terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Recanto em maio - Lidando com a peonada

Da série, "postagens atrasadas"...
Apesar de termos adquirido o Recanto há dois anos, ainda não temos nossa própria luz, usamos a do vizinho que nos vendeu o Recanto e nos cede a luz pacientemente. Já entramos com 6 pedidos de luz, todos negados! O primeiro pedido foi negado porque a casa está distante mais de 40 metros do poste e por estar numa possível área de APP (Área de Preservação Permanente). O segundo pedido, nem lembro bem como estava a situação, mas a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) apenas deixou um bilhete escrito: "não tem casa" ( a casa não fica visível da rua, pois está na parte baixa do terreno, perto do rio, na área de APP). O terceiro pedido foi feito em abril e resolvemos então, fazer o que todo mundo vinha sugerindo, construir uma peça qualquer lá em cima para ganhar a luz. Contratei dois peões para a função, que no dia seguinte ao pedido, fizeram um quadrado com pedras e madeiras iniciando a obra do barraquinho. Eis que, a CEEE foi até lá no prazo previsto e deixou um novo papelzinho com as seguintes palavras , que transcrevo aqui, tal e qual eles escreveram:  item 1 -" cx de medição deve ficar no máximo 5 cm afastada da cerca frontal do terreno" e item 2 - "deve ser dado início na obra (fundação)".
O trabalho dos peões foi em vão, pois não consideraram aquilo um começo de obras, mesmo com todas as pedras, tijolos, madeira, areia, brita e o tão falado quadrado inciado.
Para quem ainda não conhece o Recanto pessoalmente, vou explicar melhor. Quando compramos o Recanto havia uma casinha velhinha na parte baixa do terreno, há bem mais de 40 metros do poste de luz!
A casinha velha na parte baixa do terreno.

 Pelo que sondamos com os vizinhos, a  casinha até não é tão velha mas estava bem judiada e ficamos um bom tempo pensando se a ajeitaríamos ou faríamos uma casa nova na parte alta do terreno, onde teríamos vista de todo o vale, do rio e da lagoa, e com a casa lá em cima o problema da luz também estaria solucionado. Mas não tínhamos dinheiro para fazer a casa lá então, fomos ficando e arrumando a casinha de baixo, que é uma gracinha, também tem uma vista maravilhosa mas está dentro da tal área de APP (Área de Preservação Permanente), onde não se pode construir e onde a CEEE não liga luz. A casinha velha já estava lá antes da lei, assim como várias outras na região, mas a luz havia sido cortada por falta de pagamento de um outro antigo proprietário, por isso a luz não será ligada lá de novo. Podemos morar na casinha sem problema, só não podemos fazer nenhuma nova construção na área de APP.
Agora,além do novo problema do poste, temos uma casinha velha ajeitadinha mas no habemos luz, por isso resolvemos fazer o barraquinho lá em cima para ganhar a dita. 
Depois do quarto pedido negado, não conseguimos trabalhar mais em cima desta questão, até que voltamos ao Recanto essa semana e chamei de novo os dois peões para dar continuidade a obra do barraquinho. 

Lidar com a peonada não é fácil! Eles são muito folgados, mais brincam e riem do que trabalham. Olhem só, a folga dos dois peões que estão construindo o barraquinho aos trancos e barrancos...
Leonardo e Tiago

O nome deles é Leonardo e Tiago, foram colegas de faculdade em Porto Alegre e agora resolveram levar uma vida ribeirinha morando no interior. Mas não moram juntos. Um deles, o Leonardo, mora comigo, um pouco em Porto Alegre e muito pouco em Maquiné, e o Tiago já está  morando em Barra do Ouro, um distrito de Maquiné, um paraíso repleto de verde e cascatas, assim como Maquiné.
O Tiago tem nos ajudado nesta nova função do Recanto. É uma figura, impossível ficar 3 minutos sem dar uma risada ao lado do Tiago.
Pelo menos assim, o trabalho fica descontraído. Enquanto eles trabalhavam, eu preparava um pão e um bolo para o café, levava chimarrão para eles e conferia as novas mudinhas plantadas no Recanto, como esta azaléa, tão pequena e já com tanta flor.

Leonardo está se divertindo com a função da pecinha, que chamo de barraquinho. Estamos fazendo ela ao lado de onde pretendemos, um dia, construir a nossa casinha dos sonhos. A ideia era fazer uma coisa bem simples mas Leonardo está se empolgando e inventando moda. Vamos ver no que vai dar.
Todas as vezes em que eu subia para conferir o trabalho dos peões, flagrava os dois tagarelando e gargalhando. Mas que barbaridade!
Foto em família, ou parte dela: eu e Leonardo e a cachorrada. No chão, da esquerda para a direita: Tombinho, Pinheirinho e Kin. Atrás do Leonardo, a Brigitte e atrás de mim, me dando um beijinho, a Pretinha. Foto do Tiago.
Entre um chimarrão e outro, o trabalho seguia. Deixei a cachorrada responsável pela fiscalização. Detalhe: a Kin, essa amarelinha da foto, é cega!
Tiago achava que dava para puxar a tela para que ela ficasse na distância exigida pela CEEE.
O dia estava acabando, a chuvinha chegando e o bolo saindo do forno!
Hora do café!
Pão e bolo recém saidos do forno! Comentei que não poderíamos comer o bolo, pois bolo quente dá dor de barriga, mas concluímos que isso tudo era blá blá blá das nossas mães para não nos deixar comer.
Enquanto fazíamos nosso lanche e jogávamos conversa fora, a bicharada descansava depois de uma tarde agitada.
Tombinho
Kin
Brigitte, meu paninho de chão!
Pinheiro e a gata Silene Seagal.
E a gatinha Babette, irmã de Silene, era a única acordada, ou quase... ganhando um colinho do amigo Tiago.  Obrigada pela ajuda, Tiago!
Foto do Leonardo

