quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Comemorando e se divertindo em famílias


Meu aniversário foi bem diferente do que havia sido planejado, pois Leonardo e eu passaríamos os três dias do feriadão na praia, ele, dando curso de caiaque e eu, assessorando.
A previsão era de chuva e mais chuva para todo o feriadão, o que fez muitas pessoas desmarcarem programas marcados há meses, vi muitos conhecidos desmarcando viagens e passeios durante a semana.  A previsão se confirmou, foi muita chuva! 
O que não mudou foi nosso destino: Torres. O curso seria na praia de Torres e toda a minha família foi para lá para comemorar o meu aniversário.
Uma das coisas boas do casamento é que ganhamos mais uma família. Sei que, em alguns casos, isto não é nada bom, mas eu adoro a família que ganhei do Leonardo e almoçamos juntos no restaurante que costumo ir com meus sogros, quase todas as semanas. A foto foi tirada pelo marido da minha cunhada.
Depois do almoço, meus sogros voltaram para Rondinha com minha cunhada e o marido, e Leonardo, Tombinho e eu fomos até o Morro do Farol para Leonardo dar uma olhada no mar, que estava muito feio! Eu comentei com ele "ainda bem, né?! Pior se tivessem desmarcado o curso e o tempo melhorasse." Assim, não fica dúvida, nem arrependimento. 
Depois do Morro do Farol fomos para o apartamento dos meus pais, onde já estava a família dos manézinhos de Floripa, a família da minha irmã. Meu irmão e a esposa chegaram mais no fim de tarde e depois, meu tio.
 Esta foto foi uma brincadeira do Leonardo e do meu cunhado, Diego. Achei bem legal! meu cunhado como um fantasma correndo na sala. Sentados, estamos eu (de preto), minha sobrinha Marina (de vermelho) e minha irmã na ponta. Na outra ponta o meu tio Serginho. E a chuva caía lá fora!
 Aqui, assistindo pela internet o Grande Prêmio Bento Gonçalves, estão quase todos os homens da família: meu tio Serginho, o Leonardo, meu cunhado, meu irmão, meu pai e meu sobrinho passando atrás. Tá faltando o meu bebê, Tombinho.
Meu pai é apaixonado por corridas de cavalos, assim como meu avô era. Nós crescemos, passando tardes e mais tardes no turfe, assistindo corridas, catando os papeizinhos das apostas e comendo sonho com Pepsi. Na época, não era nosso programa favorito, mas o sonho com Pepsi era o nosso preço e a nossa recompensa. Hoje, adoraria reviver uma tarde daquelas, de preferência, com o meu vô junto!
 E eis o grande momento do dia!!!
Para ninguém ter trabalho, meu pai optou por comprar comida e ele e minha irmã foram buscar. Chegando lá embaixo, no prédio, minha irmã subiu pedindo que alguns descessem para ajudar a carregar as sacolas. Descemos, além da minha irmã de novo, eu, Leonardo e meu irmão. Pegamos as sacolas e entramos no elevador eu, Leonardo, meu pai, minha irmã e meu irmão. Todos, com as mãos ocupadas. Nosso destino era o décimo nono andar mas o elevador parou no décimo sétimo. Parou, deu um tranco. Tive a impressão que deu uma descidinha, tipo um soco, e ali ficou. E pior, abriu a porta! Nos olhamos... meu irmão apertou alguns andares, sem resposta e apertou o alarme. Em seguida as pessoas começaram a falar conosco, acho que alguns vizinhos, a zeladora e meus cunhados que estavam no andar que nós também gostaríamos de estar.
Eu confesso que a sensação não é das melhores e tive que colocar em prática o treinamento de meditação e auto-controle que nunca fiz.  A zeladora avisou que a luz ia se apagar por uns instantes e a porta deveria abrir em seguida, mas a luz se apagou umas três vezes e nada de nada. Daqui a pouco, alguém grita lá de fora, que a zeladora não conseguiu resolver e ia ter que chamar o técnico. Ok, sem problemas, foi o que respondemos, mas não era o que eu estava pensando. Tive que me agachar um pouco, já que não havia espaço para sentar, pois me deu uma leve tontura. Quando meu pai ficou imaginando em voz alta, de onde viria o técnico, se teria algum em Torres mesmo, ou teria que vir de Arroio do Sal ou Porto Alegre, tive um chilique mental, que consegui não estravasar, pelo menos não verbalmente, mas minha irmã disse que eu estava branca feito uma roupa lavada a Omo.
De repente, ouve-se a voz da salvação: "já vou tirar vocês daí, tá?". Ufa! O técnico!
Para tentar nos distrair, minha sobrinha enviava zapzaps pelo grupo da família, perguntando o que tinha de bom para comer, entre outras brincadeiras. E meu irmão e Leonardo tiraram fotos da gente no elevador.
Leonardo comentou que estava tranquilo, pois no trabalho dele, casos como aquele não aconteciam muito. Ficamos super confortáveis com o comentário, já que Leonardo é fotógrafo criminalístico! 
E para finalizar, a pérola da noite, que foi minha, quando pensei em voz alta "o que será que significa, eu ficar presa no décimo sétimo andar de um elevador no meu aniversário de 47 anos?". 
Nem lembro se meu irmão, ou minha irmã me corrigiu "mas tu não tá fazendo 47."
"Como não?", retruquei. "quantos anos tu tens?" perguntei para o meu irmão, que respondeu "47".
"47?" duvidei e apontando, respectivamente, para mim, meu irmão e minha irmã, contei "46, 47, 48..." 
"Eu tô fazendo 46 anos e não 47!!!!"
Meus irmãos se olharam balançando as cabeças.
Eu jurava que estava fazendo 47 anos, até respondi há duas semanas atrás, quando perguntada num almoço sobre a minha idade, que tinha 46 e faria 47 em duas semanas. Que loucura!!!Ganhei um ano de vida ao ficar presa no elevador!!! Que máximo!!
Neste pequeno período, de 10 de outubro até 23 de novembro, aniversário da minha irmã, nós três, os três filhos da dona Lena e do seu Rô, ficamos numa escadinha bem certinha de idade, ou seja, agora estou com 46, meu irmão com 47 e minha irmã com 48! Coisa boa ganhar um ano de vida!
E coisa boa sair de um elevador lotado e trancado! Nossa!!! 
Bom, o ocorrido rendeu muitas e boas gargalhadas a noite toda. Depois do susto posso dizer que foi muito divertido! Ainda bem que o Trumbico não estava junto no elevador!
Largamos as comidas na mesa e Leonardo, minha sobrinha e eu, subimos até o último andar, pelas escadas, para agradecer o técnico. O cheiro de queimado que estava na sala de máquinas, ou seja lá o que era aquilo, era horrível! Resultado: em seguida ligaram pelo interfone avisando que o prédio ficaria uma semana sem elevador. Dos males, o menor!
O aniversário era meu mas Tombinho também ganhou presente e brincou na sala do apartamento.
Hora da foto oficial do aniversário histórico!
Coisa boa fazer aniversário! Coisa boa comemorar com as pessoas que a gente ama!

