Depois do café da manhã fomos explorar o local e ver como estavam se comportando os carneirinhos na lagoa-mar.
E a cerca se vai lagoa a dentro.
Pequenas flores no meio da areia.
Depois do pequeno passeio matinal voltamos ao acampamento para começar a desmontá-lo. Esse processo foi beeeem lento! Fui lavar a louça e dei a sobra do arroz de ontem para a lambarizada. Eles fizeram aquela festa!
Ligamos o rádio para ouvir o que acontecia além das margens da Lagoa dos Patos. O governador Tarso estava sendo empossado e uma pista da freeway estava bloqueada por causa de um caminhão tombado com carga tóxica.
No Pontal de Tapes um casal fotografava uma perereca que havia se escondido sob a lona de sua barraca.
Enquanto arrumávamos as tralhas vimos um barco aproximar-se da "nossa" praia de juncos. De longe, percebi que um dos tripulantes era canino e já "levantei minhas orelhas".
Eram dois senhores e o cão Tai, uma mistura de fila, que não sabia o que cheirar primeiro, de tão emocionado que estava com o passeio. Um dos senhores que era responsável por ele, contou que ele estava acostumado a andar de barco, mas há muito tempo que não o fazia. Este senhor, cujo nome não lembro e, se não me engano o apelido era Zuzuca, foi pescador por muito tempo, fez passeios de barco para turistas na região e costumava levar embarcações para onde tivesse que levar, por exemplo, de Porto Alegre até Parati. Era um grande conhecedor das nossas águas, foi uma conversa muito gostosa e foi ele quem nos contou que aquelas terras eram do governo.
Nos despedimos e seguimos pela costa além das areias onde havíamos chegado ontem. Queríamos ver a grande extensão de areia que nos chamou a atenção no dia anterior.
Foto do Leonardo
Foto do Leonardo
Começamos a nossa travessia com pouco vento, muito sol e sem ondas no começo. À medida em que vamos nos afastando da costa, as ondas vão aumentando, mas nada comparado com o dia anterior. Não cheguei a fazer uma reza sequer, apenas tentava manter o Quindim numa só linha, o que era bem difícil, pois algumas vezes as ondas vinham de mais de uma direção. Desta vez o Leonardo se distanciou bem mais de mim e do Quindim.
Chegamos bem no centro de Tapes e à partir daí, remamos pela costa até o camping. Esta costa é tomada por casas e pessoas, bem diferente do outro lado.
Chegando na praia onde tem o camping, tratei de descer em seguida do caiaque, enquanto o Leonardo fazia mais algumas anotações no GPS. Fui abrir o carro logo para arejar um pouco, pois estava no sol. Peguei dinheiro e comprei uma cervejinha porque ninguém é de ferro! Tomamos um banho de lagoa, juntamos as tralhas e, depois de ter que ouvir um frequentador do camping nos alertar, para termos cuidado onde pisávamos, porque no dia anterior eles mataram uma jararaquinha no local por onde estávamos caminhando, só tive vontade de sair logo daquele local tão civilizado. Quem chegou primeiro? O camping ou a jararaquinha?
Seguimos para o centro da cidade procurar algum lugar para almoçar, o que não seria nada fácil, já que eram mais de duas horas da tarde.
Feliz 2011 a todos! Que neste ano, a civilização aprenda a respeitar o meio-ambiente, nossas águas, nossa fauna e flora. Que nenhuma jararaquinha seja morta, simplesmente porque está viva e porque alguém acha que ELA está no lugar errado. Afinal, quem é o "civilizado"?
Nenhum comentário:
Postar um comentário