Dia das mães

Da série, "postagens atrasadas"...
 Como tem sido em quase todas as datas especiais, no dia das mães deste ano, Leonardo e eu tomamos café da manhã com meus pais e pegamos a estrada par almoçar com a mãe dele.
Eu, papis e mamis.
O dia estava lindo e a Rota Romântica, caminho que fazemos para ir para Nova Petrópolis, é uma pintura!
Tombinho vai cuidando tudo, durante toda a viagem.

Antes do almoço, ainda conseguimos aproveitar o sol no jardim.
Leonardo jogou a bolinha na minha direção. Olha ela ai em cima.
Seu Egon com Filomena no colo.
Dona Sonja conferindo o livro que ganhou do filho.
Eu e os sogros, tomando o tradicional chima pós-almoço.

domingo, 4 de agosto de 2013

Na Remada do Rio Paranhana - 5 de maio, domingo

Da série, "atualizando postagens"...
Domingo de manhã cedinho teve bagunça na barraca.
A cara de santo até que engana. Tombinho já tinha tomado seu café e Leonardo estava preparando o nosso.
Cardápio do desjejum: mamão, maçã, café com leite e pizza de panela.
Quase pronto (com flash)!
Quase pronto (sem flash)!
Hora de reunir os bravos esportistas para uma nova descida de rio.
A tradicional parada na pipoqueira foi mais demorada desta vez.
Até o Chapolin Colorado desceu o rio comodamente sentado num sofá!
O pessoal do rafting também brincou na pipoqueira.
Depois de brincar bastante na pipoqueira, os canoístas continuaram descendo o rio e Tombinho e eu pegamos o carro e voltamos para o Parque correndo para pegá-los na corredeira antes da ponte.
Fomos correndo pero no mucho! Tive que fazer umas paradinhas para fotografar cenas que adoro demais! Coisas do interior como uma bica na beira da estrada e uma casinha velhinha e simpática.

Quando Tombinho e eu chegamos no Parque, alguns canoístas já estavam brincando na corredeira. Logo chegaram Leonardo e Márcio. Ficamos um pouquinho ali e depois, alguns deles seguiram descendo o rio para chegar no outro Parque e na temida queda "Tchaca" e a maioria deu por encerrado o encontro ali mesmo, pois muitos eram de outras cidades e tinham alguma estrada pela frente.
O Márcio estava com dor de cabeça e ficou ali, já o Leonardo seguiu rio abaixo e Tombinho e eu, voltamos para o carro para ir atrás dele.
Não tenho fotos do "Tchaca" porque estava filmando na hora, mas eu fiquei preocupada com o Leonardo. O "Tchaca" é um degrau, um senhor degrau em plena descida de rio. Quase todos que não conheciam o "Tchaca" pessoalmente, saíam da correnteza, examinavam a situação e depois de refletir um pouco, finalmente desciam o degrau. Ainda bem que meu sentimento não passou de preocupação, pois Leonardo passou pelo "Tchaca" tranquilamente.
A turma que foi até o final.
Tirei esta foto por causa deste menino que aparece no canto. Ele deve ter uns 7 anos e participou de todas as atividades, inclusive da descida do "Tchaca". Ele estava num caiaque duplo com pai, mas mesmo assim, a coragem dele me surpreendeu!
Tombinho e eu levamos Leonardo de volta para o Parque onde estava acontecendo o evento e onde estávamos acampados e Levamos o Márcio até a barragem para que ele buscasse o carro dele, pois eles perderam o ônibus na hora saída por minha causa, pois eu havia perdido a chave do meu carro. É que de manhã faltou luz e eu tinha ido tomar banho. Como não havia luz no banheiro, a chave do carro deve ter caído do bolso da minha calça e eu não ouvi e muito menos vi. Por sorte, uma moça encontrou e guardou. Que susto!
Aproveitei para fotografar a barragem novamente, desta vez, sem canoístas.
Já com as barracas desmontadas, o "urrúúú" oficial com Leonardo, Tombinho, eu e Márcio.
Muitos já tinham partido e alguns ainda arrumavam as tralhas.
Os apaixonados por caiaques e corredeiras ficam horas falando sobre isso e não demonstram vontade  de ir embora.

Enquanto outros, esperam dormindo no carro.
Tudo pronto para voltar para casa!
E ele continua dormindo na viagem.