segunda-feira, 1 de março de 2010

Primeira aula de rapel - 28 de fevereiro - Panelão, Nova Petrópolis

28 de fevereiro, um belo domingo de sol! Dia do aniversário do meu avô, que estaria completando 94 anos e que não saiu da minha cabeça durante todo o final de semana. Fiquei lembrando dele e imaginando como seria a comemoração deste ano, ele adorava reunir a família! Saudades do vô Zeca!
Sem aniversário, o programa do dia então, foi a minha primeira aula de rapel. No próximo final de semana, dia 7 de março, Leonardo e eu participaríamos de uma corrida de aventuras e uma das modalidades é o rapel, que nunca havia praticado.
Para a minha primeira aula de rapel Leonardo me levou até o "Panelão", em Nova Petrópolis, que é uma cascata bastante perigosa, que cai num buraco mais perigoso ainda, que parece um panelão. Mas o meu rapel foi feito em uma outra cascata bem próxima ao Panelão.
Saindo da RS235, em Nova Petrópolis anda-se 4 Km em estradinha de chão admirando as casas e pequenas propriedades rurais, sem esquecer de cumprimentar as vaquinhas que estiverem no caminho, até uma bifurcação onde à esquerda segue para a cascata do Panelão. Para as outras cascatas pega-se à direita atravessando uma pequena ponte. Bom, quando estou de carona, não guardo bem o caminho, mas acho que foi isso mesmo que fizemos...
Pegamos a estradinha da direita porque o Panelão não é o mais indicado para a prática do rapel.





A primeira cascata é bem light, uma queda não muito alta e uma piscina tranquila e, aparentemente não muito funda. Junto com a gente chegou um carro com dois casais e uma criança com uns 4, 5 anos que ficou brincando sem causar muita preocupação aos pais. Leonardo e eu ficamos fotografando um pouco e logo seguimos por uma trilha até o local onde faríamos o rapel.
Na trilha, muito bonita, plantas e muitas borboletas embelezavam o caminho. Infelizmente, encontrei lixo também.
Muito simpática essa primeira cascata, não?!



Muitas borboletas na mata.

E lixo também...



Começando a caminhada em busca da cascata para fazer o rapel.

Mais borboletas.




Eu achava que a minha primeira aula seria num pequeno paredão de pedras e que o Panelão havia sido o local escolhido, simplesmente pela beleza, porque ali poderia ter o tal paredão não muito alto, ideal para uma primeira aula de rapel... quando fiquei sabendo que seria na segunda cascata minha barriga começou a doer e lembrei que tinha um compromisso em Porto Alegre, um almoço na casa da Marta com outros amigos do tempo do colégio. Tentei argumentar com meu professor que não daria tempo de fazer essa aula, ainda tínhamos que voltar para PoA, era melhor deixar para outro dia... não adiantou. Leonardo ajeitou a máquina fotográfica no cavalete, fez algumas fotos ali por baixo (eu também fiz algumas para tentar descontrair um pouco espantar o pavor) e após algumas explicações e noções básicas, começamos a subir por uma trilha, ou o que deveria ser uma trilha, para chegar ao topo da cascata.
Lá em cima, mais explicações enquanto meu nervosismo aumentava. Leonardo desceu a primeira vez para me mostrar como era e para segurar a corda na minha primeira descida. E eu fiquei sozinha lá em cima, teria que me agarrar na corda e descer mesmo. Depois de olhar para baixo várias vezes, me perguntar trocentas vezes o que é que eu estava fazendo ali, criei coragem e desci.

Leonardo posicionando a máquina no cavalete.





Durante as explicações, Leonardo comentou que depois que eu descesse a primeira vez e perdesse o medo, ia querer descer várias vezes mais. E foi isso o que acoteceu mesmo, a vontade é ficar subindo e descendo o tempo todo para "aprimorar a técinica"... até parece!
Começando a primeira descida.


O que é, o que é? Um pontinho amarelo tremendo, agarrado numa corda ao lado de uma cascata???





Água firme!!!!

Conseguiiii!!!!! Nem acreditava! E pior, o Leonardo estava certo, estava louca para subir a trilha para descer pela corda de novo! É muito bom!!!
Em seguida, o Leonardo subiu pela trilha e eu fiquei embaixo para fotográ-lo e ele desceu com estilo: de cabeça para baixo!


Leonardo começando a subir para mais uma descida.













Na minha segunda descida, O Leonardo ainda segurou a corda, mas com uma mão só porque a outra estava ocupada...









Na última descida do Leonardo ele desceu com a mochila e os esquipamento que estavam em cima e, para a minha surpresa, outra borboleta resolveu grudar nele.



Leonardo, o encantador de borboletas!



E assim aconteceu a minha primeira aula de rapel. Amei! Pena, que não podemos ficar mais tempo, pois tínhamos que voltar para Porto Alegre. O almoço já havia ido "para as cucuias". A Fabíola ainda telefonou quando estávamos voltando, no meio da trilha, perguntando se nós ainda iríamos no almoço. Respondi que não, já estava muito tarde. Desculpa turma! Dei o bolo da vez, mas foi por uma boa causa!






Almoço perdido, fui conhecer o tal Panelão rapidamente.






A queda d'água do Panelão

De uma lado a cascata do outro, uma caverna.





Chegada em Porto Alegre: fotografei de dentro do carro um avião pousando e a lua cheia nascendo.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. E um lugar simplesmente encantador. Estive lá no primeiro dia do ano e não me arrependo dos quilômetros que tivemos que subir a pé porque o carro não aguentou kkk. Lindas fotos!

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  3. Conheço esse lugar a 17 anos e para mim não existe lugar mais encantador do que esse Panelão.

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