A princípio eu não ia participar desta remada, pois o meu caiaque estava em Maquiné, mas Germano ofereceu o duplo dele para que eu e Leonardo remássemos juntos e como estávamos a uma semana da grande remada de Porto Belo a Tijucas, resolvi aceitar para treinar um pouco, pois não remava desde novembro. Então,Leonardo e eu usamos o Caiacão, o caiaque duplo do Germano, comprado por ele para remar com as suas cachorrinhas Chupinha e Filhinha. Ele diz que comprou para que os filhos humanos, Fernando e Luciano usassem, mas tenho certeza que a verdadeira intenção não era bem essa... :-D
A ideia era começar a remar bem cedo para fugir um pouco do calor e ficar mais tempo parados na hora do almoço, horário mais quente do dia, mas essa ideia foi por água abaixo quando o carro do Germano estragou.
Começamos a remar às 11h!!!
O dia, que havia começado com uma forte cerração, estava com sol e calor muito forte!
Eu e Leonardo não nos acertávamos no caiaque duplo. Ele dizia que eu estava remando muito rápido e passamos a remada toda implicando um com o outro.
O rio Gravataí não tem muitos atrativos, coitado! Já havia remado num outro trecho do rio, justamente o mais poluído e foi uma das remadas mais interessantes que fiz. Podem ver o relato e fotos desta remada aqui. Foi uma das remadas mais interessantes por ver de tão perto, um rio agonizando. O trecho remado em 2010 foi de Canoas a Porto Alegre, pura poluição.
Não sei qual a situação do rio no trecho remado desta vez. A água é muito escura, amarronzada, mas isso não quer dizer que seja poluído. No local de onde saímos havia muita espuma, o que dava a impressão de ser dejetos de alguma indústria ou de fazendas, que também contribuem bastante com a poluição dos rios. Mesmo assim, pela primeira vez numa remada, vi uma coruja tão de perto. A coruja era enorme, nunca vi tão grande! Nem tentei fotografá-la, porque minha maquineta não aproxima muito e tentei passar bem devagar com o caiaque para não assustá-la e para que o Leonardo conseguisse um bom registro dela e acho que conseguiu. Depois desta coruja gigante, apareceu outra menorzinha, que tentei fotografar, mas só dá pra ver a mancha preta.
Este banhado recebe as águas de toda a bacia hidrográfica compreendida nestes Municípios, se situando entre a Serra Geral e a Coxilha das Lombas.
A Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí possui uma área de aproximadamente 2.020 Km2, abrangendo os municípios de Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Viamão, Porto Alegre e pequena contribuição de Taquara.
A importância do Banhado Grande se dá em referência ao mecanismo regulador da vazão do Rio Gravataí, pois para lá convergem todas as águas que, gradativamente, alimentam o Rio. É como se o Banhado fosse uma esponja, que absorve a água e a vai liberando aos poucos. O Banhado Grande tem uma importância fantástica relacionada com a flora e fauna, pois ali vivem inúmeras espécies animais, que tem esta região como seu habitat natural.
É ponto de migração de aves que vêm de outras regiões do Brasil e até mesmo de outros continentes, que passam pelo banhado em diferentes épocas do ano, em busca de repouso e alimento farto para seguirem em novas viagens. Uma infinidade de peixes e répteis buscam seu último e derradeiro ninho de abrigo, no Banhado que, com suas águas mornas e calmas, permite a desova, o aninhamento e a procriação destes animais. Grandes mamíferos, já em fase de extinção, tem o Banhado como refúgio.
O Rio Gravataí é a principal alavanca para o desenvolvimento de toda a região. Deste manancial hídrico é realizada a captação de água para o abastecimento público de quase 1 milhão de pessoas.
A água que abastece as indústrias dos mais diversos ramos é retirada do Rio Gravataí. Assim como as lavouras de toda a região da bacia, a criação de gado, as atividades de lazer e recreação são abastecidas pelas águas deste manancial hídrico.
Quando acordados pela manhã e lavamos o rosto usamos esta água, sendo este o primeiro ato que nos mostra a presença do Rio em nossas vidas. Portanto, a importância do Rio Gravataí é fundamental para a sobrevivência da população.
A preservação do Rio Gravataí não pode ser somente um sonho dos ecologistas, mas uma batalha que cada morador da região, cada industrial, cada agricultor, que cada cidadão deva seguir, tendo a consciência de sua importância.
Uma atitude concreta que podemos fazer para que o Rio continue vivendo é providenciar que em nossa residência, no local onde moramos, o esgoto seja ligado à rede do Programa Pró-Guaíba, para que lhe seja dado o destino adequado em uma estação de tratamento.
A rede de esgoto já passa em frente à nossa casa. Agora, devemos facilitar o trabalho da Corsan, quando esta vier efetivar a ligação. Neste momento, estaremos dando nossa mais preciosa colaboração para a preservação do Rio.