3 comentários:

  1. Ai, que aflição deve ter sido ficar presa no elevador. Olha, eu confesso que eu ficaria muito mal, pois tenho claustrofobia e sabe, só de imaginar vocês lá, só lendo, eu me senti mal, hahaha
    Ainda bem que deu tudo certo.
    E olha, eu também me confundo ás vezes, digo que tenho 34 anos e então me lembro: "Não, espera. Eu tenho 35"
    kkkk
    Bjs e feliz aniversário atrasado :D

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  2. Estava divertido o aniversário, com direito até a surpresa não programada, já que a surpresa programada não aconteceu...
    Se tivesse algo para mudar, seria somente o cardápio da janta. Ninguém se lembrou da aniversariante...
    Ah, não, tem mais uma coisa: eu daria um presente. Aniversário sem presente não tem graça, e nesse fiquei devendo... Que chato!
    Bom, ao menos, quando der o presente atrasado, vai ser surpresa!!!

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  3. Sem dúvida! Fora o susto do elevador, é mesmo do melhor celebrar o aniversário em família. O meu também foi assim. E tal como tu, ganhei uma família enorme do meu hominho e quase todos apareceram para conviver connosco no fim do dia. Parecia Natal, de tantos presentes que recebi, eheh. Tão bom poder partilhar momentos especiais com a família!

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