com um bebê e o filho de 8 anos.
A viagem foi tranquila e, ainda no aeroporto de Guarulhos, começamos a assistir um espetáculo da natureza. Apesar das muitas nuvens que pairavam sob a cidade paulista, dava para ver o pôr-do-sol e, no que o avião subiu além das nuvens... nossa! Que maravilha! Ainda bem que o Fernando registrou o espetáculo.

No aeroporto de Goiânia, o Betinho esperava por nós, Monica, Fernando e eu, e nos levou para o autódromo onde jantamos.
Do autódromo fomos para o hotel Augustus e dormi super cedo.
Na sexta, tomamos café às 7hs. Adoro café da manhã! É a minha refeição favorita e, quase sempre, acordo com fome por isso, dou tanta importância . O café da manhã de Fortaleza e Caruaru davam um banho no café de Goiânia. Não que fosse ruim, mas não chegava aos pés do café de Fortaleza.
Não lembrava muito do autódromo de Goiânia, só alguma coisa da torre e da área dos boxes. É um autódromo muito bonito mas está abandonado. Os banheiros femininos não tinham assentos e um deles, nem porta.
Em compensação, é uma das melhores salas de cronometragem do Brasil, de onde dá para ver quase todo o circuito.
A sexta-feira foi tranquila, dia de treinos livres e, sempre no final dos treinos, tem o ensaio para o show de caminhões.
No intervalo dos treinos comecei a ler "Pergunte ao pó", de John Fante. Livro meio maluco, quase desisiti no início mas acabei indo até o fim, no sábado.

Meu local de trabalho, a torre de cronometragem do Autódromo Internacional de Goiânia.


Fernando, Felipe e Betinho trabalhando na saída dos boxes.


Betinho, eu, Murilo, Monica, Felipe e Fernando.

Caminhão do Régis Boessio, piloto gaúcho. Foto: Fernando

Treino, sexta, para o show de domingo.

Sábado é o dia mais corrido para a cronometragem. Tem treino, tomada de tempos oficial e Top Qualify, que define o grid de largada. O Top Qualify é entre os oito primeiros colocados da Tomada de Tempos.
Depois da Tomada de Tempos e antes que os caminhões do show começassem a ensaiar, neste sábado teve uma apresentação com "mini" caminhões, para crianças. Tinham várias crianças que deram uma volta na pista, sempre acompanhadas por algum piloto ou outro adulto.
Vista da pista, pelo lado de trás da torre de cronometragem.

Os "mini" caminhões.

Treino do show visto da torre.

Mais treino...

Pôr-do-sol no autódromo, sábado.
Domingo, o grande dia!
Esqueci de comentar sobre o clima de Goiânia. Adorei! Fresquinho de manhã e de noite, esquentando durante o dia mas nada de muito calor. Muito agradável! No inverno, claro! Dizem, que o calor no verão é de lascar!
Tentei fotografar o estádio Serra Dourada por onde passávamos todos os dias no deslocamento do hotel parao autódromo e onde teria um jogo importante para os goianienses: Goiás X Coríntians. Por falar em futebol, o Figueirense tomou 3 do Atlético Goianiense, no sábado (placar final: 3X2).
No mais, correu tudo bem durante a corrida, o gaúcho Régis, infelizmente, não foi bem e a Débora Rodrigues fez um corridão, apesar de não ter subido ao pódium. A cronometragem também fez mais um excelente trabalho - rerere!
Saímos do autódromo e fomos almoçar/jantar uma pizza e levar a Monica e o Fernando para o aeroporto para pegar o vôo das 20hs para São Paulo. Betinho e eu voaríamos às 5 da matina de segunda.
Estádio do Serra Dourada, foto tirada de dentro do carro...

Caminhões da Volkswagen antes da largada. Foto: Fernando

Jefão e suas manobras. Foto: Fernando

Juninho no caminhão.
Apertem os cintos o piloto sumiu: Juninho fora do caminhão. Foto:Fernando


Eu, olhando a formação do grid de largada na torre. Foto: Felipe
O Hino nacional e as goianetes, que costumam deixar muitos homens com torcicolo.
Eu e Betinho, na largada. Foto:Felipe

O vencedor da etapa, Benavides.

Não foi desta vez que o meu piloto, Régis (de macacão azul) subiu no pódium. Sou bairrista e não nego!
Fernando juntando os cabos depois da corrida.
Coloquei o despertador para 3h30. Acordei às 23h56, 1h40 e às 3h05. Aí, não voltei a dormir, levantei da cama e fui para o banho, arrumei as coisas devagarito e desci para o saguão do hotel às 3h48. Acho que, nem que eu coloque dez despertadores, vou dormir tranquila quando tiver que acordar muito cedo.
Fomos para o aeroporto, eu, Betinho, Mirnei e Scherer. Tomei um café com leite com um pão de queijo delicioso no aeroporto, quase cinco da manhã.
O avião atrasou, ficamos 45 minutos parados, dentro do avião devido um problema com o ar-condicionado da aeronave. Imagina, se esse pequeno probleminha não rendeu alguns fantasminhas para a minha fértil e desesperada imaginação. Problema resolvido, avião levantou vôo e tomei outro café da manhã mas, desta vez, pedi um suco de laranja para acompanhar as 2 torradinhas com o cookie oferecido pala TAM.
Descemos no aeroporto de Congonhas. Não lembro de ter ido lá em outra oportunidade. Gostei do aeroporto e do fato dele ser em plena cidade. É só atravessar a rua, pela passarela, que estamos em São Paulo.
Foi o que fizemos Betinho, Felipe e eu. Atravessamos a passarela para tomar café na padaria em frente ao aeroporto. Foi o meu terceiro café do dia: tomei outro café com leite e comi um pão de batata. Será que eu gosto de café da manhã?
Tava bem frio em São Paulo, 11 graus e a paulistada tava toda encasacada.
Depois do café na padaria voltamos para o aeroporto, ficamos dando voltas por lá para matar o tempo até a hora do embarque, às 10hs.
Cheguei em Porto Alegre ao meio-dia e tava mais quente (13 graus) e ensolarado no Portinho do que em Sampa.
Tirei um cochilo durante o voo e quando acordei, olhei pela janela e vi umas fendas maravilhosas numa região cheia de verde. Inclusive as fendas eram cobertas por vegetação o que me fez pensar que não era o Itaimbezinho. Fiquei pensando se estaríamos sobrevoando Santa Catarina no mesmo momento em que o piloto fala "tripulação, preparar para pousar". E no que eu pensei: "tinha que ser terra gaúcha pra ser bonita deste jeito!" Será que sou bairrista?
Da janela da padaria, o aeroporto do outro lado da rua movimenta de São Paulo.

Felipe, tomando café...

...e Betinho.

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