Finalmente, enfatizamos a importância do complexo do Rio Gravataí, o Banhado Grande, a Serra Geral, Coxilha das Lombas, enfim, todo a vale do Rio Gravataí, pela sua beleza e importância."
A importância do Banhado Grande se dá em referência ao mecanismo regulador da vazão do Rio Gravataí, pois para lá convergem todas as águas que, gradativamente, alimentam o Rio. É como se o Banhado fosse uma esponja, que absorve a água e a vai liberando aos poucos. O Banhado Grande tem uma importância fantástica relacionada com a flora e fauna, pois ali vivem inúmeras espécies animais, que tem esta região como seu habitat natural.
É ponto de migração de aves que vêm de outras regiões do Brasil e até mesmo de outros continentes, que passam pelo banhado em diferentes épocas do ano, em busca de repouso e alimento farto para seguirem em novas viagens. Uma infinidade de peixes e répteis buscam seu último e derradeiro ninho de abrigo, no Banhado que, com suas águas mornas e calmas, permite a desova, o aninhamento e a procriação destes animais. Grandes mamíferos, já em fase de extinção, tem o Banhado como refúgio.
O Rio Gravataí é a principal alavanca para o desenvolvimento de toda a região. Deste manancial hídrico é realizada a captação de água para o abastecimento público de quase 1 milhão de pessoas.
A água que abastece as indústrias dos mais diversos ramos é retirada do Rio Gravataí. Assim como as lavouras de toda a região da bacia, a criação de gado, as atividades de lazer e recreação são abastecidas pelas águas deste manancial hídrico.
Quando acordados pela manhã e lavamos o rosto usamos esta água, sendo este o primeiro ato que nos mostra a presença do Rio em nossas vidas. Portanto, a importância do Rio Gravataí é fundamental para a sobrevivência da população.
A preservação do Rio Gravataí não pode ser somente um sonho dos ecologistas, mas uma batalha que cada morador da região, cada industrial, cada agricultor, que cada cidadão deva seguir, tendo a consciência de sua importância.
Uma atitude concreta que podemos fazer para que o Rio continue vivendo é providenciar que em nossa residência, no local onde moramos, o esgoto seja ligado à rede do Programa Pró-Guaíba, para que lhe seja dado o destino adequado em uma estação de tratamento.
A rede de esgoto já passa em frente à nossa casa. Agora, devemos facilitar o trabalho da Corsan, quando esta vier efetivar a ligação. Neste momento, estaremos dando nossa mais preciosa colaboração para a preservação do Rio.
Finalmente, enfatizamos a importância do complexo do Rio Gravataí, o Banhado Grande, a Serra Geral, Coxilha das Lombas, enfim, todo a vale do Rio Gravataí, pela sua beleza e importância."
Este trecho foi retirado do site da Prefeitura de Gravataí. http://www.gravatai.rs.gov.br/site/fundacoes/fmma/rio.php
Resolvi copiá-lo quase que por inteiro, pelas informações que tem e pelo "apelo" para que a população de Gravataí e dos munícipios que formam a bacia do Gravataí, cuidem do rio.
Pena que essas informações estão em um site e nem todos têm acesso à internet, muito menos se interessam em saber disso.
Acho que, se a Prefeitura de Gravataí realmente se preocupasse com o rio, deveria se fazer presente no camping onde aportamos, por exemplo, tentando fazer uma educação ambiental com os frequentadores do camping e do rio.
O nosso local de chegada foi o camping Cataúcho, às margens do rio Gravataí, e que recebe muita, mas muita gente mesmo, nos finais de semana. O resultado dessa quantidade enorme de gente é lixo no rio.
Depois de um almoço farto, por parte dos mosquitos que nos devoraram, tentamos descansar um pouco no local do lanche, mas o calor e os mosquitos nos correram de lá e resolvemos voltar para a água.
Juntamos os quatro caiaques e ficamos um bom tempo curtindo aquela sombra e ouvindo as histórias de um pesacador que estava recolhendo suas redes.
Chegamos relativamente cedo em casa. Eu estava com dor de cabeça, talvez por acordar cedo, talvez pelo calor e talvez por causa de uma gripezinha que tentou me pegar, pois tive dor de garganta também. Cheguei em casa, alimentei a bicharada, tomamos banho e começamos a conversar o que jantaríamos, se comeríamos algo em casa ou saíriamos para comer fora. Deitamos na cama conversando o que cada um tinha vontade de comer...e pegamos no sono. Devia ser umas oito e pouco, nove da noite, não tinha escurecido ainda, mas capotamos e dormimos até o outro dia de manhã. Que canseira! Não pela remada, que deu uns 20 km, mas pelo calor.
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